27 de fev de 2008

A moderna construção sustentável

" A Sociedade será sustentável como um todo quando atendermos todos os aspectos deste diagrama"


A moderna Construção Sustentável é um sistema construtivo que promove intervenções sobre o meio ambiente, adaptando-o para suas necessidades de uso, produção e consumo humano, sem esgotar os recursos naturais, preservando-os para as gerações futuras. A Construção Sustentável faz uso de ecomateriais e de soluções tecnológicas e inteligentes para promover o bom uso e a economia de recursos finitos (água e energia elétrica), a redução da poluição e a melhoria da qualidade do ar no ambiente interno e o conforto de seus moradores e usuários. Esse tipo de construção nunca é intuitiva. Mesmo quando emprega produtos ou processos artesanais (por ex. paredes de adobe ou taipa de pilão), o faz conscientemente, buscando o sucesso ambiental integral da obra, e não apenas uma construção.

Trata-se de um modelo diferente da Construção Ecológica ou Natural, que, grosso modo, pode ser definida como aquela que permite a integração entre homem e natureza, com um mínimo de alteração e impactos sobre o meio ambiente. A construção ecológica, à maneira das habitações de outros seres vivos (castores, abelhas, formigas), usa recursos naturais locais de maneira integrada ao meio e, quase sempre, instintiva e intuitivamente. É o caso das habitações indígenas, das construções de terra pré-islâmicas nos países árabes e dos iglús, dos esquimós. Esse tipo de habitação ?que ainda responde por mais da metade das habitações no planeta- é praticamente impraticável nos modernos centros urbanos, onde a heterogeneidade de povos e culturas e o estilo de vida e produção exigem materiais oriundos de lugares distantes e uma construção civil executada por profissionais da área.

Como denominador comum, construção sustentável e ecológica têm o fato de gerarem habitações que preservem o meio ambiente e de buscarem soluções locais para problemas por elas mesmas criados. A Construção Sustentável difere da Ecológica por ser produto da moderna sociedade tecnológica, utilizando - ou não - materiais naturais e produtos provenientes da reciclagem de resíduos gerados pelo seu próprio modo de vida.A obra sustentávelA sustentabilidade de uma obra moderna é avaliada pela sua capacidade de responder de forma positiva aos desafios ambientais de sua sociedade, sendo ela mesma um modelo de solução.

A Casa Sustentável deve(ria): a) usar recursos naturais passivos e de design para promover conforto e integração na habitação; b) usar materiais que não comprometam o meio ambiente e a saúde de seus ocupantes e que contribuam para tornar seu estilo de vida cotidiano mais sustentável (por exemplo, o usuário de embalagens descartáveis deveria usar produtos reciclados a partir dos materiais que, em algum momento, ele mesmo usou); c) resolver ou atenuar os problemas e necessidades gerados pela sua implantação (consumo de água e energia); d) prover saúde e bem-estar aos seus ocupantes e moradores e preservar ou melhorar o meio ambiente.

Todos esses desafios teriam de ser considerados em todo o ciclo de vida da habitação, sendo esta pensada como uma obra aberta: sempre passível de ampliação e melhoramentos.

Casa Saudável

Não há casa sustentável sem ser saudável. A finalidade de uma construção sustentável não é apenas preservar o meio ambiente, mas também ser menos invasiva aos seus moradores. Ela não pode ser geradora de doenças, caso de prédios que geram a Síndrome do Edifício Doente (SEE*). A Casa Sustentável deve funcionar como uma segunda ou terceira pele do próprio morador, porque ela é sua extensão, como ensina o geobiólogo espanhol Mariano Bueno. Ela é seu ecossistema particular, e, assim como no planeta Terra, todas as interações devem ocorrer reproduzindo ao máximo as condições naturais: umidade relativa do ar, temperatura, alimento, geração de resíduos e sua transformação, conforto, sensação de segurança e bem-estar, etc.

Escolha dos materiais

A escolha dos materiais na Construção Sustentável deveria, em princípio, obedecer a critérios de preservação, recuperação e responsabilidade ambiental. Isso significa que, ao se iniciar uma construção, é importante considerar os tipos de materiais que estão de acordo com o local (como sua geografia, ecossistema, história, etc.) e que podem contribuir para conservar e melhorar o (meio) ambiente onde será inserida. Materiais que guardam relação direta com o estilo de vida do local e do usuário devem ser avaliados. Por exemplo, se o morador reside e trabalha em uma área urbana, possivelmente comprará alimentos envolvidos por embalagens plásticas descartáveis; é muito provável também que utilize um automóvel para se deslocar da casa para o escritório e vice-versa. Assim sendo, nada mais justo que este mesmo usuário/consumidor/cliente opte, conscientemente, pelo uso de um produto resultante de um resíduo gerado para atender às suas necessidades -no caso, as embalagens descartadas poderiam retornar no formato de telhas e a areia de fundição usada para manufaturar os moldes que deram origem às peças de seu automóvel ganha uma nova etapa de seu ciclo de vida, como blocos de concreto reciclados.Deve-se lembrar que toda Construção Sustentável é saudável. Esse tipo de obra caracteriza-se pelo uso de materiais e tecnologias biocompatíveis, que melhoram a condição de vida do morador ou, no mínimo, não agridem o meio ambiente em seu processo de obtenção e fabricação, nem durante a aplicação e em sua vida útil. Que produtos convencionais estariam fora dessa lista? Por exemplo, todos aqueles que emitem gases voláteis (os famosos COVs - compostos orgânicos voláteis), como tintas, solventes, resinas, vernizes, colas, carpetes sintéticos e de madeira. Em seu lugar, a solução mais simples e de mercado é buscar sempre produtos à base de água ou 100% sólidos (isto é, que em contato com o oxigênio não emitem gases ou odores).

fonte:
Márcio Augusto Araújo é consultor do IDHEA - Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica,idhea@idhea.com.br.

Profissões verdes em ascensão no mercado

Edifício Eldorado Business Tower (Green Building ao lado do Shopping Eldorado em SP)

Com a crescente preocupação do setor da construção civil de adoção de boas práticas de sustentabilidade, o mercado pede, cada vez, mais profissionais especializados nas chamadas ‘profissões verdes’. “Porém, falta capacitação na área e as universidades não estão preparadas para oferecer esse tipo de formação”, observa a arquiteta Diana Csilag, mestre em sustentabilidade pela Poli – Escola Politécnica da USP. “As faculdades de arquitetura precisam atualizar seus currículos. Conceitos da década de 60, como os de arquitetura bioclimática, sempre foram adotados. O que acontece, hoje, é que eles podem ser praticados com ferramentas novas e as faculdades precisam capacitar os alunos para a utilização desses novos recursos”, diz Diana.


A sustentabilidade não pertence a um único campo de conhecimento. Na prática, envolve conhecimentos multidisciplinares, não somente no âmbito do meio ambiente, como também econômico e social, que exigem profissionais com percepções em diferentes áreas. “O curso de arquitetura não tem a disciplina de química em sua grade curricular, mas poderia inserir conceitos básicos que possibilitassem ao profissional avaliar materiais. Eu acredito, até, que o aluno deveria freqüentar disciplinas de diversos cursos como, administração, sociologia e geografia, para ampliar a sua formação”, sugere. A arquiteta também vê essa deficiência refletida no setor de compras e especificação de materiais de construção, que solicita cada vez mais de seus fornecedores informações sobre produtos, se possuem algum tipo de selo, tanto de qualidade, como de baixa emissão de poluentes. “As empresas grandes estão contratando consultores em orçamentos para a escolha de materiais e equalização de propostas. Isso porque não há, ainda, no mercado, profissionais que tenham esses domínios”, ressalta.


Durante o ano observou-se o lançamento de empreendimentos imobiliários que adotaram padrões de sustentabilidade, como o do edifício Eldorado Business Tower, da Gafisa que busca certificação LEED - Leadership in Energy and Enviromental Design de impacto ambiental. A área de certificação de empreendimentos encontra-se em ascensão no mercado e, além do selo norte-americano do Green Build Council existe, também, o francês HQE - Haute Qualité Environnementale. “Essas empresas estão investindo em não agredir o meio ambiente e seguem os critérios de sustentabilidade para a obtenção de certificação. Para atingirem esse objetivo necessitam de uma equipe que forneça esse serviço e, por isso, a consultoria nessa área está aquecida e tem urgência de profissionais qualificados”, finaliza. Para os profissionais que têm interesse nesse mercado emergente existem alguns cursos de MBA nas áreas de Gestão ambiental, Uso racional de água e Real estate (economia e dos negócios do setor imobiliário).

23 de fev de 2008

A Escola de Engenharia Mackenzie: Tradição e Pioneirismo












OS PRINCIPAIS SÍMBOLOS DA ENGENHARIA MACKENZIE - O POPEYE, A LETRA " M " EM VERMELHO, E OS PRÉDIOS EM ARQUITETURA AMERICANA.
Quando se fala em imigração para a Província de São Paulo na segunda metade do século XIX, alguns assuntos vem à tona, como inerentes ao processo. Pensa-se de imediato em cafeicultura, em industrialização, em ferrovias. A noção de imigração compreende também a busca de melhores condições de vida, alcançadas pela oferta de trabalho com remuneração mais digna, ou como a busca de uma região mais tranquila, longe de conflitos políticos e sociais.
Mas não foi nenhum destes motivos que trouxe ao Brasil o primeiro grupo de missionários presbiterianos norte-americanos.
A história contada nos remonta a 1859, quando chegava ao Rio de Janeiro o reverendo Ashbel Green Simonton, vindo dos Estados Unidos com a missão de difundir o presbiterianismo no Brasil. Dois pontos favoreciam seu sonho: a política de incentivo a imigração e a própria constituição imperial, que previa a tolerância religiosa de cultos não católicos.[i]

Em julho de 1862, desembarcava em solo brasileiro outro imigrante presbiteriano, vindo em busca de cuidados para sua saúde. Era George W. Chamberlain, nascido na Pensilvânia em 1839. Ao chegar, encontrou a obra missionária de Simonton em pleno processo de crescimento e aliou-se a ela tão destacado zelo, que retornou em 1866 aos Estados Unidos para se aperfeiçoar em teologia.

Dois anos depois, Chamberlain retornava ao Brasil, acompanhado de sua esposa Mary Annesley, com quem se casara. Desta vez, vinha como missionário, interessado em estabelecer uma escola com pedagogia americana, o que veio a ocorrer efetivamente em sua própria residência na então Província de São Paulo, no bairro da Luz.

A escola que surgia diferenciava-se das demais em vários pontos: meninos e meninas estudavam juntos, todos os castigos estavam abolidos e as lições eram estudadas em silêncio para que os alunos pudessem refletir sobre elas, e não decorá-las, como ocorria na pedagogia católica[ii]. A escola primaria também pela não discriminação, fosse ela religiosa, racial ou política.

Esta história missionária poderia limitar-se a formação de uma instituição religiosa protestante, cujo todo esforço e trabalho resultasse em seu próprio crescimento. Mas a proposta missionária não era tão ingênua assim, como podemos observar pelo próprio relatório da Board of Foreign Missions de Nova York em 1859. Cabe observar, que a decisão de encaminhar o missionário Simonton para o Brasil, pertiu deste mesmo relatório.

“Já há algum tempo que a comunidade cristã tem tido sua atenção voltada para o Brasil como campo atraente para o trabalho missionário, com apelo especial às igrejas evangélicas deste país. O território brasileiro é mais vasto que o nosso; o clima é igualmente variado e saudável; o solo se presta tanto a produtos de clima temperado como de clima tropical; a população ainda é relativamente pequena; os recursos, ricos e vários; ainda estão em grande parte inexplorados. Mas há forças em ação, tanto na Europa como no Brasil, que rapidamente atraem ao último grande número de imigrantes. Provavelmente não está l;onge o dia em que o Brasil terá seu lugar entre as nações mais importantes da Terra em população e nos outros elementos de grandeza nacional. Talvez jamais tenha havido época mais oportuna que esta para agirmos.”[iii]

Num primeiro momento, a proposta missionária adequeo-se a política de imigração para o Brasil, aproveitando-se de uma tolerância religiosa, favorecida pela própria constituição vigente no país.

Num segundo momento, a atividade missionária cresceu junto a nova classe social que se formava. Imigrantes dos mais diversos cantos do mundo, unidos em sua diversidade pelo fato de serem, frente ao governo brasileiro, classificados num só grupo, como imigrantes, buscavam naquele momento uma nova identidade na terra que agora os abrigava.

Neste contexto, o casal Chamberlain oferecia uma proposta de educação sem discriminação religiosa, racial ou política. Em outras palavras, criava um espaço onde os diferentes poderiam encontrar sua unidade, independente de serem católicos ou não, de serem negros, brancos ou asiáticos, independente de serem monarquistas ou republicanos. Independente até de esrem ricos ou pobres, pois a manutenção da escola ficava a cargo da Junta das Missões Estrangeiras de Nova York, e só pagavam mensalidades aqueles que tinham condições econômicas para tal.

No início da década de 1890, a então chamada Escola Americana, contava com vários internatos, um Curso de Preparatórios (intermediário entre o secundário e a formação acadêmica) e um Curso de Comércio. A partir de então, caracteriza-se em terceiro momento no crescimento da instituição.

Conta a história, que em 1890, o advogado norte-americano John Theron Mackenzie, que durante sua vida acompanhou em jornais os escritos de José Bonifácio de Andrada e Silva sobre mineralogia, deixou em seu testamento, uma soma em dinheiro para a construção de uma escola de engenharia no Brasil, que fosse organizada aos moldes das escolas americanas. Pouco mais do que isso, se sabe deste advogado.

No entanto, sabe-se que esta doação fora recebida pela Junta das Missões de Nova York que, em convênio com a Universidade de Nova York organizaram a implantação da escola no Brasil. Seria mais um curso associado a Escola Americana implantada pela família Chamberlain.

A arquitetura do edifício a ser construído, o maquinário necessário para as aulas e até o mobiliário, foram trazidos dos Estados Unidos. Também os diplomas de conclusão do curso, vinham da Universidade de Nova York, como se os alunos tivessem se formado lá.

A primeira turma de engenheiros formou-se em 1900. A partir de então, novos profissionais foram sendo lançados no mercado de trabalho da engenharia civil, urbana e industrial.

Neste momento que podemos caracterizar como um terceiro período do trabalho missionário, o então Mackenzie College, como ficou conhecida toda a instituição, tomou a frente do próprio crescimento urbano de São Paulo. O currículo do curso da Escola de Engenharia era objetivo e pragmático, colocando então os alunos formados por aquela Escola, como profissionais bem qualificados no mercado. (E ESTA É A CARACTERÍSTICA DO ENSINO E DOS PROFISSIONAIS DO MACKENZIE ATÉ HOJE - CRITICADOS PELO MEIO ACADÊMICO E ADORADOS PELO MERCADO). Muitos deles trabalhavam para o próprio governo de São Paulo, enquanto outros dedicavam-se, através de firmas constituídas, a construção civil.

Na época, não só a Escola de Engenharia do Mackenzie formava engenheiros em São Paulo; em 1894, dois anos antes de sua inauguração, havia sido criada a Escola Politécnica de São Paulo, também com o objetivo de atender ao crescimento urbano da capital paulista.[iv] (DAÍ A RIVALIDADE EXITENTE ENTRE MACKENZIE E POLI ATÉ OS DIAS DE HOJE)

O que nos chama a atenção no entanto, é o fato de tratar-se o Mackenzie, de uma instituição religiosa. As universIdades católicas, por exemplo, tiveram geralmente início, com cursos superiores de teologia, filosofia ou oUtros cursos na área das ciências humanas.

O próprio edifício onde funcionou originariamente a Escola de Engenharia do Mackenzie, possui em sua pedra angular a inscrição “Ás sciencias divinas e humanas”. Do lado de dentro o assunto era tecnológico.

Esta dicotomia no entanto, entre religião e tecnologia, desaparece quando se observa a ética do trabalho implicita na filosofia protestante.

“É necessário notar (...) o fato de a Reforma não ter implicado na eliminação do controle da Igreja sobre a vida cotidiana, mas antes na substituição do controle vigente por uma nova forma”.[v]

“(...) o Homem deve, para estar seguro de seu estado de graça, trabalhar o dia todo em favor do que lhe foi destinado. Não é, pois, o ócio e o prazer, mas apenas a atividade que serve para aumentar a glória de Deus.”[vi]

Neste sentido a criação da Escola de Engenharia do Mackenzie, ao contrário de significar uma ruptura do trabalho missionário da Junta das Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana de Nova York, representou o auge do trabalho, levando ao pragmatismo, a essência da filosofia cristã protestante.

Referências Bibliográficas:

[i] GARCEZ, Benedicto Novaes. O Mackenzie. São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1970, cap2.

[ii] MACKENZIE, Instituto Presbiteriano. Mackenzie, 126 Anos de Ensino. Valores acima do tempo. São Paulo, Instituto Presbiteriano Mackenzie, 1997.

[iii] LESSA, Vicente Themudo. Annaes da Primeira Egreja Presbyteriana de São Paulo (1863 - 1903). São Paulo. s.ed., 1938

[iv] NAGAMINI, Marilda. “Construção de Edifícios e Engenharia Urbana”. in: MOTOYAMA, Shozo (org). Tecnologia e Industrialização no Brasil. Uma perspectiva histórica. São Paulo, UNESP, 1994. págs 115-123.

[v] WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. 4º edição, São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1985, p. 20.

[vi] Ib. Idem, pág 112.

22 de fev de 2008

Edifícios Comerciais - Anos 90


Birmann 20 Birmann 10













Birmann 21

É com imenso prazer que relembro a vinda dos prédios inteligentes ao Brasil no início dos anos 90. Com eles vieram grandes clientes internacionais cujas exigências contribuiram para o desenvolvimento da tecnologia nacional tornando-se o padrão que vimos hoje em termos de prédios comerciais. Na época ainda estava em início de carreira e certamente esta foi uma grande oportunidade de desenvolvimento e aprendizado, numa das grandes empresas da época :
"Birmann S/A"
O escritório carioca Pontual Arquitetura, por exemplo, desenvolveu uma série de edifícios maciços, quadrangulares, com escalonamento no topo formando o coroamento. Entre eles, o Birmann 20 (1992/93; PD 171), em São Paulo.

Já os irmãos Ottoni, Dácio e David, criaram um interessante projeto próximo à marginal do rio Pinheiros, em São Paulo: o Birmann 10 (1991/92; PD 153), composto por pórtico em grelhas que “apóia” um volume envidraçado.

O escritório estrangeiro de destaque na década é o SOM, que produziu, em parceria com o escritório paulistano Kogan, Villar e Associados, o Birmann 21 (1993/97; PD 205). O conjunto, que ocupa uma quadra junto à marginal do Pinheiros, é formado por três edifícios: a torre, com 26 pavimentos; um espaço de múltiplo uso em estrutura metálica; e o prédio-garagem, com seis pavimentos.

19 de fev de 2008

A Implosão de 17/02/2008 na Av Luis Carlos Berrini em São Paulo

O prédio na Luís Carlos Berrini foi ocupado pelo Grupo Pão de Açúcar de 1987 a 1990. O projeto original, do escritório BDSL, previa a construção de mais duas torrres no lote

Foram necessários 100 kg de explosivos para derrubar o prédio. As dinamites foram colocadas nos pilares do edifício.

A chamada emulsão explosiva foi instalada em buracos, de 80 centímetros de profundidade, feitos em pilares até o 5º andar. “É o suficiente para conseguir o resultado. Você carrega até o 5º andar e a gravidade faz o resto”, explica Dias, da Arcoenge CDI.Para evitar estilhaços, o edifício foi envolvido por telas protetoras - cinco camadas feitas de plástico resistente. Nos pilares foram colocados carpetes para amortecer ainda mais o impacto da implosão.

A estimativa é de que foram gerados 6.000 m³ de entulho ao final da implosão.

Vazio desde novembro do ano passado, o prédio não possuia problemas estruturais. A implosão foi a alternativa escolhida pelo novo proprietário para a construção de um novo edifício no terreno.

A desmontagem do prédio começou em novembro passado. Partes do edifício já foram demolidas, como escadas e laterais, para que não ofereçam resistência à queda. Pelo mesmo motivo, quase todo encanamento foi retirado.
Veja pequeno vídeo da implosão no link abaixo:

16 de fev de 2008

A Estratégia do Oceano Azul –W.Chan Kim – Renée Mauborgne




Tentar resumir este livro num simples “post” seria muita pretensão, tamanho o nível de detalhamento e quantidade de cases e ferramentas que o livro contém. Mas, para dar uma idéia geral do livro transcrevo abaixo alguns trechos com a explicação conceitual do assunto:

Oceanos Vermelhos e Oceanos Azuis:

Os oceanos vermelhos representam todos os setores hoje existentes. É o espaço do mercado conhecido. Já os oceanos azuis abrangem todos os setores não existentes hoje. É o espaço do mercado desconhecido.

Nos oceanos vermelhos, as fronteiras setoriais são definidas e aceitas, e as regras competitivas do jogo são conhecidas. Aqui as empresas tendem a superar suas rivais para abocanhar a maior fatia da demanda existente. À medida que o espaço de mercado fica cada vez mais apinhado, as perspectivas de lucro e de crescimento ficam cada vez menores.

Os oceanos azuis, em contraste, se caracterizam por espaços de mercado inexplorados, pela criação de demanda e pelo crescimento altamente lucrativo. As empresas precisam ir além da competição e descobrir novas oportunidades de mercado ainda inexploradas.


Inovação de Valor: A pedra angular da estratégia do Oceano Azul:

A inovação de valor ocorre na área em que as ações da empresa afetam favoravelmente sua estrutura de custos e sua proposta de valor para os compradores. Obtém-se economias de custo mediante a eliminação e redução dos atributos da competição setorial. Aumenta-se o valor para os compradores ampliando-se e criando-se atributos que nunca foram oferecidos pelo setor.


Embora as condições econômicas indiquem a necessidade crescente de seguir estratégias de Oceano Azul, ainda predomina a crença generalizada de que as chances de sucesso são mais baixas quando as empresas se aventuram além dos espaços de mercado existentes. Evidentemente, nunca se pode falar em estratégia sem risco. A estratégia sempre envolverá oportunidades e riscos.

O livro é extremamente interessante e detalha passo a passo a elaboração e execução da estratégia do oceano azul. Cabe a cada um adequar o aprendizado á sua área de atuação empresarial. Leitura indispensável.


conheça os autores no link abaixo:

8 de fev de 2008

Barragens - Metodologia convencional

barragem de Hoover, no rio Colorado (EUA) - década de 1930


Não há uma definição para esta metodologia clássica de construção de barragens, que teve início no final do século XIX, tendo recebido grande desenvolvimento tecnológico na década de 1930 com a construção da barragem de Hoover, no rio Colorado (EUA). De uma forma simples e objetiva pode-se resumir a tecnologia convencional de construção de barragens como:

·Uso de concreto convencional, com trabalhabilidade e consistência adequadas para se amoldar às formas e envolver embutidos mediante o emprego de vibradores de imersão

.Uso de caçambas, caminhões, correias transportadoras, cabos aéreos, bombas etc. para o transporte do concreto até seu ponto final (bloco)

.Lançamento com camada estendida

Barragens - Principais Metodologias Construtivas


Historicamente, as técnicas para construção de barragens de concreto podem ser agrupadas em cinco alternativas básicas, ao longo de seu desenvolvimento:

· Pedra argamassada
· Concreto ciclópico
· Concreto convencional em blocos
· Concreto convencional em camada estendida
· Concreto compactado com rolo – CCR

As duas primeiras alternativas de metodologias construtivas (pedra argamassada e concreto ciclópico) estão, com raras exceções, ultrapassadas e abandonadas. As demais opções são atuais e a decisão por uma delas depende de fatores que envolvem:

· Concepção estrutural
· Dimensão da estrutura
· Custos comparativos

Deve ficar entendido que, para algumas estruturas, ou parte delas, como por exemplo nas casas de força e no vertedouro, o uso de concretos e de métodos convencionais é um imperativo. As metodologias que são discutidas a seguir levam em consideração a possibilidade de poderem ser concorrentes entre si e também com barragens de terra ou enrocamento.
fonte: ABCP

6 de fev de 2008

Talento não é tudo - John C. Maxwell




Aproveitei o carnaval para descansar e colocar a leitura em dia; ou "Afiar o Machado" como o próprio Maxwell diria. É um livro bastante interessante que nos faz parar de olhar para nosso próprio umbigo, ou melhor, para o nosso próprio talento e observar o mundo que nos cerca. E dentro desta abordagem encontrar formas de pontecializar nosso talento natural. O livro diz coisas que a gente sempre ouviu e Maxwell é mais um a bater na mesma tecla, mas, é sempre bom reforçar na mente aquilo que devemos fazer e criar mais uma nova oportunidade de colocar algo do que foi lido em prática.

Maxwell ressalta que o talento deve ser valorizado e é um ótimo ponto de partida; afinal, ele nos dá algum destaque no início de nossas carreiras porém, o talento por si só não é suficiente para garantir o sucesso ao longo de toda a nossa trajetória.

Assim, o autor detalha formas de potencializar nosso talento natural através do desenvolvimento de nosso caráter e através de escolhas importantes que fazemos em nosso dia-a-dia. Estas escolhas presentes deverão moldar nosso futuro. Citou ainda alguns aspectos que temos que desenvolver para alcançar o sucesso duradouro ("A Boa Sorte"). Tais elementos são:

Acreditar - eliminar crenças limitadores
Paixão - priorizar a vida de acordo com nossas paixões
Iniciativa - ação = poder efetivo
Foco - não tentar atirar em todas as pombas, nem se preocupar com as pombas que escapam. concentre-se em acertar uma
Preparação - prepare-se para a opotunidade - invista no aprendizado
Prática - não espere o momento ideal para praticar, pois ele nunca chega.
Perseverança - tente até conseguir - não aceite a derrota. aprenda com o fracasso.
Esforço - empenhe-se ao máximo para concluir o que iniciou
Altruísmo - contribua com os outros
Sonhe - eleve seus padrões. estabeleça metas ambiciosas
Coragem - enfrente os seus medos e avance, com cautela.
Caráter - seja a mesma pessoa dentro e fora do trabalho. escolha o certo.
Relacionamentos - desenvolva relacionamentos que agreguem valor. (dar e receber)
Responsabilidade - assuma a responsabilidade e aprenda com seus erros.
Trabalho em Equipe - aprenda a obter melhores resultados com o trabalho em equipe. Minimize seus pontos fracos através das pessoas.
Pontualidade - respeite seu próprio tempo e o tempo dos outros
Paciência - saiba esperar pelo resultado desejado.
Auto-conhecimento - dedique algum tempo para se conhecer e melhorar como pessoa
Auto-confiança (fé) - conheça seus pontos fortes e aprimore-os
Disciplina - aplicar tudo isso no dia-a-dia;

O recado de Maxwell é simples mas, quem é que consegue ser bom em todos os quesitos. Vale a pena pensar naquilo que precisamos melhorar para potencializar todo o nosso talento.
Para saber mais sobre o autor acesso o link abaixo: