29 de mar de 2008

Ferramentas da Produção Enxuta (Just-in-time, Kan Ban , Kaizen)

Taiichi Ohno, alto executivo da Toyota e mentor do Sistema Toyota de Produção transferindo os conceitos em sala de aula na Toyota dos EUA.

As ferramentas que permitiram à produção enxuta alcançar os resultados superiores aos demais sistemas de gestão facilitavam a busca pelo que agrega valor ao consumidor, consistindo, basicamente, na melhor alocação dos recursos de produção disponíveis, qualificação da mão-de-obra, redução de estoques e racionalização do tempo, que contribuíram para a redução de custos. (Zawislak et al. 2000).


O conjunto de ferramentas sempre foi orientado para a produção em séries restritas de produtos diferenciados e variados, que se constitui na essência da produção enxuta, e conforme destacou Coriat (1994) reunia a produção Just in Time, o método Kan-Ban de gestão de pessoas pelos estoques e a prática de Kaizen. (Estes termos serão tratados posteriormente neste Blog, pois merecem um post dedicado a cada um deles).


A compreensão dessas ferramentas básicas depende de uma visão sistêmica, que o tempo todo influencia o comportamento das pessoas envolvidas na sua utilização, do chão de fábrica aos executivos, o que possibilita interpretar a produção enxuta como um sistema integrado de princípios, práticas operacionais e ferramentas que tornam possível a desejada agregação de valor ao consumidor.


Segundo Hunphrey ap. Castro (1995), just in time pode ser definido como a produção da quantidade certa, com a qualidade certa, no exato momento em que ela é exigida, mas destaca esse autor que tal definição é em termos abstratos. Esse conceito pode ser ampliado para uma estratégia de competição industrial para capacitar a empresa responder mais efetivamente às flutuações do mercado, na qual reside a essência do método de produção adotado pela Toyota, utilizando técnicas que visam atingir um padrão de qualidade elevado, como proporcionam as práticas de kaizen (melhoria contínua), que tem como conseqüências a redução de custos, porque elimina o que não agrega valor, e o aumento da produtividade, tudo de forma integrada, resultando na circulação mais rápida do capital, o que se consegue com o método kan-ban (Ruas ap. Hirata, 1993).


Assim caracterizada, a produção just in time necessita que a flexibilidade seja um dos seus elementos constitutivos, como a técnica de produção celular, que permite organizar a produção em células que processam um produto específico completamente, ou partes inteiras de um processo mais amplo e complexo. Essa flexibilidade originada da organização celular também exige a realização de funções múltiplas pelos trabalhadores, resultando num melhor aproveitamento da mão-de-obra e de suas competências, melhor traduzindo o conceito de polivalência em que tais operários realizam tarefas que não exclusivamente de produção, como, por exemplo, manutenção, ajustamento, limpeza e controle de qualidade.


Organizado o trabalho na produção dessa maneira, a primeira conseqüência é a redução de pessoal e de níveis hierárquicos, notadamente aqueles que cuidam da ligação entre os operários e a gerência, ou seja, os níveis intermediários de supervisão.


A redução de pessoal não decorre somente da agregação de outras tarefas não exclusivas de produção, mas principalmente pela adoção do método kan-ban. A idéia original desse método, cuja implantação na fábrica da Toyota se deu no início de década de 1950, é que atrás do estoque há um excesso de pessoas empregadas em relação ao nível de demanda, porque estas não estão diretamente relacionadas à produção e, portanto, não agregam valor. Tal idéia está em harmonia com os requisitos da produção just in time, pois serão dimensionados estoques para produzir somente o que for necessário e, nesse caso, o necessário é o que já foi vendido; não há estoques de matérias-primas e partes componentes esperando para serem processadas, nem tão pouco produtos acabados aguardando serem vendidos. Não existindo tais estoques, não se requer pessoas em excesso nem áreas e equipamentos para armazená-los e movimentá-los.


Entretanto, a adoção do método kan-ban impõe mais flexibilidade, tanto na capacidade dos métodos de planejamento integrado das operações da empresa, como para os fornecedores, pois deles será exigido pontualidade nos suprimentos das matérias-primas e partes componentes. Exige-se constante troca atualizada de informações entre todas as etapas envolvidas da produção com o controle e gestão da mesma, e que não se limita ao âmbito interno da empresa, em si, pois transcende seus limites e afeta as relações diretas com os fornecedores mais próximos e, por conseqüência, dos fornecedores desses.


Percebe-se que a concepção do método kan-ban vai além das técnicas empregadas para sua operacionalização, como é o caso dos cartões que, provavelmente pela sua simplicidade, foram adotados na Toyota. Quanto a este fato, Coriat (1994) destaca o espírito pragmático de Taiichi Ohno, executivo da Toyota responsável por todas essas inovações e, em especial, pelo princípio de “administrar com os olhos” que é um princípio de gerência das fábricas da empresa e de seus fornecedores e subcontratados, cuja técnica empregada, também bastante simples, consiste de cartazes indicadores do estado das linhas e dos problemas existentes, chamados de Andon.


Neste ponto da explanação sobre as ferramentas da produção enxuta surge a oportunidade para tratar de um conceito que permeia todo o sistema, dentro e fora da empresa, que é o Kaizen, visto já estar demonstrada necessidade e o papel importante que tem a qualidade e a melhoria constante em todos os processos e etapas da fabricação e distribuição dos produtos.


Segundo Fleury (1993), o kaizen é uma postura crítica das empresas japonesas que se traduz num esforço contínuo para aumentar a eficiência dos processos produtivos e aplica diversas técnicas para essa finalidade: TQC – Total Quality Control, Análise de Valor e CCQ – Círculos de Controle de Qualidade, dentre outras. O contexto em que tal autor coloca essa postura não envolve de maneira exclusiva o esforço de automação industrial; muito pelo contrário, a automação figura como uma das possíveis alternativas para aumentar a produtividade, sendo necessária a partir do momento em que se esgotou o elenco daquelas de racionalização e de mudança de processos, conferindo-lhe um caráter evolutivo.


Foi a preocupação com a automação que influenciou, inicialmente, a concepção do sistema de produção da Toyota, no final da década de 1940. Quando foram realizadas as primeiras inovações organizacionais para introduzir a automação no setor automobilístico, procurou-se tirar benefícios do conhecimento acumulado no setor têxtil, e utilizar esse “saber fazer” para atribuir a um mesmo operário a condução e gestão simultânea de várias máquinas, e depois, evolutivamente, as tarefas de ajustes, manutenção e limpeza (CORIAT, 1994).


A adoção da postura crítica de melhoramento contínuo, traduzida pelo Kaizen, vai caracterizar uma estratégia predominante nas empresas japonesas de inovações incrementais, pois partindo de uma fase inicial, de copiar produtos de grande reputação no mercado e, a partir daí, melhorar a sua qualidade e aumentar a produtividade em sua fabricação, garantindo um elevado acervo de capacitação tecnológica, para numa fase posterior, apresentar ao mercado novos produtos e processos desenvolvidos com esse acervo.


Fica bastante claro que just in time, kan-ban e kaizen, não funcionam bem isoladamente e, como já foi destacado anteriormente, a produção enxuta torna-se melhor compreendida sob uma ótica sistêmica. É exatamente essa ótica que expande o conceito para um sistema mais amplo que envolve a empresa principal, uma montadora de veículos, por exemplo, e seus fornecedores. A implantação da produção enxuta, a exemplo do que aconteceu com a pioneira Toyota, inicia-se com essa empresa e vai envolvendo seus fornecedores, de forma a ampliar o sistema e, inevitavelmente, tais fornecedores precisam incorporar todas essas práticas para se nivelarem, em todos os aspectos organizacionais, tecnológicos e de qualidade, à empresa principal. Também, na distribuição dos produtos ao mercado prosseguirá esse processo, envolvendo toda a cadeia produtiva que leva satisfação ao consumidor final.


A esta altura da exposição torna-se apropriado destacar o efeito principal dessa integração sobre os custos, preços e lucratividade das empresas envolvidas e suas conseqüências organizacionais. Womack et al. (1992) destaca que os fornecedores precisam compartilhar informações substanciais internas de custo e de técnicas de produção com a montadora e, conjuntamente, repassar os detalhes do processo de produção visando cortar custos e melhorar a qualidade. São contrapartidas necessárias que estimulam as montadoras a respeitarem a necessidade de lucratividade razoável dos fornecedores, devido à imposição sobre eles de repassarem os benefícios das inovações incorporados aos componentes dos produtos, sob a forma de preços menores, qualidade assegurada e pontualidade na entrega, ante a uma necessidade de manterem estoques próximos de zero, mas que se consegue somente com acordos e contratos de longo prazo e, ainda, o comprometimento de a empresa principal estar sempre privilegiando esses parceiros mais próximos, em suas expansões para novas fábricas e novos mercados geográficos.

A Inteligência da Produção Enxuta

Taiichi Ohno em Ação no Chão de Fábrica, origem do Sistema Toyota de Produção

O sistema de gestão da produção desenvolvido na Toyota Motor Company, Nagoya, Japão, ficou mundialmente conhecido como “produção enxuta”, expressão traduzida de “lean manufacturing”, criadada por John Krafcik, pesquisador do Massachusetts Institute of Technology.

Das origens desse método de produção aos dias atuais, novos conceitos foram agregados, como o de inteligência de redes e de tecnologia de informação, proporcionando uma melhor compreensão desse sistema de gestão, bem como, possibilitou entender a magnitude dos impactos provocados nas organizações a partir da adoção dos mesmos. Durante esse mesmo período, a influência desses conceitos sobre o pensamento administrativo deu condições para o florescimento de uma bem caracterizada “filosofia de gestão”, passando a orientar não mais somente a produção, mas todo o negócio da organização.

A produção enxuta tem sido vista por muitos estudiosos como a antítese da produção em massa, e sob essa visão simplista surgiram expressões bastante difundidas, como toyotismo ou ohnismo em oposição a fordismo ou taylorismo. Maior amplitude tem ainda o pensamento de que essa é uma nova fórmula de sucesso adaptada à economia global e ao sistema produtivo flexível (CUSUMANO ap. CASTELLS 1999).

Também surgiram visões relacionadas às formas de organizar a produção de bens e serviços segundo as épocas em que estas predominaram, (CORIAT ap. HIRATA, 1993), que sugere ser, além de uma evolução do fordismo para o pós-fordismo, a adequação das técnicas fordistas de produção para um período histórico e econômico, em que predominou a redução de custos de fabricação através da padronização de produtos, frente a uma situação de mercado em expansão onde se necessitava produzir em grandes lotes e volumes, caracterizando a produção em massa, enquanto as técnicas da produção enxuta são mais apropriadas para fabricação a custos baixos de produtos destinados a mercados estagnados, em crescimento lento ou que estejam em expansão, mas que são exigentes em variedade e diferenciação, impondo-se a necessidade de produção em lotes e volumes menores.

O fato concreto revelado pela intensidade das discussões e interesse pelo estudo da produção enxuta é que os métodos empregados promoveram muito mais do que ganhos de produtividade, refletindo grandemente sobre a competitividade e influenciando a estratégia empresarial das empresas que passaram a adotá-lo, principalmente porque estas conseguiram integrar de forma mais adequada a fabricação como parte da estratégia de negócios, e começaram a desfrutar dos resultados de relacionar o potencial e os recursos da empresa às oportunidades do mercado (SKINNER 1976).

Subjacentes a tais resultados estão as razões que tornaram a produção enxuta um modelo de gestão da produção bem sucedido, a ponto de ser adotado por empresas de variados ramos, em diversas partes do planeta, e que envolveu toda a organização em seu negócio. Sob esse ponto de vista, conhecer e compreender tais razões é um importante esforço que precisa ser desenvolvido, cujos conhecimentos contribuirão eficazmente para aplicações em diversas outras áreas da gestão empresarial, tanto em nível estratégico, como operacional.

Fonte: A Inteligência da Produção Enxuta - Antônio João de Brito

Engenharia de Produção - Engenharia voltada á Gestão

foto: A Evolução da Linha de Montagem




A Engenharia de Produção (também conhecida por Engenharia de Produção Industrial, Engenharia de Gestão Industrial ou Engenharia Industrial) dedica-se à concepção, melhoria e implementação de sistemas que envolvem pessoas, materiais, informações, equipamentos, energia e o ambiente.



Ela é uma engenharia que está associada as engenharias tradicionais(inclusive com a Engenharia Civil), porém, é a menos tecnológica na medida que é mais abrangente e genérica, englobando um conjunto maior de conhecimentos e habilidades, para que utilizando-se desse conhecimento especializado em matemática, física e ciências sociais, em conjunto com análise e projeto de engenharia, ela possa especificar, prever e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas.


De modo geral, a Engenharia de Produção, ao enfatizar as dimensões do produto e do sistema produtivo, encontra-se com as idéias de projetar produtos, viabilizar produtos, projetar sistemas produtivos, viabilizar sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada por esta engenharia, são de grande importância para a elevação da competitividade do país.


23 de mar de 2008

Redland Green School - uma Escola Verde na Inglaterra





Fotos da Fachada, do ambiente interno e dos alunos em atividades de aprendizado ambiental.

Localizada em um novíssimo e inspirado edifício de 36 milhões de Libras, a Redland Green School tem capacidade para 945 alunos na faixa de 11-16 anos, 450 alunos acima de 16 anos e para 50 alunos com necessidades especiais para o aprendizado.

A Redland Green School é uma feliz e estimulante comunidade de aprendizado onde a evolução de cada aluno é valorizada incondicionalmente e a excelência é celebrada.

Para conhecer maiores detalhes operacionais e culturais da escola acesse o link abaixo:

As Escolas Verdes nos EUA



Fotos da Arquitetura de uma escola verde com muita iluminação e com destaque para a captação de energia solar. Observa-se ainda o patéo da escola como quintal para o aprendizado ambiental.

As “Escolas Verdes” são saudáveis para os alunos, professores e para o meio ambiente. São ambientes de produtivo aprendizado com ampla iluminação natural, excelente acústica e ar de boa qualidade.

Promovendo o projeto e construção de “ Escolas Verdes” podemos conseguir um tremendo impacto na saúde do estudante, nas notas das obras, na retenção dos professores, no custos operacionais da escola e no meio ambiente.

Toda criança merece ir a uma escola com ar saudável e que encoraja o aprendizado. Para tanto os projetos de “Escolas Verdes” contemplam boa iluminação natural, integração com a paisagem externa, excelente qualidade do ar interno, excelente acústica, conforto térmico, etc.

Numerosos estudos nos EUA têm demonstrado benefícios diretos para a saúde e desempenho dos alunos. Os estudantes aprendem mais quando estão engajados e inspirados. Imaginem o potencial de aprendizado quando a edificação da escola por si própria torna-se uma ferramenta interativa de aprendizado, educando as próximas gerações e criando os líderes sustentáveis do futuro. Lá os alunos poderão aprender sobre energias alternativas (painéis solares, etc), vegetais orgânicos, ecossistemas, etc. A “ Escola Verde” torna-se muito mais que um edifício sustentável mas, uma oportunidade para apresentar o aprendizado e o descobrimento.

As “Escolas Verdes” produzem mais benefícios com a utilização de menos recursos. Elas utilizam 33% a menos de energia, 32% a menos de água e reduzem os resíduos sólidos em 74%.

fonte: Green Building Council

22 de mar de 2008

Empresas crescem e compram mais equipamentos para locação




As empresas responsáveis pela produção e locação de equipamentos para a construção civil estão em franca expansão. Mas embora haja recursos para investimentos, os equipamentos estão em falta. "Não há guindastes para comprar até o final de 2009", revela Julio Eduardo Simões , diretor da Locar.


As gruas, caminhões e carretas são outros itens que estão em falta. A demanda por maquinários surpreendeu as locadoras. A Locguel estimou inicialmente um crescimento de 26%, mas se deparou com 36% no final do ano passado. "Essa era uma projeção extremamente agressiva", aponta o diretor Francisco Savassi. "Havíamos nos preparado para 2007, mas não esperávamos um crescimento tão virtuoso". Já a Locar cresceu 40% apenas no último ano e a expectativa é atingir o marco de 50% em 2008. Os resultados também foram bons para a Mecan. Segundo o gerente comercial, Renison Canesso Moreira, a empresa cresceu 120% nos últimos três anos. Operando como fornecedora e locadora de equipamentos (andaimes, elevadores e escoramentos), Moreira diz que o aquecimento do setor foi sentido de forma muito direta na empresa. "Os estoques estão baixos. Locamos o que temos, há uma ociosidade de cerca de 15%". Os três profissionais apontam que houve uma mudança no paradigma do mercado. "Havia uma oferta gigantesca de maquinário para locação, permitindo que as construtoras realizassem pedidos em cima da hora", relembra Simões. "A falta de cultura das construtoras em realizar cronogramas para a locação acaba impedindo de atendermos a todos nesse momento de grande demanda", acrescenta Savassi. Em relação aos preços, há um consenso entre as empresas de que o mercado praticou valores baixos quando a demanda era incipiente. A atual situação permitiu uma valorização do serviço e, conseqüentemente, novos investimentos. "Apesar desse cenário, o aço aumentará 12% em março e é a matéria-prima de muitos equipamentos", ressalva Moreira, que considera o atual preço ainda subvalorizado. A Mecan estima investir R$15 milhões e a Locguel R$13 milhões. A Locar investiu R$ 45 milhões para renovar seu parque de máquinas e, no final de 2007, entrou no mercado de gruas ao adquirir 26 máquinas com investimentos na ordem de R$ 30 milhões.


Por Rafael Frank, repórter da Piniweb

Habitação Popular - Paredes de Concreto




O sistema já é dominado por países latino-americanos, visitados por construtores brasileiros interessados em conhecer de perto a técnica utilizada nessas regiões. Por lá, a tecnologia é utilizada tanto em edifícios populares como em construções de médio e alto padrão. Com a expansão do mercado de habitação popular e o crescimento da demanda por sistemas construtivos de rápida execução, a elaboração de projetos de edifícios com paredes estruturais de concreto deve ser uma alternativa viável para um futuro bem próximo. Com a produção de unidades em grande escala, os custos de execução tendem a cair. A solução também gera poucos resíduos no canteiro e exige menos mão-de-obra. É necessário um investimento inicial mais alto na aquisição de fôrmas metálicas, mas ele é recuperado tão mais rápido quanto maior a repetitividade obtida. Um dos inconvenientes do sistema é a pequena flexibilidade de intervenção nas instalações embutidas nas paredes, principalmente. A viabilidade do sistema dependerá, ainda, dos preços do concreto praticados no mercado.

Habitação Popular - Steel Frame




As construções com perfis leves têm basicamente as mesmas características das estruturas metálicas tradicionais. O sistema pode ser aplicado em edificações baixas, de até quatro andares, e reduzem o tempo de construção em mais de 30%. Os perfis metálicos, de até 1,25 mm de espessura, são unidos por parafusos autobrocantes e o fechamento é executado com chapas OSB (Oriented Strand Board), drywall ou placas cimentícias. Edifícios de quatro pavimentos, com um total de 16 apartamentos, podem ser concluídos e entregues em até 90 dias. Contra o sistema pesa, além do custo dos perfis de aço, a falta de cultura no País de construção em steel frame, muito difundida nos países da América do Norte.

fonte: Revista Téchne

Habitação Popular - Sistemas Construtivos Metálicos




Os sistemas construtivos metálicos atendem às exigências de desempenho estrutural e rapidez de montagem, características muito bem-vindas para a execução de edifícios populares.


Fornecidos em kits por algumas empresas, os edifícios têm entre quatro e sete pavimentos, cada um com quatro apartamentos com plantas pré-projetadas. Cada unidade possui área útil com cerca de 40 m², que incluem sala, cozinha, dois dormitórios, banheiro e área de serviço.


O sistema permite a adoção de diferentes sistemas de alvenaria e de revestimentos. A solução, entretanto, perde espaço no mercado nacional em função do preço do aço. Para que o ganho de tempo obtido na execução da estrutura não seja perdido no fechamento, o ideal é aliar a solução estrutural a sistemas de fechamento industrializados, como painéis de concreto pré-moldados. O kit possibilita maior limpeza do canteiro de obras e reduz as perdas de materiais durante a execução da estrutura.
fonte: Revista Téchne

21 de mar de 2008

Habitação Popular - A Definição dos Processos Construtivos




Neste ano, estima-se que o setor da Construção Civil brasileira apresentará um crescimento da ordem de 10%, segundo o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Uma parcela considerável desse crescimento se deverá ao aquecimento do mercado de habitação para população de baixa renda, estimulado pela abertura de novas linhas de crédito a juros baixos e em prazos longos.


Direcionados às famílias com rendimentos mensais entre cinco e 12 salários mínimos, os chamados edifícios "econômicos" e "supereconômicos" serão compostos por unidades comercializadas com preços que variam entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Com um valor final de venda tão baixo, a margem de lucro por edifício é também pequena. A lucratividade do negócio para o construtor estará na produção das unidades em larga escala. Por isso, as construtoras que pretendem ingressar nesse novo mercado sabem que não terão sucesso se não investirem no detalhamento inicial dos projetos de seus empreendimentos, que serão executados às centenas em todo o País.


Para aproximar-se ao máximo de um processo industrial de produção, a primeira preocupação que se deve ter é com o desenvolvimento do protótipo do produto. Mais do que em qualquer outro tipo de empreendimento, o que definirá as tecnologias e as soluções de um conjunto de edifícios econômicos é o seu orçamento final. Para reduzir os custos com a elaboração de um novo projeto arquitetônico a cada novo conjunto construído, são desenvolvidas tipologias básicas para serem utilizadas em todos os casos.


Dimensões mínimas dos cômodos, de pé-direito, segurança contra incêndio variam de cidade para cidade e obrigam os engenheiros a adaptar os projetos conforme as exigências locais, gerando custos extras ao empreendimento e reduzindo ainda mais a margem de lucro.


Ao longo desses anos, a construtora MRV (há 28 anos neste mercado) contornou o problema da variação das legislações locais desenvolvendo um extenso banco de projetos arquitetônicos, que são "encaixados" conforme as exigências específicas de cada uma das 51 cidades onde atua. Como as características básicas dos empreendimentos não mudam, também são necessários poucos ajustes nos demais projetos, como os estruturais e de instalações. O modelo desenvolvido pela MRV prevê parcerias com fornecedores de materiais de construção para adquirir os insumos em grandes quantidades, o que é possível graças à padronização dos empreendimentos.


Os sistemas construtivos rápidos são os mais desejáveis, pois permitem ganho de escala e, como conseqüência, redução de custos de construção.


Nesse início de boom do mercado de baixa renda, as grandes construtoras dão seus primeiros passos em solo firme, com responsabilidade e sem inovações mirabolantes. O partido estrutural predominante nos primeiros empreendimentos é a alvenaria com blocos de concreto estruturais, de desempenho bem conhecido.


Nos últimos meses, missões particulares e lideradas pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) visitaram Chile e Colômbia para conhecer as técnicas de execução de conjuntos residenciais com paredes de concreto, sistema que vem sendo aplicado com sucesso nesses países. Os construtores que optarem por esse sistema devem estar atentos a itens importantes como o conforto térmico e acústico dos apartamentos. Como o concreto apresenta alta condutibilidade acústica, mesmo pequenos ruídos poderiam ser ouvidos em outros ambientes do mesmo pavimento e em pavimentos contíguos.


Apesar da demanda por construções rápidas, as estruturas industrializadas ainda não têm entrado nos planos das empresas na execução de edifícios. Segundo os construtores, o custo do aço ainda inviabiliza a concepção dos empreendimentos em estruturas metálicas ou em steel frame. Da mesma forma são encarados os pré-fabricados de concreto.


Com uma margem de lucro tão apertada, as empresas não poderão admitir altos índices de perda de material em suas obras. Por isso, os projetistas terão de buscar cada vez mais a racionalização de seus projetos.Modulação de projetos de revestimentos e de alvenaria são lições básicas.


O projeto executivo do empreendimento deve ser elaborado em detalhes, de forma a se obter um microplanejamento. Transformando a seqüência de atividade em linha de produção e diminuindo a interdependência entre elas.


Procurou-se criar uma linha de montagem até para as instalações hidráulicas. Para não dar margens a improvisações durante a execução das tubulações, as peças são pré-montadas e pré-testadas no térreo antes de serem enviadas como "kits prontos" ao local do serviço.


Característica de empreendimentos de alto padrão, a possibilidade de modificação das disposições do apartamento antes de sua construção está praticamente descartada.


fonte: Revista Téchne


18 de mar de 2008

Queda de uma grua em Nova Iorque em 15/03/2008




Nova Iorque - A queda de um guindaste neste sábado, 15, sobre um prédio do bairro residencial de Upper East Side em Nova Iorque deixou "quatro mortos e 10 feridos, três deles gravemente", anunciou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva."Os socorristas ainda estão buscando sobreviventes.


Este acidente é um dos piores que a cidade já conheceu", declarou o prefeito, que chegou ao local no fim da tarde.O acidente aconteceu cerca das 14H30 (15H30 de Brasília) em Manhattan, na altura da 51ª rua e da 2ª avenida, no Upper East Side (nordeste de Manhattan)."A grua danificou três prédios e destruiu um quarto. Felizmente, o bar que está no térreo do edifício destruído não estava aberto", destacou Bloomberg."Meus pensamentos vão para as famílias das vítimas. Espero que não vamos encontrar outras", prosseguiu o prefeito, ressaltando que os prédios danificados foram evacuados, e um abrigo foi oferecido por esta noite aos moradores pela Cruz Vermelha.


O guindaste, que caiu de uma altura equivalente a um edifício de cerca de 15 andares, danificou também vários veículos. Pelo menos um edifício pequeno de apartamentos ficou completamente destruído por causa do incidente.O edifício atingido ficava entre outros dois mais altos, na altura da rua 50 de Manhattan, entre a Primeira e a Segunda Avenida. O guindaste que caiu estaria instalado em um lugar de construção ao norte da zona afetada.


fonte: A tarde On-line

Os Poderes de Criação e Destruição do Homem Lado a Lado

Empire State presenciando um triste momento histórico americano.
11 de setembro de 2001 - Dia muito triste

Dirigível ao lado do Empire State Building

Foto Sensacional de um dirigível ao lado do Empire State Building na década de 30

Detalhe do Chrysler Building em 1932


A Chrysler Building é um arranha-céu, actualmente é o 19º arranha-céu mais alto do mundo, com 319 metros (1 046 pés). Edificado na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos da América, foi concluído em 1930 apresentando 77 andares. Foi o edifício mais alto do mundo quando foi inaugurado, porém, perdeu este título apenas um ano depois, para o Empire State Building. O sistema estrutural utilizado é a estrutura metálica.

No link abaixo vê-se o ranking dos prédios mais altos de NY. Observa-se que logo após a crise de 29 houve um grande número de arranha-céus provavelmente com o objetivo de mostrar ao mundo que a crise já tinha passado. Os EUA se superando.

http://www.novayork.com/node/1708


Chrysler Building em 16/Jan/1932. Crédito: Library of Congress, Prints and Photographs Division, Gottscho-Schleisner Collection [LC-G612-T01-21081 DLC]

Empire State Building em Obras no início da década de 30


Foto do Empire State Building em construção (observe as condições de segurança da época - década de 30). Ao fundo vê-se NY da década de 30 e em destaque o Chrysler Building já concluído).

15 de mar de 2008

Empire State Building - façanha da época de nossos avós


O Empire State Building é hoje o edifício mais alto de Nova York, e sétimo do mundo

História: Construído em 1931, teve seus 103 andares erguidos em um ano e um mês, tornando-se o arranha-céu mais rapidamente construído: quatro andares e meio por semana. Alguns andares foram deixados sem acabamento para que os locatários pudessem fazê-lo conforme desejassem. A depressão dificultou o aluguel dos andares, gerando o apelido "Empty State Building". A multidão que visitava os observatórios salvou o edifício da falência.
Click no link abaixo e visite o site oficial :


6 de mar de 2008

Prédios verdes conquistam certificações

Ventura Tower - Rio (Tishmann / Método / Camargo Correa)

Os edifícios verdes são as estrelas da construção civil. Consomem menos energia, utilizam recursos naturais renováveis, garantem a qualidade do ar, oferecem conforto ambiental e reduzem os custos operacionais. De quebra, podem conquistar certificações que vão gerar ainda mais negócios. Nessa categoria de edifícios sustentáveis se enquadram o Rochaverá, em São Paulo , e o Ventura , no Rio de Janeiro. "Prédio verde reduz drasticamente a produção de gás carbônico e controla o desperdício, que acaba sempre no fundo dos rios e provoca enchentes", explica Luiz Henrique Ceotto, diretor da Tishman Speyer e responsável pelo processo de certificação do Rochaverá no LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria gold. O LEED é uma certificação norte-americana (ainda sem correspondente ou adaptação no Brasil) que reconhece os conceitos de funcionalidade da construção sustentável. "É preciso reduzir a quantidade de edifícios gastões", diz Ceotto.

Nessa mesma categoria dos green buildings está incluído ainda o Eldorado Tower, em São Paulo , que também reivindica certificação pelo LEED. Para Luís Fernando Bueno, diretor de engenharia da Gafisa, responsável pela construção do Eldorado Tower, um dos grandes requisitos é que os verdes tenham condições de ser modernos também para as próximas gerações. E mais: que tenham conectibilidade, flexibilidade e estejam aptos a se comunicar com o mundo todo durante as 24 horas do dia. "Tudo isso com baixo custo de utilização e sendo ecologicamente correto", avisa Bueno. Para tanto a instalação de um sistema hidráulico compatível tem um custo de 1,5% a mais na obra.



"Mas produz uma economia de 50% nas torneiras e nos banheiros em relação a um prédio convencional", diz Bueno. É certo que esses produtos custam três a quatro vezes mais que os convencionais - "mas a caixa d´água pode ser menor, porque o prédio vai consumir 50% menos", ressalva.

Verdes têm ainda vidros especiais, com isolamento acústico, e que permitem a passagem de 75% de claridade, o que reduz a quantidade de lâmpadas acesas durante o dia. "Esses vidros custam o dobro em relação aos comuns, mas vão permitir uma economia de 33% na carga térmica".

Pelos cálculos de Bueno, por conta desses vidros, o Eldorado Tower economizou o equivalente a 700 aparelhos de ar condicionado convencionais de janela. Isso representa uma economia de 40% de energia em relação a outros prédios. Cada um dos 18 elevadores do Eldorado Tower, por exemplo, se alimenta da energia do outro. Trata-se de um sistema de regeneração: enquanto um elevador sobe e consome mais energia, o outro está freando; portanto, gastando menos e alimentando o outro com o que armazena.

Isolamento acústico, alta luminosidade, fachadas autolimpantes, menos calor e estação de tratamento de água, além de reuso e reutilização, são itens que muitas empresas estão exigindo quando planejam a mudança de escritório.

"Prédios sustentáveis são muitas vezes condição imposta pelas próprias matrizes dessas empresas", afirma Bueno. Os bancos estão de olho nessas referências, acredita Bueno - principalmente por conta dos valores condominiais. Nesse particular, segundo ele, a economia nos verdes representaria 50% em relação a outros prédios. Pelas contas de Bueno, o valor pago de condomínio num prédio comercial de alto padrão é cerca de R$ 15 por metro quadrado. Nos equivalentes verdes, diz, é de R$ 8 o mesmo metro quadrado.

Para incentivar as construtoras a entrar nessa ciranda dos verdes começou a funcionar em São Paulo , há menos de um ano, o Brazilian Green Building Council. Trata-se de uma organização não-governamental que tem por finalidade a divulgação da cultura da construção sustentável. Os cursos são formatados para atender construtores, incorporadores, fabricantes de materiais, projetistas e administradores prediais. Durante os cursos, eles aprendem que é possível reduzir em 35% as emissões de CO2; e que o reaproveitamento de materiais pode diminuir entre 50% e 90% a produção de resíduos. Os cursos ministrados pelo Green Building são também a ponta de lança para a certificação LEED.

Segundo Nelson Kawakami, diretor executivo da organização, o objetivo é incentivar a construção sustentável. E um dos grandes argumentos é que, em média, o sobrecusto para a certificação fica entre 3% e 7% do valor da obra. "Mas as vantagens econômicas serão bem maiores", garante. "Talvez o prédio não se pague em um ou dois anos, mas se pagará em quatro", afirma ele.

Embora a mudança de cultura seja a parte mais difícil nesse segmento da construção civil, 47 prédios estão no início do processo de certificação. O movimento em direção aos sustentáveis pode ser identificado na atitude de muitos parceiros. Na área acadêmica a iniciativa veio de um grupo de professores que em 2006 deram início ao CBCS (Conselho Brasileiro da Construção Sustentável) como forma de divulgar os conceitos e mobilizar a cadeia produtiva da construção civil. "A edificação pode ser verde, mas a comunidade tem de ser treinada para desfrutar", diz Marcelo Takaoka, presidente do CBCS. "Além de tratar do espaço físico, a construção civil deve estar atenta à legislação trabalhista, ao social e à comunicação", diz ele.

Para Takaoka, o maior problema da construção civil é a fragmentação. "Quando todos os atores adotarem a mesma linguagem e estiverem direcionados para o mesmo objetivo, teremos o jogo do ganha-ganha", diz. Takaoka reconhece que um prédio verde tem aluguel mais alto. "Mas o condomínio é mais baixo, o que faz com que o incorporador saia ganhando; o proprietário terá um conforto ambiental inusitado e a administração predial terá menos rotatividade", diz. "A construtora que não tiver prédios mais eficientes terá rentabilidade menor", observa.

O Banco ABN Amro Real mantém seu programa Obra Sustentável desde 2001 e vincula a concessão de crédito a um questionário em que o tratamento de detritos e a inspeção ambiental são apenas alguns itens. "A sociedade está mais exigente e quer saber como uma construtora trata seus detritos, como se comporta no canteiro de obras e o quanto está atenta ao bem estar dos trabalhadores", diz Felix Cardamone, diretor de crédito imobiliário do Real. Hoje são 13 as empresas que participam do Obra Sustentável. "Acreditamos que esses prédios vendam mais facilmente suas unidades porque os compradores sabem que o patrimônio terá maior valorização no médio e longo prazo". Mas todos saem ganhando, na opinião de Cardamone: "A empresa ganha porque vai fazer mais negócios a partir do empreendimento que deu certo e o banco também ganha porque quando investe nessa filosofia atrai mais clientes."



Fonte:Valor Econômico - 28/2/2008

Sucesso na baixa renda impulsiona empresas a inovar

Obra de Habitação Popular em Alagoas


OPINIÕES DIVERGENTES!

A atuação no segmento de habitação de baixa renda (até cinco salários mínimos) exigirá uma profunda reformulação no modelo de negócios das incorporadoras. Este foi um dos poucos consensos do seminário "Desafios e Oportunidades do Mercado de Baixa Renda", marcado pela diversidade de opiniões dos palestrantes. O seminário foi promovido na última quarta-feira pela Editora PINI, no Hotel Renaissance, em São Paulo.

Em um auditório lotado, João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), alertou: as incorporadoras de capital aberto com foco na baixa renda estão adotando estratégias inadequadas. "Com a abertura de capital, essas empresas aumentaram em até 15 vezes sua capacidade de investir, mas estão adotando o mesmo modelo tradicional de atuação". Ele cita, como exemplo, a aquisição de terrenos por permuta, prática que ele considera arriscada num cenário de alta de custos de mão-de-obra e materiais.Para Rocha Lima, na baixa renda é necessário mudar o foco do marketing de produto para a engenharia de produto. Ou seja: "O foco deve ser a redução de custos e a viabilização do pagamento da unidade. É diferente da renda mais alta, onde a disputa não é no preço, mas no emocional (marketing de produto)".Yorki Estefan, diretor da Tecnum Construtora e da Cytec Empreendimentos Imobiliários, tem outra visão. Para ele, as construtoras e incorporadoras estão promovendo importantes avanços na baixa renda, principalmente técnicos. "Hoje, diferente de antigamente, as principais cabeças pensantes do setor estão olhando para a baixa renda. Os avanços estão acontecendo, mas só não foram percebidos ainda devido a outros problemas, como a desqualificação da mão-de-obra, alta do cimento e quebra constante de máquinas de fundações." Estefan também destacou que grandes empresas da indústria de materiais de construção também estão estudando soluções para a baixa renda, o que deve promover mais melhorias no segmento.Sistemas construtivos.

Segundo o arquiteto Wilson Marchi, sócio da EGC Arquitetura, a alvenaria estrutural ainda é o sistema de maior utilização no segmento. No entanto, outras tecnologias estão sendo pesquisadas. "Só que elas exigem maior tempo de maturação", explica. A Cytec, por exemplo, está estudando protótipos de habitações com três sistemas construtivos: alvenaria estrutural (adotado atualmente pela empresa), paredes moldadas in loco e paredes pré-fabricadas.

Para Francisco Oggi, engenheiro da Empório do Pré-Moldado (SP), a melhor opção construtiva para a baixa renda é a industrialização do canteiro, com montagem dos elementos a seco. "Com isso, tiramos toda a improvisação da obra, reduzimos perdas e o excesso de contratos burocráticos com terceiros", defende. Oggi apresentou, em sua palestra, um sistema de construção industrializado que tem estimativa de custo, no Brasil, de 220 euros/m2.

Ubiraci Espinelli, professor da Poli-USP, destacou a necessidade de desenvolvimento de novos indicadores de custos, nas diferentes etapas do empreendimento, para atuar na baixa renda. "O método tradicional de estimativa de custos não é mais adequado. Estamos em um novo momento do setor, precisamos de novos indicadores para valorizar as decisões dos gestores", alertou.