3 de ago de 2008

Norman Foster em Astana - Cazaquistão



O Cazaquistão, esse pacífico país ex-república da União Soviética, dirigido pelo megalómano Nursultan Nazarbayev, decidiu construir uma nova capital. Isso mesmo, não uma nova sede, ou novo complexo mas sim uma nova capital.

Nesta utopia megalómana de criar uma nova capital em Astana, no centro das estepes, em detrimento de Almaty (que se situa junto a fronteira com a China) ignoraram-se opiniões técnica e invocaram-se as razões de Pedro o Grande em mover a capital da Rússia para S. Petersburgo, e as de Ataturk que moveu Istambul para Ankara.

Assim sendo, e mesmo com a relutância dos seus ministros e das companhias aéreas, a capital foi transferida o que já custou, só em novas construções, 15 mil milhões de dólares (11,36 mil milhões de euros). Vamos lá ver o que tanta tirania irá fazer nesta nova cidade - uma espécie de Brasília mas em versão Tunning.

É claro que tal obra atrai arquitectos de todo o mundo. O masterplan pertence ao arquitecto japonês Kisho Kurokawa, mas a obra mais emblemática do conjunto é da autoria do britânico, Norman Foster. Ao jeito monumental de Boullee, e de forma a responder a megalomania de Nazarbayev, idealizou uma pirâmide digna de um Faraó.

A Pirâmide da Paz, com 62 metros de altura destinada a acolher as cimeiras trienais dos líderes religiosos, e com museus, biblioteca, jardins e ópera de 1500 lugares, inaugurada há meses - é constituída por secções pré-fabricadass, montadas durante o Verão pela Sembol.

fonte: http://arkitectos.blogspot.com


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