1 de ago de 2008

Comitê apresenta propostas para o selo Leed brasileiro




Versão nacional da certificação de sustentabilidade vai reconhecer projetos que privilegiem a acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência, a redução de consumo de água e o aquecimento solar. Sistema de pontuação também será alterado.



A organização gestora da certificação de sustentabilidade Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no País, GBC (Green Building Council) Brasil, apresentou durante seminário em São Paulo suas propostas de adaptação à realidade brasileira dos requisitos para a obtenção do selo.


Alinhada às novas legislações do País, a versão nacional da certificação para novas construções comerciais deverá reconhecer projetos que privilegiem a acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência, a redução de consumo de água e o aquecimento solar, entre outros. Os trabalhos começaram em janeiro deste ano e devem ser concluídos no primeiro semestre de 2009. Enquanto isso, continuam valendo os requisitos norte-americanos para os empreendimentos brasileiros que quiserem obter a certificação.


O sistema de pontuação brasileiro também deverá ser alterado, acompanhando a revisão em curso dos requisitos do Leed nos Estados Unidos. Com a mudança, a nota máxima possível na modalidade de Novas Construções passará dos atuais 69 pontos para 100 - mais assimilável pelo mercado imobiliário, segundo o GBC Brasil. Para chegar ao novo valor, foram ponderadas as pontuações parciais de cada um dos cinco itens avaliados: Espaço Sustentável, Energia e Atmosfera, Materiais e Recursos, Qualidade Ambiental Interna e Uso Racional da Água.


Até agora, o Leed brasileiro traz sete novos créditos em sua lista de exigências. No item "Espaço Sustentável", foram incluídos os requisitos "Adequação da acessibilidade interna" e "Adequação da acessibilidade externa". Também deve ser criado um crédito para o empreendimento que desenvolva um Plano de Impacto Ambiental, uma espécie de mini EIA/RIMA. Edifícios que instalarem sistemas de medição individualizada e de aquecimento solar de água ganharão pontos nos itens "Uso Racional da Água" e "Energia e Atmosfera". Por fim, no item "Materiais e Recursos", serão reconhecidos os empreendimentos que contem com projeto de limitação de geração de resíduos e de reuso de materiais e equipamentos (uso após desmontagem). Outra novidade é que o Leed brasileiro deve acabar com a possibilidade de que os edifícios tenham um espaço exclusivo para fumantes, os populares "fumódromos".


Tom Hicks, vice presidente do GBC dos Estados Unidos e supervisor mundial do Leed, também apresentou alguns pontos que serão revisados no sistema norte-americano. Além da ponderação das notas para a base 100, a nova certificação, chamada de Leed 2009 ou Leed 3.0, atribuirá pontos a projetos que atenderem a requisitos de sustentabilidade regionais. Ele revelou também algumas mudanças no processo de certificação. Atualmente, todos os processos são submetidos diretamente à USGBC e as certificações são revisadas por auditorias independentes contratadas pela organização. A partir do próximo mês de janeiro, a parte operacional das certificações ficará sob responsabilidade da GBCI (Green Building Certification Institute), entidade criada em 2007 exclusivamente para esse fim. Com isso a USGBC cuidará apenas da elaboração das novas diretrizes do sistema LEED.

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