15 de jul de 2008

Museu Aberto da Sustentabilidade - Em São Paulo



Maquetes Eletrônicas da Futura Praça

Com inauguração prevista para o próximo semestre, a praça Victor Civita - Museu Aberto da Sustentabilidade é resultado de uma parceria público-privada entre o Instituto Abril e a prefeitura de São Paulo. O objetivo principal era elaborar um modelo de atuação conjunta para a reabilitação de áreas urbanas degradadas, com terrenos ambientalmente comprometidos. O projeto foi desenvolvido pelo escritório Levisky Arquitetos Associados, com autoria de Adriana Levisky e Anna Júlia Dietzsch e coordenação de Renata Gomes. Ele tomou por base as referências técnicas da Cetesb (estatal paulista de gestão do meio ambiente) e as expectativas urbanísticas, ambientais e culturais dos envolvidos na viabilização da proposta.

As obras, iniciadas em março, vão transformar em praça pública uma área de 13.460 metros quadrados, situada às margens do rio Pinheiros e marcada pela densa concentração arbórea preexistente. No local já funcionaram o incinerador de Pinheiros (exclusivo para medicamentos) e uma cooperativa para a coleta seletiva de lixo. As soluções adotadas priorizam os aspectos da sustentabilidade. “Buscamos racionalidade de obra, redução de entulho e materiais certificados”, resume Adriana.

Daí a opção pelo deque com estrutura metálica e piso em madeira certificada legalizada ou em placas de concreto alveolar pré-fabricadas, soluções que evitam o contato da população com o solo contaminado e dispensam a remoção de terra de outro local. O aço reaparece na estrutura das novas construções, como a oficina infantil e o centro da terceira idade, ambos revestidos por placas cimentícias no exterior e, internamente, por painéis de gesso acartonado. Em alguns pontos, o deque de madeira ganha continuidade na forma de um guarda-corpo que evitará o acesso dos usuários às áreas de plantio.

Ao longo de um percurso de 600 metros, o visitante encontrará displays com informações sobre madeira certificada, reúso de água, placas solares, espécies vegetais para biocombustível e biomassa e outras questões relacionadas à sustentabilidade. Também estão previstas exposições temporárias, com curadoria do Masp, para artistas que desenvolvam trabalhos específicos sobre o tema. “Esse enfoque vai além do tratamento do terreno comprometido e explica a idéia que levou a criação do Museu Aberto da Sustentabilidade”, afirma a arquiteta.

A área contará ainda com iluminação feita por leds, palco coberto, arena para 250 pessoas e bancos de madeira garapa, ipê, tatajuba, sucupira ou itaúba, desenhados pelo escritório e dispostos à sombra das árvores.

Texto resumido a partir de reportagempublicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 339
Maio de 2008







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