22 de mai de 2008

Geração de Energia Elétrica a partir de Energia Eólica


TURBINAS EÓLICAS


São equipamentos autônomos de geração de energia elétrica a partir da energia cinética dos ventos. Ideais para locais remotos, onde há necessidade de energia elétrica.

As turbinas eólicas funcionam individualmente, em série ou em conjunto com módulos solares fotovoltaicos.

Vantagens:

• Fácil instalação e manutenção. Geram energia elétrica através do vento (fonte limpa).

• Podem ser programadas para bloquear a geração em horários noturnos.

• Podem ser montadas no topo ou lateral da edificação.

• Reguladores de velocidade internos.

Aplicações:

Em locais com potencial eólico elevado, a energia eólica proporciona eletricidade para residências, fazendas, ilhas, vilas, barcos, telecomunicações, refrigeração em locais remotos e para bombeamento de água.



Módulos Fotovoltaicos para Geração de Energia Elétrica




São equipamentos de geração de energia elétrica a partir da energia solar. Diferentemente das placas solares para aquecimento de água (energia térmica), as células fotovoltaicas captam a energia solar e a transformam em energia elétrica. Podem ser utilizadas em locais remotos, onde há necessidade de energia elétrica, sem os custos de instalação de uma rede própria. Os módulos solares podem funcionar individualmente, em série ou paralelo.

Vantagens:


• Silencioso,

• Fácil Instalação,

• Baixo custo de manutenção,

• Fácil expansão e

• Garantia de 25 anos de eficiência

Aplicações:


A energia solar pode ser utilizada para residências, eletrificação rural, telecomunicações (telefones públicos rurais), bombeamento de água, iluminação pública, óleo e gás (controle e monitoramento de vazão), sinalização noturna (rodoviária / torres de energia e telecomunicações), náutica, telemetria e proteção catódica (pontes, torres e tubulações).



SISTEMA MODULAR E COMPACTO DE TRATAMENTO DE ESGOTO DOMÉSTICO


A linha de equipamentos Family foi desenvolvida para atender todas as etapas necessárias para o processamento e depuração de até 2600 litros de esgoto por dia, equivalente ao uso doméstico, gerado em cozinhas, banheiros e lavanderias.


O sistema de tratamento Family reduz a matéria orgânica presente no esgoto (DBO) de 90% a 96% deixando a água tratada e desinfetada, pronta para ser reutilizada para fins não potáveis, como irrigação de jardins, vasos sanitários, lavagem de quintal e automóveis, ou ser devolvida ao meio ambiente sem risco de contaminação ou poluição.


Vantagens:

• Não polui o meio ambiente

• Elimina a fossa séptica


fonte:http://www.supergreen.com.br/

Aplicações:

Á água resultante do tratamento apresenta características que permite o seu reuso para necessidades não potáveis: irrigação de jardins e pomares, lavagem de pisos, automóveis e quintais, uso em vasos sanitários e processos industriais.

SISTEMA PARA APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA


A água de chuva serve para usos não potáveis, evita o desperdício de água tratada (que tem um custo alto), e proporciona uma economia na conta de água no final do mês. Em uma residência, a utilização da água da chuva pode representar uma economia de até 50% do consumo total, além de contribuir para a proteção deste recurso natural indispensável.


A instalação básica compreende uma superfície de captação (geralmente o telhado), calhas e tubulação, filtro, reservatório (subterrâneo ou externo), e bomba para alimentação dos pontos de consumo - por gravidade, a partir de uma caixa d’água elevada ou por pressurização.


A captação de água da chuva é uma prática muito difundida em países como a Austrália e Alemanha, onde novos sistemas vêm sendo desenvolvidos, permitindo a captação de água de boa qualidade de maneira simples e bastante efetiva em termos de custo-benefício.


Também podemos dizer que diversos centros urbanos no planeta enfrentam uma situação irônica e dramática (ex: São Paulo - Brasil e Delhi - Índia), que em determinados períodos do ano, sofrem com a falta d`água, enquanto suas ruas são alagadas por fortes chuvas que caem em curtos períodos de tempo, causando transtornos, proliferação de doenças, desastres de diversas escalas e etc. Estas questões confirmam a necessidade de aplicação de leis sobre o assunto.

Vantagens:

• Redução do consumo de água da rede pública e do custo de fornecimento da mesma;

• Evita a utilização de água potável onde esta não é necessária, como por exemplo, na descarga de vasos sanitários, irrigação de jardins e lavagem de pisos;

• Os investimentos de tempo, atenção e dinheiro são mínimos para adotar a captação de água pluvial na grande maioria dos telhados, e o retorno do investimento ocorre a partir de 2 anos e meio;

• Faz sentido ecológica e financeiramente não desperdiçar um recurso natural escasso em toda a cidade, e disponível em abundância no nosso telhado;

• Ajuda a conter as enchentes, represando parte da água que teria de ser drenada para galerias e rios (algo atualmente exigido na cidade de São Paulo pela lei das "piscininhas”, para construções com área impermeabilizada superior a 500m2);

• Encoraja a conservação de água, a auto-suficiência e uma postura ativa perante os problemas ambientais da cidade;

• A instalação do sistema, que é modular, pode ser realizada tanto em obras em andamento como em construções finalizadas.

Aplicações:

A água de chuva pode ser utilizada em vasos sanitários, lavagem de pisos, irrigação de jardins e áreas verdes, lavagem de veículos e ferramentas, máquinas de lavar roupa, abastecimento de piscinas e diversos processos industriais.

Características Técnicas:


Para cada necessidade é feito um estudo e dimensionamento correto para a melhor solução.


Devemos considerar os seguintes pontos: local de instalação do sistema, área de projeção do telhado, número de descidas, capacidade de armazenamento de água de chuva e consumo previsto para esta água.


AQUECEDOR SOLAR A VÁCUO PARA ÁGUA


É um sistema inovador para aquecimento de água. Aquece a água a temperaturas de até 90 graus Celsius. A eficiência do equipamento é de 90% da energia solar incidente. Neste sistema as perdas são reduzidas, devido ao vácuo entre os tubos de vidro (mesmo princípio da garrafa térmica). Pode proporcionar de 4 a 6 banhos quentes e confortáveis.
Não há possibilidade de congelamento da água interna, devido ao isolamento ser feito através do vácuo entre os tubos de vidro. A troca de calor ocorre por convecção natural dentro dos tubos de vidro. Sendo assim, não existem motores para circulação da água, evitando o consumo de energia elétrica e gastos com manutenção do motor elétrico.

A manutenção necessária é simplesmente a limpeza periódica dos tubos de vidro. A estrutura metálica acompanha o equipamento. A montagem é simples, podendo ser montado na cumieira ou em superfície plana (por exemplo, sobre a laje).

Vantagens:

• Alta eficiência para aproveitamento da energia solar.• Maior aproveitamento dos raios solares.• A água atinge maiores temperaturas internas.• A água circula por convecção, eliminando assim motor elétrico para circulação.• Baixo custo - o sistema se paga em 24 meses.• Fácil instalação do sistema.• Não existe a possibilidade de congelamento da água interna.
Aplicações:

Pode ser utilizado em residências, motéis, hotéis, pousadas, clínicas e fábricas. É adequado para chuveiros, torneiras de água quente, piscinas, secadores ou máquinas de lavar louça.



16 de mai de 2008

Quem não se comunica, se trumbica


'Ser compreendido é um luxo', disse Ralph Waldo Emerson. E tinha razão - ainda mais hoje, com toda a tecnologia disponível. Teoricamente, para aproximar-nos. Na prática, nem tanto. Mas comunicar-se é imprescindível para o sucesso, tanto na vida quanto nos negócios.
Um bebê já nasce sabendo chorar e rapidamente aprende a comunicar-se maravilhosamente, sem falar uma palavra, às vezes por mais de um ano. Melhor do que muitos adultos. Temos cada vez mais ferramentas disponíveis para a comunicação, mas infelizmente nem todo mundo está usando corretamente.
Da mesma forma que cada pessoa tem uma maneira diferente de aprender e entender (por exemplo, sinestésicos, auditivos e visuais), também temos formas preferenciais de comunicação.
Algumas preferem o e-mail (eu, por exemplo), outras o telefone, outras o fax. Muitos querem marcar reuniões. Tomar cafezinho. Bater um papo. Almoçar juntos. Como disse Vitor Borge, a risada é a menor distância entre duas pessoas. OK - só que, no mundo da Internet, seu interlocutor pode estar em outra galáxia.
Agora vem uma geração nova de kamikazes virtuais - gente que não tem absolutamente nada a perder. Às vezes, nem o dinheiro é deles, e nem a idéia, que já vem copiada dos EUA.
Lutar com kamikazes é diferente de lutar com concorrentes estabelecidos. Para um kamikaze, se ele sobreviver é porque alguma coisa deu errada. Seu lema é o lema de Gandhi: 'Aprenda como se fosse viver para sempre; viva como se fosse morrer amanhã.' O negócio do kamikaze é derrubar o máximo possível de gente. Atacar ineficiências, das quais o Brasil está abarrotado.
Gente acomodada, empresas gordinhas e profissionais mentalmente flácidos. Os que acham que comunicar-se significa concordar com eles. Ou enrolar e falar bonito. Num mundo como este, comunicar-se corretamente é cada vez mais importante. Todos sabemos que problemas acontecem. O problema é não saber lidar com problemas. Telefonemas não atendidos, e-mails não respondidos e promessas não cumpridas são clientes que vão embora.
Pense na forma como você se comunica. A maioria das coisas tem apenas uma forma de ser impossível - não tentar. Em contraste, existem muitas e muitas maneiras diferentes de tornar algo possível. E comunicar-se continua sendo uma das melhores maneiras de transformar planos, projetos e idéias em realidade.

fonte: Raúl Candeloro - palestrante e editor das revistas VendaMais®, Motivação® e Liderança®, além de autor dos livros Venda Mais, Correndo Pro Abraço e Criatividade em Vendas. Formado em Administração de Empresas e mestre e empreendedorismo pelo Babson College, é responsável pelo portal www.vendamais.com.br. E-mail: raul@vendamais.com.br

A Importância da Informação na Gestão de Projetos

O último a saber !!!
Não estar bem informado pode trazer conseqüências desastrosas: Para o seu trabalho e para a organização.
Uma das principais lições do mundo corporativo trata da importância da informação. Por isso é necessário estar sempre atento ao que está acontecendo dentro e fora do ambiente de trabalho.

Procurar obter o máximo de informações dentro dos projetos em que está envolvido é primordial para o alcance dos objetivos. Estar bem informado é de suma importância em projetos onde as interfaces entre gerências e frentes de trabalho são muito grandes.


As ações que estão sendo tomadas por outras gerências podem ter impacto direto no seu trabalho. E nem sempre é prudente esperar pelo fluxo de informações da organização. Falhas de comunicação ocorrem nas melhores organizações. Sendo assim, eventualmente é preciso antecipar-se aos trâmites naturais.


Além disso, estar bem informado pode garantir boas oportunidades para sua carreira e sua empresa.


- As informações devem ser atualizadas e precisas: Isso é fundamental para evitar surpresas desagradáveis. Para alcançar o sucesso na tomada de decisão, é necessários que o compartilhamento das informações seja feito em tempo hábil.


- Nem todas as informações devem ser compartilhadas: Não comente sobre planos estratégicos (pessoais ou corporativos) com desconhecidos. O mundo corporativo é “pequeno” e algumas informações podem ser preciosas para a concorrência. Saiba classificar o que é e o que não é confidencial.



Conclusão: A habilidade de tomar decisões rápidas e precisas é diretamente dependente da qualidade e da velocidade com que as informações chegam até você.


fonte: MARCIO EDUARDO Corrêa Sampaio
Gerenciamento de Projetos
Consultoria e Treinamento
http://portalgp.blogspot.com



11 de mai de 2008

AQUA - Processo de Certificação (em detalhes)

Leia na íntegra os critérios e conceitos da certificação AQUA: primeiro referencial técnico brasileiro para construções sustentáveis

http://www.geaconstruction.com/

AQUA: primeiro referencial técnico brasileiro para construções sustentáveis




Fundação Vanzolini apresentou, no início de abril/08, a primeira norma brasileira para certificação de construções sustentáveis e está pronta para fornecer o selo AQUA - Alta Qualidade Ambiental a quem atender aos critérios necessários.


No dia 3 de abril, a
Fundação Vanzolini - instituição privada, sem fins lucrativos, criada e gerida pelos professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) - apresentou o primeiro selo de certificação de construções sustentáveis adaptado à realidade brasileira.Inspirado no selo francês HQE, o AQUA - Alta Qualidade Ambiental foi desenvolvido pelos professores da Escola Politécnica e pode ser lido na íntegra no site da GEA Construction - Global Environmental Alliance for Construction -, uma associação voltada para o compartilhamento de informações e conhecimento científico entre países que, além do Brasil, inclui França, Itália e Líbano, entre outros.

A idéia de elaborar um referencial técnico brasileiro surgiu a partir do projeto de pós-doutoramento de Ana Rocha Melhado e acabou se tornando um convênio internacional. Manuel Carlos Martins, coordenador executivo do AQUA, explica a escolha pelo modelo francês: "Os franceses estão bem avançados em termos de certificação para construções sustentáveis, então pegamos o processo amadurecido. Além disso, a França tem uma história de parceria com a Poli e se dispôs a abrir todo o seu trabalho para que pudéssemos aproveitá-lo. A Europa é mais abrangente e profunda em questões ambientais e nossa identificação foi maior com eles".


AQUA


As preocupações com os impactos ambientais gerados pelos edifícios, durante as fases de planejamento e construção, ou durante a operação, são cada vez maiores. Tanto que já existem vários selos internacionais para verificar os recursos consumidos, as emissões de carbono e os resíduos gerados pelas edificações, bem como o conforto e a saúde das pessoas que convivem ali. Para isso, é feita uma avaliação sobre o grau de sustentabilidade dos edifícios, baseada em critérios específicos de cada selo.


O AQUA é o primeiro selo que levou em conta as especificidades do Brasil para elaborar seus 14 critérios - que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. São eles:


Eco-construção- relação do edifício com o seu entorno- escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos e- canteiro de obras com baixo impacto ambiental.


Gestão- da energia- da água- dos resíduos de uso e operação do edifício e- manutenção: permanência do desempenho ambiental.


Conforto- higrotérmico- acústico- visual e- olfativo.


Saúde- qualidade sanitária dos ambientes;- do ar e- da água.


"A certificação é uma ferramentas que garante credibilidade à obra. Trata-se de uma assinatura verde para o mercado, e é atraente para banqueiros e construtoras", comenta Patrick Nossent, presidente da Certivéa, certificadora francesa. Segundo ele, não existe um limite de sustentabilidade para a construção. O certificado demonstra o desempenho do edifício e os esforços feitos para a redução do consumo de água, energia, CO2 e matérias primas, e para o aumento da qualidade de vida das pessoas envolvidas.


No Brasil, a Fundação Vanzolini, que trabalha com a certificação de Sistemas de Qualidade desde 1990, é quem vai emitir o selo AQUA e já está pronta para as demandas de certificação - de edificações novas ou para grandes reformas. A organização não vai oferecer consultoria.


VANTAGENS DE UM REFERENCIAL BRASILEIRO


Alguns empreendimentos brasileiros, com o objetivo de obter condições de concorrer internacionalmente, vem adquirindo, nos últimos anos, o certificado norte-americano do Green Building Council, LEED - Leadership in Energy and Environmental Design. No entanto, há pressupostos e critérios - relacionados à legislação, clima e fontes de energia, por exemplo - que nem sempre condizem com o nosso país.Para adquirir o LEED, é necessário ir até os EUA.


O AQUA é obtido aqui mesmo e a auditoria é feita na própria obra, com acompanhamento de todas as fases da construção - programação, concepção e realização.O Green Building se baseia na soma de pontos para fornecer o selo, enquanto o AQUA faz a avaliação a partir dos 14 critérios citados acima e a obra recebe uma classificação entre bom, superior e excelente:


Bom: corresponde ao desempenho mínimo aceitável para um empreendimento de Alta Qualidade Ambiental.


Superior: corresponde a boas práticas de sustentabilidade.


Excelente: corresponde aos desempenhos máximos constatados em empreendimentos de Alta Qualidade Ambiental.


"Aconselhamos que os empreendimentos não pensem no mínimo a ser atingido e, sim, em que categorias vale a pena investir para ser considerado bom, superior ou excelente", explica Martins.Outra vantagem do selo brasileiro é a liberdade arquitetônica. Contando que se atinjam os resultados exigidos pelo AQUA, as soluções encontradas por cada empreendimento podem ser variadas. "Dá para flexibilizar, sem perder a exigência", diz Martins.O método utilizado por essa certificação também é interessante porque, apesar de, atualmente, haver um referencial técnico apenas para escolas e escritórios, outros setores podem manifestar interesse pelo selo.


Nesse caso, o empreendimento que quer se enquadrar nos padrões AQUA serve como piloto: as escolhas são feitas a partir do referencial básico e passam pelas adaptações necessárias. Depois, a eficiência do edifício é testada na prática. Se atender às exigências, ganha a certificação - e ainda passa a servir de referência para as demais construções daquele setor. Tanto que o primeiro caso brasileiro em vias de certificação é o hotel The Reef Club, em Pernambuco. Com o interesse em fazer o papel de second home para europeus - e competir com opções portuguesas e espanholas -, o hotel precisava atingir os níveis de exigência desse público. A certificação baseada no selo francês veio a calhar. Atualmente, o empreendimento avalia em quais categorias é economicamente viável ser considerado excelente. Entre as iniciativas, está prevista a redução da poluição do rio que passa pelo local e estudos para que a população carente da região possa se beneficiar com projeto.


"A vantagem de ser o pioneiro, é a possibilidade de se aprofundar mais nos estudos específicos para aquele setor, apesar dos desafios de adaptação", lembra Manuel Martins. Segundo o coordenador, depois que se aprende a fazer as adaptações, fica mais fácil construir os próximos edifícios, inclusive a custos mais baixos.


DAQUI PRA FRENTE


Experiências de construções certificadas têm mostrado que, em poucos anos, um empreendimento recupera o que foi investido no projeto: com economia de água, de energia e em manutenção de equipamentos, e com uso do material adequado. Também existe um aumento concreto de produtividade dos empregados pelo fato de trabalharem com conforto, saúde e segurança.


A idéia é que, daqui pra frente, cada vez mais, tenhamos setores preocupados em construir de maneira sustentável. "Até termos bairros, cidades e países sustentáveis", sugere Patrick.


Nos últimos cinco anos, as construções fizeram progressos consideráveis, mas ainda será necessário mudar o paradigma: ao mesmo tempo em que as construtoras estão sob pressão para projetar e construir em um curto espaço de tempo e a custos baixos, o grande desafio será fazê-lo sem deixar de lado as reflexões necessárias para garantir qualidade e sustentabilidade às edificações. Além disso, por enquanto, a certificação avalia os procedimentos até a entrega do prédio, sendo que, mais de 80% do consumo acontece em sua fase operacional. Portanto, é preciso pensar em medidas para certificar a obra durante sua vida útil.


Uma das novidades para um futuro bem próximo é a construção de edifícios que funcionem como filtros de ar - tanto para que o ar chegue limpo a seu interior, como para que seja devolvido limpo à atmosfera. Com tantas demandas - e tantas possibilidades de inovação - será necessário formar, desde já, profissionais que sejam capazes de propor boas soluções de engenharia e arquitetura a custos viáveis.


fonte: Por Thays PradoPlaneta Sustentável - 09/04/2008

6 de mai de 2008

As Barreiras à Industrialização da Construção Civil no Brasil



A popularidade inabalável da alvenaria como sistema de fechamento é um indicador claro do tradicionalismo a que a construção brasileira se mantém fixada, desde momentos históricos remotos. Há mais de 60 anos, quando o mundo já dispunha do automatismo das gruas para içamento de peças, obras brasileiras ainda se mostravam dependentes do equilíbrio e da força muscular do operariado: "Eram necessários no mínimo três homens: um segurava uma prancha de madeira, outro colocava um tijolo sobre a borda da prancha e um terceiro operário, no andar de cima, recebia o tijolo no ar e o empilhava - operação que se repetia quando era necessário transportar o material para outros pavimentos."


Só na década de 1960 é que as gruas começaram a ser utilizadas no País. No mesmo período implantou-se o concreto pré-misturado, enquanto a indústria química começava a fornecer produtos como plastificadores e aceleradores de pega. "Equipamentos especiais foram introduzidos principalmente para possibilitar as obras do metrô de São Paulo, logo imitadas no Rio de Janeiro: shield para escavação de túneis, esteiras de transporte de terra escavada, elevadores". A vibração de concreto foi adotada nas obras da estrada Mairinque-Santos, em São Paulo, em 1937, menos de um ano depois da primeira aplicação na Europa - superando o costume anterior de se injetar concreto nas fôrmas mediante socamento manual.


Embora pese a preferência do setor por métodos construtivos convencionais, esse não é o único aspecto que dificulta o desenvolvimento de sistemas industrializados. O professor Silvio Burrattino Melhado, da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), enfatiza que é necessário existir produção em escala que sustente a industrialização.


"Esse consumo em massa vai acontecer em empreendimentos de caráter mais profissional, mais estruturado. É quando construtoras e incorporadoras, tendo escala, começam a pensar em industrialização", afirma.


O fenômeno vale para modelos específicos. Não é o caso, por exemplo, de imóveis voltados ao público de classe média e alta. "Sistemas industrializados, em princípio, envolvem inovação tecnológica e, conseqüentemente, riscos para o desempenho e para outras variáveis como custo e prazo", explica. "O alto e médio padrão são mercados em que a venda imobiliária procura sempre se cercar de condições que reduzam o risco financeiro e de comercialização do empreendimento. Conjuntura essa que não contribui para a industrialização."Não se pode dizer, entretanto, que a industrialização nunca tenha sido utilizada em obras de padrão elevado. "Houve fases, nos anos de 1960 e 1970, em que a prática se estendeu também a esses empreendimentos, por influência da cultura européia e americana", assinala Melhado. "Mas o processo de inovação nem sempre é conduzido adequadamente, acaba-se criando certa rejeição a determinados sistemas, por ter havido alguma falha de desempenho, ou de durabilidade, ou de custo - até mesmo rejeição do usuário -, falhas que marcam e dificultam a continuidade do processo", esclarece o professor.

Só há uma situação em que sistemas industrializados se mostram viáveis do ponto de vista econômico, mesmo com baixa escala de produção: quando a construção, em vez de constituir objeto central do negócio (caso da moradia), representa apenas uma "atividade-meio" - necessária para que se alcance uma atividade-fim distinta."Exemplo mais radical disso é um hipermercado", assinala o docente da Poli-USP. "Qualquer sistema mais rápido que for implantado justifica o custo mais alto. Se for para terminar a obra um mês antes, o contratante não vai querer nem saber quanto custa basta que tenha algumas garantias, evidentemente, de desempenho do sistema." O raciocínio é similar para outros empreendimentos comerciais, como hotéis e shopping centers.


Fases evolutivas


À exceção dos modelos citados, a vantagem financeira da industrialização concentra-se mesmo na produção de moradias em larga escala destinadas à classe média baixa ou baixa - esta última, pertencente ao grupo das habitações de interesse social. Nesse sentido, Silvio Melhado identifica canteiros experimentais, nos anos 1980, da Cohab-SP (Companhia Habitacional de São Paulo) e CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), também do governo paulista. "Num sentido amplo, foi nessa época que a industrialização se fez mais forte, conceitualmente, com algumas experiências baseadas em aço, diversos tipos de paredes maciças, sistemas de fôrmas bastante rápidos", descreve. O diretor de construção da Thishman Speyer, Luiz Henrique Ceotto, apresenta uma visão mais crítica do período. Para ele, a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) - cujo ápice de atividade ocorreu na década de 1970 - estimulou o que determina como primeiro marco de industrialização do setor, e que chama de "industrialização irresponsável"."Os construtores visitavam uma feira fora do Brasil, compravam os sistemas em exposição e adaptavam aqui ao seu bel prazer, saíam produzindo feito malucos", repassa. "Todo tipo de porcaria foi feita naquela época, sem pesquisa, sem nada, de qualquer jeito." As conseqüências, obviamente, apareciam na forma de patologias. "Embora a produtividade tenha aumentado, a qualidade das obras ficou muito comprometida, na maior parte das vezes", arremata Ceotto.Essa fase durou até 1982, quando o BNH, a despeito de ainda existir oficialmente, passou a emitir seus últimos suspiros. A partir de então, com sucessivas crises abalando o País e atingindo em cheio o negócio imobiliário, a ordem nos canteiros enveredou para a racionalização de processos tradicionais. "Voltou-se a fazer o feijão com arroz, mas começou-se a pensar no feijão com arroz bem-feito", aponta o diretor da Tishman Speyer.Foi só em meados da década de 1990 que movimentos tecnológicos tornaram a se manifestar na construção. "As fachadas pré-fabricadas, com concreto, acabamento, detalhes arquitetônicos, tiveram uma explosão muito grande nessa época, mesmo que não fosse algo efetivamente novo", observa o professor Melhado. "Chegou inclusive a haver problemas no fornecimento, já que a capacidade de produção das usinas não é tão elástica a ponto de absorver picos de demanda."Segundo Luiz Henrique Ceotto, a partir de 1996 teve início uma "industrialização sutil", assim classificada porque atingiu, sobretudo, componentes. No entanto, apesar de intensa, foi pouco percebida. O destaque do movimento foi a chegada do drywall ao mercado, e incluiu também, além das fachadas pré-fabricadas, itens como portas e banheiros prontos e fornecimento de aço cortado e dobrado.Antes desse processo, um outro material, as fôrmas prontas, eram privilégios de grandes construtoras, que compravam ou fabricavam o sistema elas mesmas, em canteiros centrais, de onde faziam a distribuição do insumo para suas demais obras. Com a industrialização sutil, o mercado passou a atender a essa demanda e oferecer aluguel do material, permitindo que a racionalização chegasse também às construtoras de menor porte.
A partir de 1996, os canteiros passaram por uma industrialização sutil, com utilização de banheiro pronto e aço cortado e dobrado. Com a desaceleração do setor anos depois, essas tecnologias recuaram

Em 2003, uma nova depressão atingiu o setor e dissipou os bons ares que os canteiros vinham aspirando. "A indústria recuou; muitas produtoras de banheiros prontos, de fachadas, deixaram o mercado, empresas italianas, espanholas. Poucas restaram", relembra Ceotto.Para Silvio Burratino Melhado, os anos 2000 têm sido de fato pouco inovadores, no que diz respeito ao surgimento de novas tecnologias. "Uma última influência que impactou, nem tanto em extensão de aplicação, mas em importância conceitual, foi o sistema tilt-up", cita. "Em geral, no entanto, se fizermos uma seleção tecnológica, encontraremos poucas opções consolidadas", pondera."O Brasil tem uma estrutura frágil em relação à normalização desses sistemas industrializados, no que toca ao controle de características que influenciam o desempenho da edificação", acredita o professor. "Os próprios fornecedores não têm os sistemas homologados, desenvolvidos num nível de detalhamento que se precisa para projeto, orçamento, para tomada segura de decisão tecnológica."Melhado defende que o setor precisa aproveitar momentos de crescimento comprometido para melhorar a qualidade de métodos e sistemas construtivos. Dessa forma, quando acontece a retomada dos negócios, já se pode dispor de resultados para efetiva utilização. "Temos que sair dessa realidade imediatista, de procurar sistemas só quando temos empreendimentos no gatilho", resume.Conjuntura favorávelO professor reconhece que, apesar da recente escassez de tecnologias de destaque, a atual conjuntura do setor é favorável para um regresso do espírito de industrialização. "Vivemos um momento em que as empresas estão voltando a ter escala de produção", declara. "Mas temos que levar em conta a inércia do mercado, que vem de anos anteriores em crise, num ritmo de construção convencional." Melhado diz que já existem algumas novas iniciativas em curso, como o sistema que utiliza combinação de PVC e concreto na modulação de paredes maciças. "Mas efetivamente o sistema ainda não está desenvolvido, faltam lacunas a serem preenchidas. E depois se esbarra na dificuldade de não existir uma normalização, abundância de detalhamentos."Luiz Henrique Ceotto prevê que o setor vá retomar os princípios da industrialização sutil, com pré-engenharia dos componentes. "É um cenário em que o componente tem tecnologia inserida, está todo resolvido, suas interfaces, sua forma de aplicação com mão-de-obra especializada, possibilitando que a construtora se transforme muito mais em um general contractor [gerenciadora]", explica. Mas para que a tendência se confirme, avisa, é necessário que haja constância de demanda. "Se mantivermos metade do crescimento atual durante dez, 15 anos, a construção civil vai ter um salto gigantesco."
Ainda hoje, o drywall e os painéis arquitetônicos de fachada estão em fase de difusão nos canteiros. O tilt-up (foto acima), que representa uma industrialização profunda, é tecnologia rara

fonte:Por Thiago OliveiraConstrução mercado 82 - maio 2008

contribuição ao blog: Renato C. Camacho

A Importância do Feedback Adequado

por Américo Marques Ferreira



Com muita perspicácia já dizia Ruy Barbosa: “Não há nada mais injusto do que tratar igualmente os desiguais”.

É muito comum se cometer o erro de dispensar um tratamento genérico a um conjunto de pessoas, ignorando as implicações das premissas que acabamos de enunciar.

Ao se pretender lidar “no atacado” com uma situação que envolve várias pessoas, na maioria das vezes, atinge-se a extrema “façanha” de descontentar a todos. Com alguns, errando por excesso de rigor, com outros, pela adoção de medidas insuficientes para corrigi-la.

Vamos analisar as seguintes situações:

QUANDO SE DESEJA MANIFESTAR RECONHECIMENTO
A UMA EQUIPE POR UM BOM TRABALHO REALIZADO:

Se um líder o fizer de maneira impessoal, sem destacar os méritos de cada integrante para o sucesso coletivo, dificilmente alguém se sentirá estimulado a continuar oferecendo o melhor de seus esforços em decorrência de tal homenagem.
Seria semelhante a colocarmos uma bala na boca sem retirar a embalagem, impedindo-nos de degustar o seu sabor.

QUANDO SE CHAMA A ATENÇÃO DE UMA EQUIPE EM FUNÇÃO DE UM ERRO COMETIDO POR UMA ÚNICA PESSOA

Certamente, os que nada tiveram a ver com o problema em questão poderão se sentir injustiçados por aquela generalização indevida.

Por outro lado, a pessoa a quem deveria ser dirigida aquela mensagem poderá não aprender com seu erro, pela generalização da culpa.

Além da personalização do tratamento anteriormente recomendado é importante ainda se considerar que:

ELOGIO SE FAZ EM PÚBLICO, quer para reconhecimento das contribuições individuais, quer para servir de exemplo e estímulo aos demais.

REPRIMENDA SE DÁ EM PARTICULAR, a fim de permitir a tomada de consciência sobre as causas que provocaram o erro, assim como, evitar-se expor uma pessoa à execração pública, de modo a preservar sua auto-estima.

EM AMBAS AS MENCIONADAS SITUAÇÕES há que se respeitar as características pessoais e o nível de maturidade dos envolvidos.

A NECESSIDADE DE AGUÇAR NOSSA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, semelhante à capacidade dos morcegos os quais, durante seu vôo, utilizam-se dos potentes “radares” de seus ouvidos para detectar eventuais obstáculos através da reflexão dos sons emitidos por eles mesmos (imperceptíveis aos ouvidos humanos).

CONCLUSÃO
Ao adotar estas recomendações estaremos aumentando a probabilidade de sucesso no exercício da liderança, evitando posturas reducionistas, semelhantes a um elefante numa loja de porcelana, sob a argumentação de que um líder autêntico e justo é aquele que dispensa a todos o mesmo tratamento.

fonte: Américo Marques Ferreira
Consultor Sênior do Instituto MVC
http://www.institutomvc.com.br/
Autor dos cursos e-learning Gestão da Mudança e Team Building


contribuição ao Blog : Denise Serpone Bueno

1 de mai de 2008

Os Seis Mitos do Seis Sigma - Por Celerant Consulting




A metodologia do Seis Sigma – a abordagem Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar (DMAIC) para resolução de problemas e as ferramentas a serem usadas nos vários estágios de implementação – agora está razoavelmente padronizada.

No entanto, a análise lógica para escolher o Seis Sigma em primeiro lugar e o grau no qual essa escolha é conduzida pela estratégia do negócio e seus objetivos financeiros ou por um senso genérico maior de “precisamos fazer melhor”, variam muito.

Esta variação levou ao aparecimento dos mitos sobre o Seis Sigma, discutidos abaixo:

Mito 1. É uma iniciativa de Qualidade


Muitas empresas cometem o erro de considerar o Seis Sigma como uma iniciativa de qualidade, colocando-o na mesma categoria do Gerenciamento de Qualidade Total (TQM). Entretanto, comparar o Seis Sigma com o TQM é totalmente errado. O TQM deixa as pessoas conscientes da sua responsabilidade individual da qualidade; mas possui poucos registros de acompanhamento de rendimento dos benefícios financeiros mensuráveis.

Todavia, os gerentes de qualidade sempre se encontram responsáveis por um programa de Seis Sigma. Ainda que os gerentes da qualidade tentem lidar com procedimentos, auditoria e operações, eles raramente têm habilidade e autoridade na organização para gerenciar as principais alterações organizacionais. Focados na qualidade do produto ou serviço, eles podem achar difícil, se não impossível, implementar melhorias no negócio que permeia um largo campo de funções.

Então, o Seis Sigma geralmente precisa se tornar responsabilidade de alguém com uma remissão mais ampla e mais sênior na organização, para entregar resultados financeiramente significativos.

Mito 2. Substituirá iniciativas atuais

A maioria das empresas na Europa já implementou programas desse tipo. Apresentar o Seis Sigma como um substituto para tudo o que ocorreu antes pode, nessas circunstâncias, ser destrutivo. Isso pode levar a organização inteira a duvidar do valor do que foi feito no passado. Também pode transmitir uma imagem do Seis Sigma como uma “moda do mês ou do ano”, algo que será substituído com o tempo.

O Seis Sigma é mais bem posicionado como algo que irá aprimorar ou “turbinar” as iniciativas existentes. Avaliações de muitos programas existentes mostraram que eles estão se movendo na direção certa, mas faltam certas características como: foco suficiente nos resultados mensuráveis; condução suficiente para alcançar os benefícios potenciais; ou atenção suficiente do gerente sênior (porque eles são considerados como desatentos) e conseqüentemente – quase sempre – recursos insuficientes.

Apresentar o Seis Sigma como uma forma de aprimorar as iniciativas de sucesso existentes força a organização a tomar alguns passos necessários: identificar qualquer iniciativa que não está funcionando e acabar com elas; focar em maior suporte da gerência sênior e recursos para aquelas que estão obtendo sucesso e aumentar o controle nos esforços de melhorias gerais para que reflita melhor e entregue os objetivos do negócio.

Mito 3. Existe apenas uma maneira de implementar o Seis Sigma

Nem todas as empresas têm um “Jack Welch” para conduzir um desdobramento por toda a companhia e de cima para baixo. E elas nem precisam. Ao mesmo tempo em que um lugar ideal para começar pode ser no nível da “iniciativa estratégica”, é possível iniciar a implementação do Seis Sigma com um pequeno projeto piloto – contanto que aquele projeto seja projetado com uma visão para expandir o resto da organização, após ter sido comprovado o seu sucesso.

Mesmo no nível do piloto, é importante assegurar que o Seis Sigma é focado em problemas que obstruíram o desempenho por enquanto, e para qual não tenha encontrado solução aparente. Também é aconselhável limitar um piloto para seis meses de duração, após este período deve ser possível mover para um nível estratégico, ou um momento será perdido. Isso ajudará a criar uma compra para o Seis Sigma como efeito e eficiente.

Mito 4. É um jogo de números

Uma estatística comumente citada com relação ao Seis Sigma é que o sucesso depende de ter 1% das pessoas na sua organização treinadas como Black Belts. No entanto, este é um número arbitrário, não relacionado com o que um determinado negócio realmente precisa.

O sucesso do Seis Sigma não depende da porcentagem, mas da intenção estratégica do negócio e de quão dedicados os Black Belts são para cumprir esta intenção.

Mito 5. O Seis Sigma só se aplica a produtos de alto volume ou processos repetitivos.

Este mito deriva do próprio nome, no qual o sigma representa o desvio-padrão. Mas o Seis Sigma é muito mais que estatística, é uma forma de melhorar os processos. Ele melhora a maneira como os projetos são gerenciados e como as necessidades dos clientes são alcançadas. Não se trata só de consertar erros ou defeitos, mas de antecipá-los e evitá-los. Por exemplo, construir plantas de manufatura que custam milhões de euros tem muito mais em comum com a fabricação de centenas de objetos em um dia do que muitas pessoas percebem.

Os processos que parecem ser únicos geralmente contêm diversos sub-processos que são repetidos muitas vezes por eles mesmos. (OU SEJA, PODEMOS APLICAR SEIS SIGMA NA CONSTRUÇÃO CIVIL)

Mito 6. É um treinamento

Muitas empresas acreditam que tudo que eles precisam fazer é treinar seus funcionários e os resultados aparecerão. O treinamento é disponibilizado por diversas fontes, incluindo universidades.

No entanto, o treinamento é somente um elemento para que o desdobramento bem sucedido obtenha resultados. O aconselhamento é mais importante, e deveria ser feito por pessoas que têm experiências práticas na entrega de grandes projetos. A medida do sucesso para um investimento no Seis Sigma não deveria ser em forma de feedback da sala do treinamento, mas a conclusão dos projetos de sucesso que dão valor de negócio significativo.

Ao montar um programa de Seis Sigma, é necessário um cuidado extremo: selecionar as pessoas adequadas para o treinamento; definir expectativas claras sobre como o treinamento deve ser aplicado no local de trabalho; assegurar que seja fornecido suporte para os que são treinados quando retornarem ao seu trabalho; estabelecer monitoramento de desempenho pós-treinamento individual imediatamente; e fornecer às pessoas treinadas incentivos convincentes para que elas apliquem suas novas habilidades e seu conhecimento.


Sobre a Celerant: Celerant é uma consultoria em gestão que oferece certeza em desempenho inovador para organizações líderes em todo o mundo.

Fonte:
http://www.onesixsigma.com/celerant/The-Six-Myths-of-Six-Sigma-19042007

Traduzido por Marília Mendes, do SETEC Consulting Group

SEIS SIGMA: MELHORIA DA QUALIDADE ATRAVÉS DA REDUÇÃO DA VARIABILIDADE


Seis Sigma ou Six Sigma (em inglês) é um conjunto de práticas originalmente desenvolvidas pela Motorola para melhorar sistematicamente os processos ao eliminar defeitos.

Diferente de outras formas de gerenciamento de processos produtivos ou administrativos o Six Sigma tem como prioridade a obtenção de resultados de forma planejada e clara, tanto de
qualidade como principalmente financeiros. A Estatística é a principal ferramenta.

É muitas vezes compreendido como panacéia geral, mas é na realidade uma solução ótima de médio e longo prazos, e se aplicado com seriedade (sem falsas expectativas). Neste aspecto muitas
empresas têm tido sucesso em sua aplicação e obtenção de resultados, e tantas outras têm falhado, o que não denigre a filosofia em si mas sim a forma e determinação como a mesma foi implementada.

Como envolve mudança de
cultura na empresa que a está implementando traz geralmente embutida uma forte resistência inicial a sua aplicação por parte dos colaboradores e times. Este aspecto não pode ser negligenciado em sua implementação sob risco sério de falha na mesma.
fonte: wikipédia - A Enciclopédia livre

Acesse o link abaixo para entender em detalhes o funcionamento deste sistema de gestão:

http://www.pg.cefetpr.br/ppgep/revista/revista2006/pdf/vol2nr2/vol2nr2art12.pdf



Formas de Alumínio - Tecnologia construtiva para a Construção de Interesse Social















Nas fotos acima observa-se a casa recém construída (totalmente em concreto) com cobertura ao estilo americano com telhas shingles. E ao lado observa-se outra casa já pronta com textura acrílica, adornos arquitetônicos e janelas em PVC. O sistema alia baixo custo (considerando grande repetitividade de casas), desempenho técnico superior e arquitetura diferenciada.

As obras de habitação popular têm algumas características (baixas margem de lucro, alta repetitividade, acabamentos simples, racionalização construtiva, etc) que exigem um grande desafio por parte das construtoras no sentido de inovar os processos construtivos de tal forma a tornarem-se competitivas para atuação neste mercado. O produto , com baixo valor agregado, diferencia-se da concorrência basicamente por preço e por tecnologia construtiva aplicada. Assim, é fundamental a quebra de paradigmas e a busca de soluções inovadoras.

Dentro deste conceito chega ao Brasil empresas americanas com soluções construtivas muito utilizadas nos EUA e México principalmente onde substitui-se a alvenaria pelo concreto. O concreto torna-se então a grande matéria-prima da construção popular. Com o sistema faz-se a fundação, estrutura e paredes de concreto já contemplando adornos arquitetônicos que valorizam o projeto. As instalações são embutidas e os revestimentos são aplicados diretamente sobre o concreto (gesso liso, cerâmica, textura acrílica), as esquadrias são instaladas com espuma de poliuretano, com isso obtém-se uma solução altamente industrializada que permite executar uma casa de 60 m2 a cada 6 dias, economizando mão-de-obra em contrapartida de um aumento de custo com equipamentos. A industrialização além de redução de prazo proporciona um salto de qualidade para a habitação popular pois, o concreto possui qualidades termo-acústicas superiores ao bloco cerâmico ou de concreto. Com o sistema pode-se construir prédios de até 20 andares, sendo que os andares mais baixos possuirão paredes de 15 cm de espessura e os mais altos de 7,5 cm, escalonadamente. Em prédios executa-se um andar a cada 5 dias em média - 100% concluido.

Para conhecer melhor o sistema, acesse o site da Western Forms, uma das empresas americanas que comercializa este sistema no Brasil (link abaixo):