26 de jan de 2008

Grandes Obras de Sampa: Avenida Paulista

Bonde na Av. Paulista - anos 40/50

Grandes Obras de Sampa: Av. Paulista

A Avenida Paulista no Início do Séc XX - Vê-se dois grandes casarões dos Barões do Café

Grandes Obras de Sampa: Teatro Municipal

Obras de Construção do Teatro Municipal : imigrantes construindo

Grandes Obras de Sampa: Estádio do Morumbi

O berço de tantas conquistas do São Paulo F.C em construção. O Morumbi ainda era um simples loteamento afastado do centro.

Grandes Obras de Sampa: Catedral da Sé

Catedral da Sé - Em construção
(O relógio da praça marca 3:15 da tarde)

Grandes Obras de Sampa: MASP



Foto do MASP em sua fase final de construção e detalhe dos gigantescos cimbramentos utilizados para suportar a imensa laje durante a construção.

Grandes Obras de Sampa: Viaduto do Chá

Obras do Viaduto do Chá no Início do SEC XX

Grandes Obras de Sampa: Terraço Itália



OBRAS DO FAMOSO EDIFÍCIO ITÁLIA QUE ABRIGA O CIRCOLO ITALIANO DI SAN PAOLO

20 de jan de 2008

Dongtan Eco-City (A cidade sustentável da China)



Na tentativa de mudar a imagem do país de vilão mundial do meio ambiente, a China inicia a construção da primeira cidade sustentável não apenas ambientalmente, mas também socialmente, economicamente e culturalmente.

Dongtan estará localizada na terceira maior ilha da China perto da desembocadura do Rio Yangtze. O local de 86 km2 é adjacente a um parque aquático de importância Global. A área urbana será ocupada até 1/3 da área total, sendo os 2/3 remanescentes serão reservados à agricultura e preservação do meio ambiente.

Dongtan produzirá sua própria energia a partir do vento, solar, bio-combustível e do lixo reciclado da cidade. Tecnologias limpas como células de hidrogênio abastecerão o transporte público. Uma rede de ciclovias e vias para caminhadas ajudarão a cidade a atingir emissões próximas de zero. As fazendas de Dongtan utilizarão métodos orgânicos para a produção de alimentos.

Dongtan será uma cidade de três vilas, com uma fase demonstrativa que abrigará 10.000 pessoas até 2o1o. Ela será uma cidade vibrande com corredores verdes e alta qualidade de vida para os moradores. A cidade foi projetada para atrair empregados de todas as camadas sociais na esperança que as pessoas escolherão viver e trabalhar lá.

Dongtan demonstrará ao mundo que a China é capaz de trabalhar ao lado do meio ambiente e fornecerá uma metodologia sustentável que poderá ser replicada em outros lugares do mundo.

fonte: Arup Projects - East Asia

Tecnologia: A Verdadeira Solução Ambiental


Separar lixo, economizar água, deixar o carro em casa. Tudo isso ajuda. Mas o que vai salvar mesmo o planeta do aquecimento tem nome: TECNOLOGIA

A tese vem de Ted Nordhaus e Michael Schellenberger, chamados pós-ambientalistas americanos. Os dois sacudiram o mundo dos ecologistas em outubro/07 com o livro Break Through: From the Death of Environmentalism to the Politics of Possibility.

Não é que você vai deixar de andar de carro. É que daqui a alguns anos ele vai ou rodar com álcool produzido a partir de uma planta qualquer (de maneira mais eficiente que a cana-de-açúcar) ou a eletricidade. E essa eletricidade não virá das poluentes usinas de carvão e petróleo, que são responsáveis por 25% das emissões de CO2 do mundo, mas, sim, de usinas que captam a energia solar, eólica ou de hidrogênio.

A nova receita para salvar o mundo, dizem Nordhaus e Schellenberger, é investir com vontade em novas tecnologias. Algumas foram inventadas, mas precisam de ajustes para ser economicamente atraentes. (Afinal, isso nunca irá mudar: as pessoas e empresas se interessam pelo que dá dinheiro - o mundo é financista e ponto.)

Já outros desafios para diminuir o impacto negativo do homem no ambiente demandam pequenas revoluções tecnológicas.

De uma forma ou de outra, é preciso muito dinheiro para obter grandes avanços no curto espaço de tempo que temos. Nordhaus e Schellenberger acham que os EUA, como maiores poluidores histórico, devem dar o exemplo e até orçam o investimento: US$ 300 bilhões em apoio a pesquisas, nos próximos 10 anos.

Seria o equivalente em valores a um novo projeto Apollo, iniciativa americana que colocou o homem na Lua em apenas 8 anos e teve como subprodutos tecnologias que usamos até hoje. Os outros países deveriam fazer o mesmo.

Não que o investimento privado em pesquisa deva ser descartado. Várias empresas estão fazendo sua parte, especialmente agora que a mudança para um comportamento sustentável não só é bom para publicidade mas pode reduzir custos.

Uma gigante do ramo de higiene pessoal mudou o formato das embalagens de um xampu, economizando o equivalente a 15 milhões de recipientes por ano; várias empresas de coleta de lixo do mundo estão não só reciclando como também transformando os dejetos orgânicos em combustível por meio de miniusinas; shoppings estão trocando seus vasos sanitários por novos modelos que consomem 6 litros de água por descarga (cerca de 5 vezes menos que os modelos domésticos).

Esses avanços tecnológicos pontuais são louváveis, mas para o rumo do planeta mudar é preciso fazer investimentos mais ambiciosos. Mesmo que o governo não se mexa e despeje os bilhões de dólares em pesquisas como querem os pós-ambientalistas, já há centenas de pessoas trabalhando nisso.

Empresários do setor de tecnologia, como os donos do Google, Sergey Brin e Larry Page, além de Bill Gates e Paul Allen, já estão investindo um bom dinheiro em projetos como a produção de etanol, por exemplo.

Vontade de ajudar? Não exatamente. É só perceber que as grandes cifras estão sendo colocadas em pesquisas do setor energético - responsável por 34% das emissões de gases do efeito estufa (veja texto abaixo): "As oportunidades econômicas nas tecnologias limpas e a 'energia verde' prosperarão e gerarão dinheiro de uma maneira que fará com que o boom do Vale do Silício dos anos 90 pareça brincadeira de criança", afirma Ira Flatow, autor do livro Present at the Future ("Presente no Futuro", sem edição em português).


Assim, o novo mundo não será repleto de pessoas " boazinhas" e ambientalmente conscientes que utilizarão produtos ambientalmente corretos e pagarão mais caro por isso. O futuro que parece combinar mais com a natureza humana é a utilização de veículos com combustíveis ecologicamente corretos ( e não a menor utilização dos automóveis); utilizaremos embalagens feitas de materiais biodegradáveis (que não demorarão mais que 6 meses para serem consumidas pelo solo); utilizaremos energias alternativas (eólica, solar, elétrica, etc) mas, tendemos a aumentar o consumo de energia e não reduzí-lo, a água será escassa e através da tecnologia será reaproveitada tantas vezes que forem necessárias para atender a demanda do consumo que cresce a cada dia no planeta. Enfim, seremos o que sempre fomos: seres criativos em busca de novas tecnologias para obtenção do máximo conforto. A única mudança será nos meios de conquistar este conforto através de tecnologias limpas e altamente rentáveis.


fonte de pesquisa: Revista Superinteressante

13 de jan de 2008

“GREEN BUILDINGS” - Entendendo os critérios da Certificação Leed

A certificação de Edifícios Verdes é realizada por entidades não governamentais como a USGBC (“United States Green Building Council”), que desenvolveu um sistema de classificação chamado LEED (“Leadership in Energy and Environmental Design”) que é mundialmente aceito e reconhecido.

No Brasil, recentemente, foi criado o “Green Building Council Brasil” (www.gbcbrasil.org.br), entidade que será responsável pela adaptação dos critérios do LEED para as condições e realidades brasileiras.
Para obter a certificação LEED de uma edificação, primeiramente, o projeto deve ser registrado junto ao USGBC para indicar se atenderá a todos os pré-requisitos exigidos para atingir uma determinada pontuação. A certificação só será efetivada após a construção do prédio e a confirmação de que os pré-requisitos foram atendidos. De acordo com o número de pontos obtidos por uma determinada edificação, esta poderá ser certificada em uma das seguintes classificações: Platinum (“platina”), Gold (“ouro”) ou Silver (“prata”).
Atualmente, já existem no Brasil vinte e quatro projetos registrados para obtenção da certificação LEED, sendo que somente um já obtive a classificação na categoria prata.
As pontuações do LEED são divididas nos seguintes grupos:
•“Sustainable Sites” – Sustentabilidade da localização;
•“Water Efficiency” – Eficiência no uso da água;
•“Energy & Atmosphere” – Eficiência energética e os cuidados com as emissões para a atmosfera.
•“Materials & Resources” – Otimização dos materiais e recursos naturais a serem utilizados na construção e operação da edificação.
•“Indoor Environmental Quality” – Qualidade dos ambientes internos da edificação
•“Innovation & Design Process” – Inovações empregadas no projeto da edificação.
As pontuações e pré-requisitos de uma certificação LEED dependem do tipo de empreendimento, conforme lista a seguir:
•“New Construction” (Prédios novos) - Nesta categoria, a certificação é realizada considerando o terreno e a edificação como um todo. Geralmente são prédios de utilização de uma única empresa ou entidade como: corporações, universidades, escolas, hospitais, etc.
•“Existing Buildings” (Prédios existentes) - Nesta categoria, a certificação é realizada com base na performance de operação e na melhoria desta em edificações existentes.
•“Commercial Interiors” (Interiores de edificações comerciais) - Nesta categoria, a certificação é realizada somente para os inquilinos de áreas de escritórios em melhorias de instalações existentes ou novas edificações.
•“Core and Shell” (Prédios de múltiplos usuários) – Nesta categoria, a certificação é realizada para o terreno e para as áreas comuns da edificação, onde o empreendedor não tem responsabilidade sobre o projeto das áreas internas de cada unidade. Geralmente são prédios de uso coletivo para venda ou locação.
•Residências – Nesta categoria estão inclusos residências unifamiliares e prédios multifamiliares de até três pavimentos.
•“Neighborhood Development” (Desenvolvimento urbano) – Nesta categoria, a certificação é realizada para a parte urbanística de um condomínio, de um bairro ou de uma quadra residencial ou comercial.
fonte: Gustavo Rosito Michelena
www.michelena.com.br

5 de jan de 2008

"Ecoconstrução" - uma nova tecnologia de materiais para construção

"Serão necessárias muitas soluções de Engenharia e Arquitetura para viabilizar a utilização de materiais reciclados na construção."


Foto de cima - Observa-se cortina feita com garrafa pet (bom aspecto visual na foto mas, na prática ainda nos parece algo pejorativo usar lixo na decoração)
Foto de baixo: protótipo de casa com material reciclado (observa-se vão aberto sobre parede de compensado prensado - problema acústico e esteticamente inviável)

Materiais usados para a construção freqüentemente causam alguma poluição ambiental durante sua produção. A exploração de minas para obtenção de brita pode danificar a paisagem, madeira podem vir de fontes não-sustentáveis, areia produz um enorme impacto ambiental junto aos rios, metais usam muita energia na produção, a produção de PVC causa poluição atmosférica, dentre outros exemplos.

Materiais produzidos a partir de material reciclado comumente causam menores danos ambientais que os produtos novos e reduzem o lançamento de refugos da sociedade moderna ao meio ambiente.
Esquemas de reciclagem desenvolvidos por autoridades locais ou programas de inclusão social precisam de um mercado para a coleta de materiais, reaproveitamento e posterior venda para construtoras e empreendedores imobiliários.

Qualidade e durabilidade são aspectos vitais dos materiais de construção. Para alguns materiais reciclados como tijolos, madeira, ardósia etc a aparência não será tão boa quanto do material novo, mas isto será compensado por outros aspectos de qualidade. A falta de estudos padronizados a respeito da utilização de materiais reciclados na construção é um grande entrave que deve ser eliminado. Órgãos Normativos do mundo todo têm a responsabilidade de criar os parâmetros para a utilização e garantir exigências técnicas mínimas para o bom desempenho construtivo. A utilização de materiais recicláveis na construção deve ser tratada como uma nova tecnologia de materiais que, como todas as outras, deve ser testada e ensaiada exaustivamente para estabelecimento das propriedades físicas e verificação do verdadeiro desempenho construtivo do material.

Hoje, no Brasil, as ações para reaproveitamento de materiais estão ainda no campo acadêmico e no campo de idéias isoladas de alguns engenheiros e arquitetos. Mil idéias de aproveitamento surgem, tais como: paredes de garrafas plásticas, telhas feitas a partir da reciclagem de tubos de pasta de dente, utilização de entulho e outros resíduos como agregado na fabricação de concreto, etc. No entanto, para que estas e outras idéias sejam realmente implementadas precisamos atender algumas premissas básicas:

a) A estética arquitetônica deve ser mantida, portanto há a necessidade de se incorporar os novos materiais reciclados sem agredir o usuário do imóvel. A casa deve atender as necessidades físicas e sociais do ser humano; (Quem gostaria de viver em uma sala com parede de garrafa pet ou cortinas de tampinha de refrigerante???)

b) Deverá se desenvolver uma indústria de reciclagem que produza os materiais em grande escala e isso apenas irá acontecer como o conceito estiver plenamente aceito e divulgado. Acredito que há uma tendência a curto prazo dos materiais ecologicamente corretos serem um produto a mais (uma opção) no “portfólio” das empresas tradicionais e que somente serão consumidos por empresas e consumidores dispostos a pagar mais por isso em troca de um ganho de imagem ou de ação voluntária para melhoria do meio ambiente. A disseminação ocorrerá somente quando a demanda aumentar e os preços reduzirem com o ganho de escala; (Ou seja, o material reciclado deve ser um bom negócio para todos: para quem recicla, para quem produz, para quem constrói e para quem consome);

c) Os projetistas e construtoras deverão estar seguros quanto ao desempenho dos materiais reciclados garantindo construções seguras, duráveis e de bom desempenho técnico. Isso irá acontecer quando estes materiais forem desenvolvidos, testados e certificados. Quem não se lembra do tubo de plástico reciclável que rompia mais facilmente que o PVC e não suportava pressões internas??? O produto foi lançado em 1999 e desapareceu do mercado devido ao grande fiasco de seu desempenho técnico.

d) O consumidor final terá o papel mais importante neste processo cabendo ao mesmo optar por construtoras com práticas ecologicamente corretas e assim transformar a utilização de materiais recicláveis em exigência para sobrevivência no mercado. Isto deverá ocorrer a longo prazo com a conscientização ambiental deste consumidor e com a redução dos preços dos empreendimentos ecologicamente corretos.



3 de jan de 2008

Securitização com Lastro em Carteira de Recebíveis Imobiliários

As operações de securitização com lastro em carteiras de recebíveis imobiliários alcançarão uma importância fundamental no mercado brasileiro durante este período de enorme crescimento. Nos EUA, o volume vincendo de títulos de securitização com lastro nestes créditos é superior a 60% do PIB. Muitos destes títulos possuem um mercado secundário com liquidez comparável à do mercado de títulos soberanos. A experiência internacional indica a securitização como uma saída natural para o grave déficit habitacional no Brasil. O capital do sistema bancário nacional não será suficiente para prover o montante necessário de financiamento. Nesse sentido, desenvolvimentos importantes, que se iniciaram com a criação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) pela lei 9514/97, têm ocorrido no mercado nacional visando a criação de uma importante fonte de financiamento para o setor: os mercados de capitais doméstico e internacional.
O desempenho do mercado imobiliário está diretamente relacionado com geração de empregos, renda e habitação e, por conseqüência, com o crescimento econômico de qualquer País. A securitização de créditos imobiliários busca realizar a integração entre o mercado imobiliário e de capitais, irrigando a produção imobiliária com recursos compatíveis com a natureza do negócio.

2 de jan de 2008

Novas Regras de Financiamento Imobiliário pelo FGTS


Hoje entram em vigor as novas regras para o financiamento imobiliário com a utilização dos recursos do FGTS. A decisão foi tomada pelo Conselho Curador do fundo em 30 de outubro de 2007 e sua efetivação era esperada pelo Setor da Construção Civil neste início de ano pois, trata-se de um dos principais elementos de sustentação do crescimento imobiliário previsto para 2008.

Com as mudanças, os contribuintes com renda superior a R$ 4,9 mil vão poder utilizar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis e ainda houve aumento no limite de valor desse valor, que passou de R$ 130 mil para R$ 350 mil. A taxa de juros para o financiamento nessas condições vai ser de 8,66% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), com prazo máximo de pagamento de 360 meses (30 anos).
O acesso aos financiamentos com recursos do FGTS vai também ficar mais fácil, porque além da Caixa Econômica Federal, bancos como o Itaú e o Real também vão oferecer empréstimos dessa linha. Bradesco e Santander também estudam oferecer a opção ao cliente.

Segundo o Conselho, vão ser destinados R$ 1 bilhão para financiamentos nesta modalidade. Para 2008, foi definido um orçamento total de R$ 8,4 bilhões em recursos do FGTS para financiar a casa própria. Com certeza haverá um impacto positivo nas vendas e na sustentabilidade do crescimento no setor. O ANO COMEÇA BEM..E AS PREVISÕES COMEÇAM A SE CONFIRMAR.

fonte: Terra / Tribuna do Norte On-line