10 de ago de 2008

Transposição do rio São Francisco:Um projeto para 20 anos




Basicamente, trata-se da construção de dois imensos canais de ligação do São Francisco com as bacias menores e seus açudes e, depois, a construção de futuras adutoras (por canos).


Seu início ainda conta com resistência de ambientalistas e da população que temem a morte do “Velho Chico”, o maior e mais importante rio da região.


O prazo previsto é de 20 anos, a um custo final estimado de R$ 4,5 bilhões. Pelo planejado, ele beneficiará diretamente 60 cidades, somando as que já recebiam alguma água e as que não recebiam nenhuma, e uma população de 12 milhões de nordestinos.


Será preciso construir estações de bombeamento e de elevação para vencer montanhas e desníveis de terreno de até 500 metros.


Junto com a interligação de bacias, será também executado um Projeto de Recuperação do Rio São Francisco e seus afluentes, muitos deles assoreados como conseqüência do desmatamento e da agricultura.


A revitalização do rio é uma reivindicação antiga e permanente dos que se preocupam com o rio.


O projeto ameaça o rio e os que dependem dele?


Transpor e interligar as bacias desses rios parece lógico e muito promissor, mas o projeto gerou e ainda gera polêmicas e críticas daqueles que temem danos sociais e ambientais em razão de variáveis não-previstas.


Ambientalistas, geógrafos, biólogos, assistentes sociais e padres se perguntam: qual será o impacto disso para as espécies que hoje vivem nesse rio ou nos rios que receberão a água?


Se houver diminuição das espécies de peixe, o que acontecerá com as populações que dependem deles?


A retirada da água pode comprometer a vazão do rio a jusante (ou seja, nas áreas mais próximas da foz)?


Se água sumir em áreas onde ela é abundante, o que acontecerá aos que dependem dela?

O ministério da Integração Nacional, que cuida do projeto, diz que sua revisão e detalhamento foi mais cuidadosa, o que garantirá resultados melhores, e que o volume de água a ser usado é inferior a 1% do que o rio despeja no mar.


Fontes:

Ministério da Integração Nacional: http://www.integracao.gov.br/

Conselho Indigenista Missionário: http://www.cimi.org.br/

Nenhum comentário: