26 de out de 2008

Arte e técnica para transpor rios, baías e espaços urbanos










A necessidade de vencer vãos, rios, braços de mar, vales e outros obstáculos sempre foi um grande desafio para o ser humano no seu incessante desejo de ampliar conhecimentos e conquistar novos horizontes. No passado, o controle de uma ponte podia significar tanto a diferença entre deter ou não o poder sobre uma região ou povo como possibilitar a integração entre aldeias, cidades e países. Com a evolução tecnológica, os métodos construtivos e os materiais também foram aprimorados. O completo domínio da técnica possibilitou que o homem passasse a executar projetos sofisticados e arrojados. São os casos das pontes estaiadas, amplamente empregadas como solução para os problemas de tráfego viário no dias de hoje.
Recentemente, a cidade de São Paulo inaugurou um exemplo desse tipo de grande estrutura: a ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira, concebida para fazer a ligação entre a Avenida Jornalista Roberto Marinho e a pista sentido Interlagos da Marginal do Rio Pinheiros.
A obra custou cerca de R$ 260 milhões e tem a missão de desafogar o tráfego numa região muito complicada e saturada, que além da antiga Avenida Águas Espraiadas (hoje Roberto Marinho) e das marginais do Rio Pinheiros, também sofre as influências da Ponte do Morumbi e da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, importante eixo econômico-financeiro da capital paulista. A construção dessa ponte faz parte de uma operação urbana muito ampla que, futuramente, possibilitará a ligação com a Rodovia dos Imigrantes e contribuirá para diminuir a excessiva demanda de outro corredor extremamente sobrecarregado da cidade, que é a Avenida dos Bandeirantes.
Se, de um lado, a ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira tem essas funções fundamentais para a organização urbana, no aspecto de avanço tecnológico ela também não deixa por menos. Tais características técnicas e arquitetônicas vanguardistas têm garantido amplo destaque dentro da comunidade de engenheiros, projetistas e construtores.
Para analisar e promover a troca de informações sobre essa e outras destacadas pontes existentes no mundo, a Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) realizou, nos dias 6 e 7 de maio, o 1o Simpósio Internacional sobre Pontes e Grandes Estruturas, reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
Projeto inéditoA ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira é a primeira ponte que reúne duas pistas estaiadas, sobrepostas e em curva, conectadas a um único mastro em “x”, que tem 138 m de altura. As duas pernas do “x” são autoportantes que se cruzam para suportar os tabuleiros suspensos. Dos segmentos inclinados do mastro partem 36 pares de estais totalizando 144 cabos. Essa tecnologia de estais permitiu o emprego da técnica construtiva conhecida como avanço sucessivo, em que cada trecho concretado é sustentado por um par de cabos. De acordo com o engenheiro Catão Francisco Ribeiro, da Enescil, empresa que respondeu pelos cálculos estruturais da obra, “os tabuleiros estaiados exigiram a solução de cálculos muito avançados, pois cada estai foi definido por uma equação única e extremamente complexa”.
Os tabuleiros estaiados são sobrepostos e têm 290 m de comprimento total, divididos em dois vãos de 150 m e 140 m. Eles foram executados em concretos armado e protendido, com 16 m de largura, dos quais 10,50 m destinam-se ao leito carroçável.
A obra também foi alvo de outros cuidados especiais, sempre tendo como base a necessidade de total sintonia com os demais projetos. Arquitetonicamente, o projeto se caracteriza por formas simples e limpas, visando amenizar o impacto da ponte sobre o meio urbano.
A construção foi pensada ainda a partir da premissa de se ampliar os equipamentos urbanos como, por exemplo, a ocupação dos baixios dos viadutos de acesso, visando evitar sua degradação e favorecer a idéia de se implantar carramanchões, jardins, alamedas, área de lazer e um possível bulevar, para uso da população local.
Sobre o mar gregoEntre os assuntos abordados no evento da Abece, teve grande interesse a exposição feita por Jacques Combault, presidente da International Association Bridge and Structural Engineering (Iabse) e diretor técnico do Finley Engineering Group, sobre a ponte Rion-Antirion, na Grécia considerada a maior ponte estaiada do mundo, inaugurada dias antes dos Jogos Olímpicos de Atenas, de 2004.
A ponte localiza-se na extremidade ocidental do golfo de Corinto, na Grécia, ligando o Peloponeso (no sul da Grécia) à península helênica. A ponte une também duas estradas principais: a interseção da auto-estrada de Patras, Atenas e Tessalonia (que completa a rede européia de auto-estradas) e a linha central ocidental da estrada de Kalamata, Patras e Igoumenitsa.
Ela foi construída sobre uma falha sísmica, transpondo uma área com mais de 60 m de profundidade num local onde só existe leito de rocha firme a grande profundidade. Com uma plataforma suspensa de mais de 2 mil m de extensão, a ponte de Rion–Antirion é apoiada por quatro pilares e os vãos centrais têm 560 m.
Os pilares são feitos de concreto armado e erguem-se a 160 m acima do nível do mar. Por causa da elevada atividade sísmica na região, a ponte demandou o reforço do leito do mar por meio de 200 tubulações ocas de aço (para cada pilar), cobertas com cascalho.
Com uma plataforma de 27,2 m de largura, contém duas faixas de tráfego, mais uma faixa de segurança e uma passagem para pedestre em ambos os sentidos. A ponte é dotada também de dois viadutos de aproximação, um com 392 m, no lado de Rion, e o outro com 239 m, no lado de Antirion.
Elo entre dois estadosA ponte estaiada sobre o Rio Paranaíba, que constitui uma importante ligação entre os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, na BR 497, foi o tema abordado pelo engenheiro Bernardo Golebiowski, professor universitário e diretor técnico da Noronha Engenharia.
Aberta ao tráfego em outubro de 2003, com investimentos de quase R$ 130 milhões, ela tem vão central de 350 m e dois adjacentes de mais de 150 m. O trecho suspenso por estais tem 660 m de extensão e 16 m de largura. Com essas dimensões, essa ponte vem sendo considerada a maior do tipo estaiada da América do Sul.
Duas torres, com cerca de 95 m de altura e em formato de “A”, exercem as funções de ancoragem para os 140 estais de sustentação. Neste caso, também se adotou o sistema de balanço sucessivo, como método construtivo.
Ligação rodoferroviáriaSituada a 25 km de Ciudad Guayana, no Estado de Bolívar, na Venezuela, a Segunda Ponte sobre o Rio Orinoco foi inaugurada em setembro de 2006. O tema foi apresentado, no simpósio da Abece, pelo engenheiro Roberto Alves, gerente técnico de estruturas da Figueiredo Ferraz.
Essa ponte, considerada a maior obra de engenharia viária na América do Sul, faz parte do Sistema Viário Ponte Mista sobre o Rio Orinoco, composto ainda por 166 km de rodovias, que incluem trevos rodoviários, cruzamentos ferroviários e viadutos de grande e pequeno porte.
Apresenta extensão total de 3.120 m, com dois vãos principais estaiados, de 300 m sobre os canais Norte e Sul. A sustentação é feita por 38 pilares, com seção retangular e altura máxima de 41,00 m, e quatro torres em forma de “H”, para ancoragem dos estais, com altura total de 120 m. As fundações profundas utilizam estacas escavadas, com diâmetro 200 cm e 250 cm.
O tabuleiro, concebido em estrutura celular contínua em aço A 588, o A 588, tem largura constante de 24,70 m por 5,50 m de altura, comportando uma via férrea central com 5,00 m de largura, duas pistas rodoviárias com 8,00 m e duas passagens de pedestres com 1,05 m cada.
A seção transversal segue o conceito de viga mista - estrutura metálica trabalhando em conjunto com a laje de concreto do tabuleiro. Apresenta um núcleo central celular composto por chapas enrijecidas em todo o seu perímetro e com um vigamento transversal superior estendendo-se do caixão em balanços laterais que se apóiam em duas mãos francesas que incidem no banzo inferior do caixão.
Outras palestrasO 1o Simpósio sobre Pontes e Grandes Estruturas, da Abece, apresentou ainda as seguintes palestras: Viaduto estaiado sobre a Via Dutra, com o engenheiro Rui Nobhiro Oyamada, da Outec Engenharia; Evolução das Pontes Estaiadas, com o engenheiro Minoru Onishi, da Protende – Sistemas e Métodos; e A Ponte Rio-Niterói – Três décadas de história, com o engenheiro Benjamin Ernani Diaz, da Noronha Engenharia.
fonte: O empreiteiro

De São Paulo a Rio, em 88 minutos


Viagem imaginaria descreve como seria esse trajeto, utilizando o trem espanhol de alta velocidade – AVE, que recentemente inaugurou a ligação entre Madrid e Barcelona. Enfim, vamos nos livrar da Ponte Aérea!


A frente afunilada da locomotiva é inconfundível nos trens de alta velocidade – chamados com certo exagero pela imprensa de trens-bala desde seu lançamento no Japão, nos anos 60. Finalmente os brasileiros, após décadas aturando trens mal conservados, lentos e de horário errático, ficarão muito felizes com um trem rápido, pontual, operado por uma empresa privada.
Já na plataforma, antes mesmo de embarcar no trem, de seis vagões, é possível notar a diferença em relação a um saguão de aeroporto. Nada daquela multidão se acotovelando pelo único portão de embarque, esperando, com visível impaciência, a preferência dada aos idosos, portadores de necessidades especiais e família com crianças. Nos vagões do trem rápido, os passageiros se dividem entre as duas portas e embarcam rapidamente.
Na cabine da classe executiva, há fileiras de apenas três poltronas espaçosas, numeradas. Uma na janela de um lado, duas do outro lado, com o corredor no meio. Existe até um conjunto de quatro poltronas com mesa dobrável no centro, para grupos de passageiros. Espaço confortável, sem a claustrofobia característica dos aviões de Ponte Aérea.
Pontualmente, às 9 horas e 55 minutos, o trem dá partida.
Com as portas já fechadas, e os vidros duplos nas janelas amplas não se escuta mais o burburinho da estação ferroviária. O motor diesel da locomotiva produz um ruído semelhante a um automóvel de luxo. O trem rápido começa a acelerar, sem aqueles trancos dos trens antigos quando passam pelas juntas dos trilhos, que agora são soldados. Era até um som romântico, que a tecnologia tratou de remover.
Diferente do avião, que precisa nivelar em altitude de cruzeiro, antes de se iniciar o serviço de bordo – que hoje está mais para barra de cereais e refrigerantes – as simpáticas atendentes (pensamos em chama-las de rodomoças ou ferromoças) chegam rapidamente com os carrinhos para servir o café da manhã. No cardápio, prato quente de ovos mexidos e presunto, naturalmente incluído no preço da passagem. Na Espanha, há muitos passageiros que não dispensam um copo de vinho tinto no café da manhã!
As paisagens de colinas, plantações, bois e vacas nas pastagens, silos, sedes de fazenda, tratores arando a terra, vistas através de amplas janelas de vidro duplo e escurecidas, para cortar parte da insolação, trazem recordações nostálgicas do campo. Tudo muito diferente das aberturas ovais dos aviões, que se chamam também janelas.
Outra qualidade do trem é que não passa por áreas de baixa pressão, que produzem aqueles desagradáveis solavancos, nos aviões, levando o piloto a acender a luz de apertar cintos. Imagine a aflição do passageiro que, nessa hora, está no sanitário do avião. O único susto para os passageiros do trem é a entrada inesperada em túneis, que produz um baque peculiar, deixando o exterior escuro. Quando termina o túnel, as paisagens rurais recompõem o cenário nas janelas panorâmicas.
Imaginamos que no percurso entre São Paulo e Rio haja no máximo duas paradas – o problema não é o numero de paradas na realidade, mas o tempo que se perde para desacelerar, parar e acelerar de novo.
Para se ter uma idéia da praticidade do trem, o AVE na Espanha opera também no percurso entre Saragoza, ao norte, e Madrid. De avião, se gasta uma hora de vôo, mais meia hora, no mínimo, para o check-in, além de haver apenas dois horários pela manhã e dois ao final da tarde. De AVE, se gasta 1 hora e 20 minutos na viagem e o check-in é imediato quando se chega 15 minutos antes, numa ampla e moderna estação, onde há saídas de trens a cada hora.
Em um outro corredor operado pela Renfe com trem de alta velocidade, entre Segóvia e Madrid, existe um túnel de 30 km – um dos maiores túneis ferroviários da Europa –, escavado numa montanha, nas proximidades de Guaderrama. Podemos imaginar uma solução semelhante para atravessar a Serra das Araras, que precisa ser vencida pelo trem rápido antes de chegar ao Rio de Janeiro. Evidentemente, não é uma questão de engenharia, mas sim, de custo de construção.
Quando o trem rápido chegar ao Rio de Janeiro, é só apanhar a mala de mão e a mala grande no bagageiro do seu vagão, e, o sair em direção à fila do táxi. Nada daquela chateação de ir até o carrossel de malas do aeroporto, disputar um espaço entre os passageiros, e retirar a sua bagagem.
Em tempo, o único problema no trem rápido é se liberarem o uso do celular, como acontece no AVE na Espanha. Se você tiver a infelicidade de ter um vizinho que não para de falar no seu celular, adeus cochilo e privacidade. Afinal, não existe nada mais desconfortável do que ser obrigado a ouvir conversa alheia, já que muitos usuários de celular não têm a educação de falar baixo.
Com tudo isso, para o viajante freqüente, o trem rápido substitui com mais conforto a Ponte Aérea.
fonte: O Empreeiteiro
Data 11-06-2008
Edição > 464

Caixilhos especiais




Tipologias sofisticadas em linhas residenciais




Janelas com persianas integradas, sistemas com vidros duplos e caixilhos para grandes vãos são algumas das opções que a indústria passou a oferecer nos últimos anos para o segmento residencial. O bom desempenho obtido pelos caixilhos de alumínio é acompanhado pelas empresas de esquadrias de PVC, que vêm investindo no setor. Um pequeno segmento da construção civil - o de casas e edifícios residenciais de alto padrão - também se beneficiou, nos últimos dez anos, da tecnologia que chegou ao mercado brasileiro. São linhas de janelas e portas com design moderno, acionamento suave, bons níveis de estanqueidade e de desempenho acústico, persianas integradas com controle motorizado e janelas que integram persianas ao sistema de caixilhos.As antigas janelas integradas, muito usadas nas décadas de 1950 e 1960, passaram por um banho de tecnologia. A partir dos anos 1990 ganharam palhetas de alumínio com núcleo de poliuretano expandido, que as tornam mais estruturadas e garantem melhores condições de isolamento termoacústico. Essa tipologia integra as persianas ao sistema de caixilhos, permitindo controle da entrada de luz nos ambientes. A persiana de enrolar entre vidros é outro sistema contemplado pela sofisticação. Utilizada em projetos de residências, hospitais e hotéis, pode ser controlada manualmente ou por acionamento motorizado.A última década foi também um período fértil para extrusores e fabricantes de sistemas para o mercado residencial. Perfis mais robustos, com linhas arredondadas, componentes e guarnições de qualidade passaram a compor o pacote oferecido para o mercado, assim como novas tipologias que gradativamente vêm sendo incorporadas - a camarão e a oscilo-batente (abre e tomba), por exemplo. A tipologia camarão, ainda pouco utilizada, tem como principal vantagem o uso para fechamento de grandes vãos. Pode também ser construída com vidros laminados ou temperados entre seis e oito milímetros, duplos ou insulados com persianas entre vidros. Entre os principais fornecedores de linhas residenciais para alto padrão estão as empresas Alcoa, Belmetal, Eurocentro, Hydro e Schüco.Tipologias em alumínioNa lista de produtos para o segmento de residências colocados no mercado pela Alcoa está a linha Fórmula. Desenvolvida com tecnologia italiana, é caracterizada por ser um sistema completo, que inclui perfis de alumínio robustos, com bordas retas ou arredondadas, e componentes - fechos perimetrais, roldanas, maçanetas, braços articulados e dobradiças. Ao ser lançada, promoveu um salto na evolução tecnológica das esquadrias nacionais para obras residenciais. O sistema permite a fabricação de tipologias variadas, como a oscilo-batente, de correr e tombar paralela, maxim-ar e reversível. Pode ser projetada com persianas entre vidros ou externas de enrolar, acionadas manualmente ou por controle remoto. Oferece a opção de perfis thermal break e comporta vidros de até 41 milímetros. Entre os produtos que o Eurocentro passou a oferecer ao mercado residencial de alto padrão estão as portas na tipologia camarão. Uma das características do sistema SunRoom é que não há limitação para as medidas dos vãos - as esquadrias são fabricadas conforme especificações de dimensão do projeto. Cada folha tem largura máxima de 0,80 metro e altura de até 2,50 metros. Além de possibilitar abertura total do vão, recolhendo-se para as laterais e ocupando espaço reduzido quando aberta, a porta camarão permite a instalação de persianas entre vidros selados ou de venezianas com lâminas orientáveis. Todos os modelos dessa tipologia adotam cremonas com design e acabamento exclusivo.Indicada para portas e janelas de alumínio com vidros simples e/ou duplos, a Imperial Line, da Belmetal, é outra opção disponível para o segmento de caixilhos residenciais. É possível, com essa linha, conceber venezianas ou persianas integradas, com bons níveis de estanqueidade e desempenho termoacústico. Seguindo tendência do desenho europeu, os perfis são arredondados e ergonômicos. Outra linha da empresa é a Bel Line, para portas e janelas com persianas de alumínio termoacústicas integradas, dispondo de acionamento manual ou motorizado, de alta tecnologia. Com variedade de cores, as persianas permitem 100% de vão de luz.Da alemã Schüco é possível encontrar no mercado as esquadrias da tipologia camarão Royal S 70F, indicadas quando o projeto requer a abertura total de grandes vãos. As folhas articuladas, que possuem perfis de alumínio estáveis e com proteção thermal break, são acionadas através de fechos ergonômicos. Já a tipologia de portas de abrir para grandes vãos Royal S 120 garante, com a utilização de três trilhos, até 2/3 de abertura total, com ocupação mínima de espaço, pois as folhas correm em um plano. O sistema é composto por trilhos de aço inoxidável, que garantem movimento suave e silencioso, perfis de folha de 76 milímetros, vedações perimetrais para alto desempenho térmico e disponibilidade de diferenciação de cores nos lados interno e externo, em processos de pintura e anodização. O thermal break é opcional.O sistema Wicona, desenvolvido pela Hydro, inclui janelas e portas de correr de duas a oito folhas, que podem ser projetadas com venezianas ou com persianas externas de enrolar, e portas de giro com uma ou duas folhas. O sistema é composto por duas linhas. Na Wicslide 240, o corte e a montagem dos perfis de folhas são a 90 graus e dos marcos a 45. Na Wicslide 300, as folhas são constituídas por um único perfil cortado e montado a 45 graus, sendo os marcos também cortados e montados no mesmo ângulo. Adequado a projetos de grandes vãos, o sistema possui vedação dupla, com escovas de polipropileno em todo o perímetro das folhas e trilho superposto de náilon, que impede o desgaste do topo do trilho de alumínio e permite acionamento suave.Desempenho do PVCO mercado de esquadrias de PVC também mudou - e muito - nos últimos anos. Confiantes no bom desempenho do setor, empresas como Veka, Tigre e Neoforma Vipal estão investindo em suas linhas de produção para atender melhor à indústria da construção, com tipologias fabricadas no país. Uma das novidades este ano é a implantação de uma fábrica extrusora de perfis de PVC, em Santa Catarina, da alemã Veka, que comercializa seus produtos no país desde o ano 2000.Prevista para entrar em operação no segundo semestre de 2005, a fábrica deverá atender ao mercado nacional e ao Mercosul. Segundo o diretor comercial da empresa, Marino Kobayashi, o mercado de esquadrias de PVC vem crescendo, mas espera-se que, a partir de 2005, o desenvolvimento seja maior em função do desempenho do setor da construção civil e do trabalho intensificado que as empresas de PVC vêm realizando com os seus produtos. Opinião compartilhada por Yavor Luketic, gerente geral para Brasil e América Latina da Claris, ligada ao grupo Tigre, no mercado de esquadrias de PVC desde 1998. Trata-se, segundo ele, de um mercado de grande potencial. “Nossas taxas de crescimento superam 40% a 60% anualmente”, afirma. A Tigre atua em todo o processo - da extrusão dos perfis de PVC à fabricação das esquadrias.Carlos Humberto Amadeo Neto, diretor executivo da Plásticos Vipal, extrusora de PVC instalada em Porto Alegre, revela que, para aumentar sua participação no mercado e incentivar a aplicação do material no setor construtivo, a empresa está realizando campanhas publicitárias nacionais e participando de eventos como a Mostra & Cia. de Arquitetura, em Porto Alegre, a Casa Cor, em São Paulo, e o Prêmio Espaço D. A empresa fabrica três linhas de perfis de PVC sob a marca, distribuídos para suas montadoras - 25 licenciadas no país. Outra iniciativa que vem movimentando o setor são os manuais elaborados pela Braskem, produtora de resina de PVC, com o objetivo de levar a arquitetos, engenheiros e serralheiros informações técnicas sobre os caixilhos fabricados com esse material. A última publicação - Esquadrias de PVC 2 - teve tiragem superior a 90 mil exemplares e mostra os atributos técnicos do produto, níveis de desempenho e segurança e alguns dos principais projetos que utilizaram caixilhos de PVC nos últimos anos.


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Publicada originalmente em FINESTRAEdição 41 Maio de 2005

Revisada, norma NBR 14.718 está mais flexível



A edição revisada da NBR 14.718 - Guarda-Corpo para Edificações, publicada no final de janeiro pela ABNT, aproximou-se da realidade do mercado ao definir parâmetros para o produto e não mais para materiais ou detalhes de projeto. Esse grande avanço dá maior liberdade a projetistas, arquitetos e construtores.


O texto revisto pôs fim a uma queixa freqüente de fabricantes de guarda-corpos, consultores de fachadas e construtoras: a de que a norma não permitia muita liberdade de criação e inserção de detalhes em seus projetos. “Havia dificuldades para segui-la, tanto na realização dos ensaios, quanto no desenvolvimento dos projetos”, observa a engenheira Fabíola Rago Beltrame, coordenadora da Comissão de Estudos e consultora técnica da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal).


Os estudos para modificação da NBR 14.718 começaram em 2005 e consumiram cerca de cem horas de trabalho da comissão. Agora, o mercado brasileiro já pode contar com uma norma que nada deixa a desejar em relação às européias, já que a revisão se baseou em similares adotadas na Espanha, na França e em Portugal.


Esta primeira revisão da norma, cuja versão original foi publicada em 2001, estabelece a altura mínima obrigatória de um metro, a partir do piso, para os guarda-corpos, que podem ser de alumínio, aço, PVC, madeira ou vidro. “A norma ficou mais inteligente ao recomendar o material necessário, porém com mais engenharia”, destaca o consultor de fachadas Antônio Cardoso, da AC&D, que participou da Comissão de Estudos. Tentou-se, também, definir os parâmetros mínimos a serem respeitados e nunca determinar como fazer ou que tipo de material utilizar. No caso do vidro, por exemplo, que já tem norma própria, o item Materiais, subitem Elemento de Fechamento, cita apenas que seu uso e instalação como elemento de vedação em guarda-corpos deve estar de acordo com a NBR 7.199. Mas para qualquer situação deverá ser especificado vidro laminado. Também é importante destacar que não foi contemplado o uso de fechamentos envidraçados de varandas sobre gradis. Estes terão que atender à NBR 10.821, para esquadrias, além da norma em questão.

Com relação à segurança, uma das grandes preocupações da NBR 14.718:2008 é a especificação do material de ancoragem, fixadores e parafusos e a sua profundidade no concreto. Afinal, de que adianta um guarda-corpo de grande apelo estético, mas com os elementos de fixação corroídos, como ocorre em alguns edifícios residenciais, principalmente em locais de alta salinidade? “Existem parafusos de ligas de alumínio tão resistentes quanto os de aço inox, assim como os de aço galvanizado também encontram aplicações seguras. O importante é utilizar um parafuso que não corroa”, destaca Fabíola. Além disso, independentemente do tipo de material, o guarda-corpo precisa receber acabamentos superficiais que garantam sua durabilidade.


Estudos e testes


As discussões teóricas que alimentaram os estudos da comissão encarregada da revisão do texto da NBR 14.718 foram acompanhadas de testes realizados no laboratório do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec). “Os métodos de ensaio ficaram mais bem definidos, assim como a forma de executá-los”, afirma Fabíola.


Os ensaios - esforços estáticos vertical e horizontal, e resistência aos impactos - são os mesmos, com valores diferentes e acrescidos de detalhes, indicando onde devem ser aplicadas as cargas e o seu valor. Nos pontos indicados, relógios comparadores de medidas lêem as deformações - antes, não havia indicação de quais eram os pontos de medida. Com a revisão, indica-se também uma carga extra para avaliar a segurança em caso de acidentes, como um carrinho de criança projetando-se contra o guardacorpo, ou de esforço extra, com diversas pessoas apoiando-se nele ao mesmo tempo. Os testes foram feitos com a participação de técnicos que atuam no laboratório Falcão Bauer.


Cardoso explica que, de acordo com o novo texto, o gradil não pode deformar, com uma carga inicial, mais do que sete milímetros, modificação que é quase imperceptível ao usuário. Com a carga dobrada, a deformação não pode passar de 20 milímetros, tendo que voltar ao ponto original imediatamente após a retirada do esforço. Num terceiro ensaio, simulando um eventual acidente, entra a chamada carga de segurança, quando ela é quase dobrada novamente. “Aqui é que entendo estar um dos pontos altos da revisão da norma: o gradil, nesse exemplo, pode se deformar até 150 milímetros - desde que o corpo de prova não ultrapasse para o lado externo - e até não voltar à origem, pois o usuário pode trocar o gradil semidanificado”, comenta Cardoso. Com isso, segundo ele, poupa-se o superdimensionamento e, como conseqüência, tem-se o benefício da segurança com o material equivalente.


Métodos de ensaios


O teste de impacto utiliza um saco de couro com 40 quilos, com esferas de vidro, semelhantes a bolinhas de gude. Elevado a 1,5 metro de altura, ele cai em movimento pendular sobre o guarda-corpo e causa um impacto com energia de 600 joules. O guarda-corpo pode até se deformar, mas não quebrar-se. O vidro pode quebrar, mas não abrir grandes espaços ou rombos. “Se o laminado não for de qualidade, até ele pode abrir um rombo perigoso”, destaca Fabíola.


Os guarda-corpos ornamentais, igualmente, não podem ter espaços muito grandes. Travessas horizontais não são permitidas desde a parte de baixo - o trecho inicial precisa ter um anteparo de pelo menos 45 centímetros. A mesma medida é aplicada aos gradis. Além disso, as distâncias verticais entre as grades têm que ser menores que 11 centímetros, para que entre elas não passe a cabeça de uma criança, por exemplo. Os ensaios de impacto para os guarda-corpos são os mesmos aplicados aos gradis. Nos ensaios, eles podem se deformar, mas não abrir espaços perigosos.


Os estudos para a revisão da norma começaram antes do prazo recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é de cinco anos. Havia uma forte mobilização do mercado para que isso ocorresse, reforçada por questionamentos do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (Sinduscon/SP) em relação a alguns procedimentos sobre a galvanização dos guarda-corpos de aço. Os laboratórios fizeram ensaios segundo a norma NBR 14.718:2001 e começaram a ter dúvidas - por exemplo, onde aplicar as cargas de testes e onde colocar os equipamentos que avaliam deformações. “Faltavam detalhes na metodologia”, comenta Fabíola. Assim, o movimento em favor da revisão ganhou o apoio da entidade e de laboratórios. “O respeito a essa norma deverá aumentar em função de sua maior coerência”, afirma Fábio Gadioli, secretário da Comissão de Estudos e diretor da Igê Alumínio. Participaram da Comissão de Estudos consultores de fachadas e vidros, fabricantes de esquadrias, representantes de empresas da indústria da construção civil, técnicos do Itec e do laboratório Falcão Bauer.


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Texto resumido a partir de reportagem publicada originalmente em FinestraEdição 53 Junho de 2008

Como medir a Produtividade na Construção Civil ?



Podemos definir produtividade segundo KELLOGG (1981), como sendo a relação entre produto gerado por homem-hora. De maneira mais genérica, podemos definir como sendo a relação entre as saídas e as entradas de um processo produtivo, isso gera o que chamamos de um sistema produtivo, ou seja, o projeto (obra) é um sistema decomponível em partes ou subsistemas, que possui um conjunto de serviços ordenados logicamente, inter-relacionados, interagentes e interdependentes.

O sistema produtivo é composto pelos seguintes fatores de entrada:

Mão-de-obra;
Materiais;
Equipamentos.

Esses fatores iram interagir entre si, materializando o produto, gerando o processo de execução do serviço e dando origem ao produto final, ou seja, a saída do sistema produtivo.


O processo de execução é o elo entre a entrada e a saída do sistema produtivo, o tipo de processo adotado, o planejamento e o gerenciado, são fatores determinantes para que esse processo de execução seja realizado dentro das condições de prazo, custo, qualidade e segurança pré-estabelecidos.


Para que se possa ter uma idéia de produtividade, é necessário que se tenha um processo de execução, desenvolvido dentro de uma metodologia de trabalho, para que se possa monitorar a produtividade da mão-de- obra e acumular os seguintes dados:


Numero de funcionários envolvidos no serviço;
Tempo de execução do serviço;
Tempo de transporte do material;
Fatores externos;
Definição do material usado;
Definição e uso de equipamentos empregados.

Esses dados são calculados em função da mão-de-obra, que é o fator mais importante dentro do sistema produtivo. Podemos definir a produtividade da mão-de-obra como sendo, a razão entre a quantidade de mão-de-obra medida em homens-horas e a quantidade de serviço produzido.
Esses dados são os indicadores de medição da produtividade, portanto conhecer esses indicadores de medição é simplesmente calcular índices de produtividade, que serão avaliados e comparados de forma corretiva ou não.

fonte: e-civil net

Aquecimento de ambientes pelo piso




É senso comum que o condicionamento térmico de um ambiente é um fator de alto custo no consumo de energia - o principal, com certeza, nos grandes empreendimentos. Com a promessa de racionalizar esse gasto, difunde-se no país o sistema de aquecimento de ambientes pelo piso. A técnica chegou ao Brasil em 1992 e as vendas crescem 20% ao ano, apesar de restritas às classes média e alta.
"Os preços ainda limitam a popularização do sistema, mas a propaganda 'de boca' garante o aumento dos pedidos", diz Ricardo Brancato, diretor comercial da Power Systems. "0 consumidor está mais exigente e, se puder, vai pagar por um sistema mais confortável. Os condicionadores são desconfortáveis e visualmente pouco interessantes", conta o arquiteto Israel Rewin. O maior motivo para o preço de instalação permanecer alto (a partir de US$ 80/m2) é o uso de material importado dos EUA e da Europa.
O sistema de aquecimento pelo piso ainda está restrito ao uso residencial. "No Brasil, boa parte das encomendas é para banheiros, pois o piso frio pode causar incômodos. Nos Estados Unidos, porém, até prédios públicos, como presídios e escolas, contam com o aquecimento pelo piso", conta Brancato. "Ainda há muito desconhecimento sobre o assunto", acrescenta. O clima do País é outro limitador para o mercado, restrito à região serrana do Estado do Rio de janeiro, sul de Minas Gerais, Estado de São Paulo e Região Sul.
Tecnologia O aquecimento do ambiente é feito através de um cabo elétrico disposto como uma serpentina dentro do contrapiso. O cabo se aquece, propagando o calor pelo piso e, deste, para o ar. Um termostato, programado para deixar o ambiente com uma temperatura mínima, é acionado em dias frios. O consumo, por esse método, é de 100 W/m². A instalação é rápida e um ambiente de 30 m² está pronto em duas horas. Sobre o contrapiso é instalada uma camada de isolante térmico - poliuretano, vermiculita ou EPS de alta densidade. Réguas plásticas são fixadas em uma camada de argamassa nivelada e cintas calefatoras de aço inoxidável revestidas com PVC ficam presas, formando a serpentina por toda a laje. Cobrindo o sistema, é colocada a argamassa para proteção mecânica e instalado o piso.
A distância entre os fios da serpentina depende da área do local, do material utilizado no piso e das expectativas do cliente. Quanto mais próximos estiverem os fios, maior será a capacidade de aquecimento, até o máximo de 30ºC. Em uma das paredes é instalado o termostato, que é ligado às cintas por dois cabos frios e duas junções. Como toda instalação predial, esta também tem melhor desempenho se concebida na fase de projeto do edifício, uma vez que as cintas passam pelo contrapiso.
O tipo de piso não influi no funcionamento do sistema. "As variações existem, mas não são determinantes. Alguns materiais conduzem melhor o calor, como pedra e cerâmica, e aquecerão um pouco mais rápido. Com a madeira acontece o contrário", explica Pedro Leite, gerente regional da Heliotek, empresa que fornece esse sistema. "Mas a madeira também demorará mais para perder calor". A única exceção são os pisos elevados, pois o ar localizado entre o contrapiso e o piso funciona como isolante térmico e diminui a propagação do calor.
Vantagens técnicas A grande virtude do sistema é manter uma temperatura constante sem retirar umidade do ambiente. O princípio é simples: o ar aquecido pelo piso torna-se menos denso que o ar frio e sobe. O ar frio desce e é aquecido pelo piso. Essa circulação de ar garante que todo o ambiente fique aquecido uniformemente. "0 método prevê que o aumento de temperatura seja gradual, para não dar a sensação de que o chão está quente", afirma Pedro Leite. Em cada ambiente é instalado um sistema independente do outro, que podem, inclusive, ser ajustados para temperaturas diferentes. Para que não haja desperdício de energia nesses casos, as portas e janelas que ligam esses espaços devem ficar fechadas.
Não há necessidade de manutenção, segundo as empresas que instalam o sistema, que dão garantia entre 5 e 10 anos. O sistema pode ser usado sem restrições em ambientes úmidos, mesmo que haja vazamento. As cintas possuem um núcleo polimérico que diminui a fadiga do material que, em 50 anos, perde menos de 5% de sua potência.

fonte: Revista Téchne - Ed. Pini / IPT - nov-dez/99

24 de out de 2008

Obras de Le Corbusier - Villa Savoye

















Poissy, France, 1928 to 1929. (Acreditem !!! Esta casa é de 1928, 60 anos atrás)




Obras de Le Corbusier - House at Weissenhof



House at Weissenhof · Stuttgart, Germany , 1927

Obras de Le Corbusier - Convent of La Tourette

Eveux-sur-Arbresle, near Lyon, France, 1957 to 1960

Obras de Le Corbusier - Carpenter Center


university art center - 1961 to 1964 - Cambridge , Massachusets

19 de out de 2008

Estudantes de BH desenvolvem idéia inovadora para sanar o problema das favelas brasileiras.


Os estudos tiveram como base a favela da Serra, em Belo Horizonte, onde vivem cerca de 50 mil pessoas

No lugar da favela, um modelo de habitação com estrutura metálica, que acompanha a inclinação do morro e cria vilas com infra-estrutura, serviços e equipamentos públicos. A proposta faz parte do projeto de urbanização de áreas carentes desenvolvido por um grupo de cinco alunos da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como base a favela da Serra, em Belo Horizonte, onde vivem cerca de 50 mil pessoas.

A partir de tecnologias disponíveis no mercado, o projeto propõe a reunião de conceitos aplicados na construção de habitações horizontais e verticais. A implantação, segundo os estudos, poderá ocorrer em estrutura metálica, de concreto ou mista de aço e concreto. O sistema metálico ganhou o apelido de “grelha de habitações”, cuja estrutura acompanha a inclinação do morro e cria vilas suspensas em “lotes aéreos”, que podem ser ocupados por praças, gramados, quadras esportivas e outros locais de convivência social e cultural. Ali também podem ser instalados edifícios públicos, como posto de saúde e delegacia de polícia.

A estrutura da grelha tem sistemas de coleta e reutilização de água da chuva e equipamentos para captação da energia solar e reciclagem de lixo (Sustentabilidade). Os lotes sem construção, destinados ao lazer e à convivência, permitiriam a circulação de ar e entrada de luz.

O projeto também reserva espaço para a produção de alimentos, tendo a suinocultura como carro-chefe e a geração de energia (biogás) como subproduto. A produção de derivados de suínos já existe nesse tipo de conjunto urbano, mas é dispersa e ineficiente. “A idéia contempla a necessidade de uma ocupação racional, que melhore as condições de habitação do local sem deslocar as populações”, afirma a professora e orientadora Maria Lúcia Malard. As propostas, segundo ela, poderão ser implantadas a partir da formação de cooperativas de moradores, com o apoio do poder público.

Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, a população das cidades superou a das áreas rurais no planeta. No caso de Belo Horizonte, as projeções apontam 1 milhão de habitantes a mais em 20 anos - a população atual é de cerca de 2,5 milhões de pessoas.

O projeto recebeu menção honrosa na categoria estudantes, durante o congresso da International Federation for Housing and Planning (IFHP), em Copenhague, Dinamarca. Compõem a equipe os alunos Bernardo Araújo, Éder Andrés, Isabel Brant, Mateus Andreatta e Thiago Campos (Com certeza daqui a alguns anos estes alunos serão profissionais reconhecidos pelo mercado).
fonte:
Publicada originalmente na Revista Finestra - Edição 52 Março de 2008

18 de out de 2008

ALVENARIA ESTRUTURAL NÃO ARMADA














No sistema convencional de construção, as paredes apenas fecham os vãos entre pilares e vigas, elementos encarregados de receber o peso da obra. Por outro lado, na alvenaria estrutural esses elementos são desnecessários, pois as paredes - chamadas portantes - distribuem a carga uniformemente ao longo dos alicerces. Para erguê-las, é preciso usar blocos especiais, mais resistentes que as peças de vedação. Eles podem ser de concreto, cerâmicos, sílico-calcários ou de concreto celular, sendo também possível recorrer aos tijolos maciços, assentados com juntas desencontradas e amarrados com ferragens. A utilização desse sistema permite diminuição significativa no custo da obra, porém é preciso que os projetos, mais detalhados, já sejam elaborados considerando a modulação dos blocos e as características da solução, pois as etapas de construção são diferentes. A alvenaria estrutural também possibilita economia no tempo de execução e na mão de obra. Como são furados, os blocos permitem a passagem de ferragens (quando necessárias) e de instalações elétricas e hidráulicas, evitando quebras posteriores nas paredes. Dessa forma, quando totalmente erguida, a superfície está pronta para receber revestimento de gesso e, depois, pintura, dispensando reboco e massas grossa e fina. Contudo, a alvenaria estrutural pode apresentar limitações para a realização futura de reformas e mesmo ampliações na construção; para estas últimas, uma boa alternativa é já considerar eventuais modificações durante a elaboração do projeto. A seqüência esquemática deste processo dá-se da seguinte forma: • executa-se o baldrame, nivelando sua superfície e impermeabilizando-o normalmente; • procede-se o assentamento dos blocos-chave, situados nos cantos internos e em cada encontro das paredes internas; eles devem ser assentados conforme a planta de modulação, marcando exatamente a posição das paredes. É importante o nivelamento entre eles; • entre os blocos-chave são assentados os blocos da primeira fiada, na quantidade exata da planta de modulação, com 1cm de junta vertical;• nos cantos da edificação colocam-se gabaritos de altura, com marcação das fiadas a cada 12,5cm; • levantam-se, em cada encontro, quatro fiadas (com 0,50m de altura) em forma de escantilhão, sendo mantido o nível e o prumo das fiadas. Nos cantos externos os blocos são amarrados entre si pelo sistema de assentamento; nos encontros da paredes internas com a alvenaria da fachada a amarração é feita com ferros (¼") em forma de dois "L" (0,50 x 0,50m) a cada 3 fiadas (obedecendo-se detalhes do calculista); • no assentamento das demais fiadas, a linha de nível na aresta dos blocos dos escantilhões manterá toda a alvenaria no nível e prumo requeridos;• levanta-se a alvenaria até a fiada correspondente à base da laje do piso superior; • executa-se a montagem das fôrmas para a laje (que pode ser de qualquer tipo); • com auxílio de uma régua ou nível, marca-se, no bloco da fachada, a posição exata da parede interna. Estando ela assentada no prumo, a posição marcada estará aprumada com a aresta do bloco-chave da primeira fiada; • contra-verga: faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço de 1 e ½ bloco de cada lado do vão; • verga: se necessário, faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço igual ao da contra-verga. Utilizam-se canaletas duplas ou triplas para vãos acima de 1,50m;• procede-se à concretagem da laje de piso; • os blocos-chave dos cantos externos são assentados conforme as faces da alvenaria e a planta de modulação; • com o auxílio de um nível de bolha, transfere-se daí o assentamento dos blocos-chave, que devem estar nivelados entre si; • assentados os blocos-chave num andar, retoma-se as instruções acima descritas para os demais.


Observação: recomenda-se os seguintes traços da argamassa (cimento / cal hidratada / areia, em volume):


• para alvenaria de vedação: 1 : 2 : 8

• para alvenaria estrutural: 1 : 1 : 6.


Fontes: Revista Arquitetura & Construção - jan/98

Catálogo Técnico da Prensil S/A.

Alvenaria estrutural






Cada vez mais distante do preconceito que a associava apenas às construções populares, a alvenaria estrutural ganha espaço nos canteiros de obras brasileiros.
A volta da classe C ao mercado consumidor de imóveis e o empenho da engenharia nacional estão alavancando um sistema construtivo que parecia fadado aos conjuntos habitacionais populares. A alvenaria estrutural caiu, por fim, no gosto do meio técnico brasileiro, atraído pela redução de custos de até 30% proporcionado pelo sistema. A possibilidade de construir edifícios altos com apartamentos amplos – um edifício na zona leste de São Paulo já alcançou a marca dos 24 pavimentos e outros dois no Morumbi, zona sul, estão sendo construídos com até quatro dormitórios – tem enterrado alguns velhos preconceitos.
O antigo chavão de que um edifício construído com alvenaria estrutural não pode possuir hall de entrada, salão de festas ou subsolos não se sustenta mais. Na zona oeste de São Paulo, a construtora JHS está construindo um prédio residencial de 18 pavimentos-tipo e cobertura, térreo com 6 m de pé- ireito e dois subsolos. A solução para viabilizar a alvenaria estrutural foi simples: executar uma laje de transição de concreto no primeiro pavimento, capaz de absorver as cargas das paredes portantes e distribuí-las por pilares até as fundações. Em resumo: do primeiro andar para baixo, trata-se de uma obra “normal”; a alvenaria estrutural sobe apenas a partir da laje de transição.
Uma das características interessantes do edifício de 11,6 mil m2 de área construída, cuja entrega está prevista para fevereiro de 99, são os esforços de vento absorvidos pelas paredes portantes. “A influência do vento na estrutura é quase igual à da carga vertical, por causa da altura e esbeltez do prédio”, explica o calculista responsável pelo projeto, César Pereira Lopes. O índice de esbeltez do edifício, que terá dez apartamentos de 42 m2 por andar, é 1:7. Ou seja, a largura do prédio será sete vezes menor que a altura total.
Economia
Uma das medidas de economia tomadas pela JHS para viabilizar o empreendimento foi empregar blocos de concreto com diversas resistências à compressão, de acordo com a faixa de andar executada. Da primeira fiada até o quinto pavimento, foram especificados blocos de 14 MPa. A resistência dos blocos cai à medida que sobem os andares, culminando com 6 MPa entre o 15o pavimento e a cobertura. “Não é preciso usar o mesmo tipo de bloco em todo o edifício”, afirma Carlos Alberto Tauil, gerente técnico comercial da Glasser, fabricante paulista que está fornecendo os blocos de concreto para a obra.
Solução muito semelhante foi dada pelo engenheiro calculista Wagner de Carvalho a duas torres, também de 18 andares, em Campinas-SP. Nessa obra, a Construtora Guidotti, de Piracicaba-SP, também adota a laje de transição sobre dois subsolos e o térreo, a partir do qual a alvenaria sobe com blocos de diferentes resistências à compressão: parte de 12 MPa entre o térreo e o sexto andar, reduzindo 2 MPa a cada lance de três pavimentos; os três últimos têm blocos de 4,5 MPa, todos eles fornecidos pela Tatu, de Limeira- P. A obra incorpora ainda outras medidas de racionalização, como sacadas, escadas e lajes, todas pré-moldadas no canteiro e içadas por grua.
Destinada ao consumidor de classe média alta, a obra de Campinas – com piscina, sauna e quadras esportivas – reforça a tese de que a alvenaria estrutural vem se “assentando” em imóveis mais nobres. O engenheiro Rogério Durante, do Departamento Técnico da Tatu, confirma a demanda crescente. Segundo ele, 60% da produção de blocos da empresa são estruturais.
Há casos, porém, em que a economia cede lugar à plena garantia de segurança, quando há o risco de uma eventual troca de blocos na obra. É o caso de um edifício residencial de 17 andares que está sendo erguido em São Bernardo do Campo-SP. Como existem outros prédios da Construtora Apolo em execução no terreno e os paletes são recebidos no mesmo local, a probabilidade de um operário utilizar o bloco errado aumenta muito. Por esse motivo, a construtora optou por blocos de concreto de 14 MPa para toda a edificação, que terá quatro apartamentos de 145 m2 por andar. Projetado pelo calculista José Luís Pereira, o prédio deve ser entregue em junho.
É importante salientar que a utilização de blocos com diferentes resistências é apenas uma entre várias formas de economizar com a alvenaria estrutural. Os maiores ganhos do sistema estão relacionados com a racionalização oferecida ao construtor. Se a obra empregar, por exemplo, pré-moldados de concreto (lajes, escadas e vergas) em composição com a alvenaria, a madeira e os carpinteiros podem ser dispensados do canteiro. Como os blocos vazados permitem a passagem das tubulações elétricas e hidráulicas, também não há necessidade de quebrar paredes. A somatória disso termina em redução de desperdício e economia no uso de fôrmas e concreto.
Sem armadura
As opções, porém, não se limitam às paredes portantes “recheadas” de graute e ferragem. Apesar de possuir alguns críticos, a alvenaria não-armada (que contém somente armadura de amarração, desconsiderada na absorção dos esforços) vem demonstrando um bom potencial técnico e econômico. Prova disso é um prédio de oito pavimentos da RAS que está em fase final de construção no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Com térreo e subsolo, o edifício possui uma laje de transição no primeiro pavimento e emprega blocos de silicocalcário de 10 MPa.
“O controle em uma obra de alvenaria não-armada é mais fácil”, afirma o calculista Caio Frascino Cassaro, da Program Engenharia, que projetou o prédio. Como não se utiliza graute ou armadura nos blocos, a atenção praticamente se resume à qualidade da argamassa e ao prumo da alvenaria. O sistema, no entanto, é mais limitado. Nesse tipo de obra não são permitidas tensões de tração, que exigiriam armadura. Prédios muito altos, sujeitos a forte ação do vento, são, portanto, inexeqüíveis.




Obstáculos
As barreiras que restam para o desenvolvimento da alvenaria estrutural, entretanto, não estão ligadas a fatores técnicos. O sistema é simples e, como em qualquer outra obra, exige alguns cuidados de projeto e execução (veja ilustração). Existem, de fato, algumas fronteiras que não podem ser transpostas, sob a pena de deslizes técnicos ou desperdício de recursos. Não é possível, por exemplo, construir prédios de escritórios que necessitam de grandes vãos livres ou apartamentos de altíssimo padrão.
Os problemas são outros: ausência de tradição do sistema no meio técnico nacional, falta de normas brasileiras e número insuficiente de fornecedores de blocos em todo o território nacional. “Alguns construtores ainda têm dificuldade para se adaptar à alvenaria estrutural”, afirma o engenheiro Carlos Antonio Rizkallah, diretor da Prensil. Os blocos de silicocalcário fornecidos pela empresa, por exemplo, não são normalizados no País – um projeto nesse sentido vem se arrastando na ABNT há alguns anos.
Os outros tipos de bloco possuem normas, mas somente o concreto foi agraciado até hoje com um texto específico para cálculo estrutural. Cerâmica, silicocalcário e concreto celular autoclavado utilizam normas estrangeiras, como a inglesa BS- 5628. “Deveria haver uma norma geral que abordasse o projeto com todos os tipos de bloco, como acontece na Inglaterra”, defende Carlos André Fois Lanna, consultor técnico da Selecta, fabricante paulista de blocos cerâmicos. De acordo com o presidente da Comissão de Estudos de Alvenaria Estrutural da ABNT, Nelson dos Santos Gomes, apenas as normas de ensaios de paredes estruturais referentes à compressão simples ou flexocompressão e à verificação da resistência à flexão servem, hoje, para todos os tipos de bloco.
Outro problema é a concentração excessiva de fornecedores de blocos estruturais na Região Sudeste do País. A maioria absoluta dos fabricantes localizados por Téchne está sediada em São Paulo. A mineira Sical, que fabrica blocos de concreto celular autoclavado, é uma das exceções, embora distribua seus produtos por todo o Brasil, conforme revela Roberto Araújo Coelho. Fora de Belo Horizonte, porém, a empresa possui filial apenas na capital paulista. Cada bloco no seu galho
Observe as características básicas dos quatro tipos de blocos disponíveis no mercado brasileiro para a execução de alvenaria estrutural. Mas, atenção: a opção pelo concreto. silicocalcário, cerâmica ou concreto celular autoclavado depende das condições específicas de cada obra. Somente um estudo técnico e econômico detalhado pode garantir a certeza da boa escolha.
BLOCO DE CONCRETO
Largamente empregado no Brasil esse tipo de bloco tem a seu favor o fato de possuir vários fornecedores e de ser o único a possuir norma brasileira para cálculo de alvenaria estrutural. Possui boa resistência a compressão - o mínimo exigido pelas normas é 4.5 MPa, mas alguns fabricantes chegam a produzir blocos com mais de 16 MPa -, entretanto, é mais pesado e não possui o mesmo isolamento térmico da cerâmica, por exemplo. O recorde brasileiro no número de pavimentos para alvenaria estruturai que emprega blocos de concreto é de 24.
BLOCO CERÂMICO
Material mais leve que o concreto (alguns fabricantes dizem que cerca de 40%); tem a vantagem de possuir melhor isolamento térmico que o concorrente. Não alcança, porém, índices de resistência à compressão similares com a mesma geometria dos blocos. O edifício mais alto construído com blocos cerâmicos estruturais no Brasil possui oito pavimentos.
BLOCO DE SIUCO-CALCÁRIO
Com apenas um fornecedor no mercado nacional, os blocos estruturais de silico-calcário são bastante utilizados -na Europa, onde a execução de alvenaria não-armada é tradicional e existe uma preocupação maior com o isolamento térmico. No Brasil, são fabricados blocos vazados para alvenaria armada de 6 MPa e maciços perfurados para não-armada de 10 MPa. O máximo que alcançou por aqui um edifício que empregou blocos estruturais de silico-calcário foi 14 pavimentos. É mais pesado que o bloco cerâmico.
BLOCO DE CONCRETO CELULAR AUTOCLAVADO
Entre os tipos de bloco estruturais disponíveis no Brasil, é o menos empregado. Mesmo sendo maciço e, portanto, utilizado apenas em obras de alvenaria não-armada. Possui baixa densidade e é leve. A resistência à compressão do bloco de concreto celular pode chegar até 6 MPa, o que inviabiliza a execução de prédios altos. Competitivo até o quarto pavimento. Oferece bom isolamento acústico e resistência ao fogo.
fonte:
Revista Téchne 34 – mai/jun – 1998. P.26-31

O que é alvenaria estrutural?




Você provavelmente já sabe o que é Alvenaria Estrutural, mas talvez ainda não tinha percebido isto. É o mais antigo sistema construtivo usado pela humanidade. Nos tempos bíblicos, o pessoal da Babilônia já construía com tijolos de barro seco ao sol, os antigos egípcios usavam alvenaria de pedra, e na Idade Média foram construídas pontes e catedrais que estão de pé até hoje – e provavelmente ainda estarão por lá durante muitos séculos.


Mais recentemente, na era da industrialização na Construção Civil, a Alvenaria Estrutural está em uso já há mais de um século. Aqui mesmo, no Brasil, existem edifícios com mais de 30 anos cuja estrutura foi executada usando blocos de concreto. Em termos de edifícios públicos, temos os prédios antigos da Universidade Mackenzie, feitos com tijolos de barro e construídos há cerca de 100 anos.


Mas o que diferencia uma alvenaria comum de uma estrutural?

A função básica de uma alvenaria comum é a vedação (ou fechamento), enquanto que a Alvenaria Estrutural substitui dois principais sistemas de uma construção: a estrutura de concreto armado e os fechamentos de alvenaria. Portanto, na Alvenaria Estrutural as paredes da edificação são também a estrutura que suporta todas as cargas: além do peso próprio, também das lajes, coberturas e carga, além de fatores externos como o vento. Um exemplo bem comum de Alvenaria Estrutural são os “sobradinhos” de dois pavimentos construídos aos milhões por aqui, onde as lajes de piso e de forro apoiam-se diretamente sobre a alvenaria ou sobre uma pequena cinta de concreto armado, enquanto que as paredes se encarregam de transportar as cargas para o solo, através dos baldrames apoiados em sapatas corridas ou pequenas estacas (“brocas”). Este tipo simples de construção evoluiu bastante, atualmente é possível construir edifícios de vários pavimentos com o mesmo princípio de funcionamento estrutural.


As vantagens mais imediatas da Alvenaria Estrutural são a redução de custo e o menor prazo de execução. Estes fatores são muito bem-vindos num mercado imobiliário que está cada vez mais competitivo. Atualmente o preço de venda de um imóvel não é mais determinado por seus custos, mas sim pela capacidade financeira dos compradores, portanto a construção precisa ser o mais econômica possível. Já vai longe o tempo em que o preço final de venda de um imóvel era calculado colocando-se uma porcentagem sobre o custo da obra. Agora, é preciso encontrar uma solução técnico-econômica que nos permita, uma vez definido o preço de venda, ter lucro para cada empreendimento em particular. É neste contexto que aparecem as vantagens da alvenaria estrutural, por ser a maneira mais simples, rápida e barata de se construir. É claro que não pode ser usada para todo e qualquer tipo de edifício, mas tem se mostrada competitiva até para edifícios de vários andares.


A evolução experimentada pelo sistema, em especial no cálculo estrutural, na técnica construtiva e nas transições, a alvenaria estrutural hoje pode ser utilizada numa ampla gama de obras como, por exemplo: Imóveis residenciais – A Alvenaria Estrutural pode ser usada tanto para fazer casas isoladas como para conjuntos habitacionais de sobrados e para prédios de 3 a 20 pavimentos, com ou sem subsolos. Imóveis comerciais – Prédios de escritórios pequenos e médios, consultórios, escolas, hospitais de até 20 andares, sem falar dos salões comerciais e industriais de pequeno e médio porte, e de prédios públicos como igrejas e auditórios. A limitação fica por conta de prédios com poucas paredes (muitas fachadas de vidro ou com divisórias internas móveis). Também deve ser evitada em edifícios onde as paredes não são planejadas, para permitir liberdade de modificações nas divisões internas. A desvantagem é que a Alvenaria Estrutural promove uma perda em versatilidade para atender modificações e personalizações dos proprietários.

Fonte: Por Arq. Iberê M. Campos
Fórum da Construção - IBDA

17 de out de 2008

O Reserva Ibatyba, empreendimento que mescla casas e apartamentos






























Condomínio Misto de Prédios Baixos e Casas de 2 e 3 dormitórios - Prêmio Master Imobiliário 2004

O Reserva Ibatyba, empreendimento que mescla casas e apartamentos, deu ao escritório EGC Arquitetura seu primeiro Prêmio Asbea - em 2002, ele havia ganho menção honrosa na mesma categoria.Detentor do Master Imobiliário 2004, premiação organizada pela Federação Internacional dos Profissionais Imobiliários, o projeto é de Elizabeth Goldfarb (formada pela FAU/USP, 1975), falecida em outubro de 2004, e Wilson Marchi Júnior (graduado pela FAU/USP, 1991).Localizado em Santo André, município da Grande São Paulo, o Reserva Ibatyba distribui-se por uma gleba de quase 150 mil metros quadrados, próxima da avenida dos Estados, uma das principais artérias de trânsito da região. Para o terreno, o escritório EGC Arquitetura desenvolveu um projeto que mescla moradias unifamiliares de dois e três dormitórios e blocos de apartamentos de quatro pavimentos, também de dois e três quartos. Ao todo, são quatro condomínios independentes, denominados Acácias, Bouganville, Flamboyant e Ipê. Eles somam 926 unidades, das quais 606 são casas e 320, apartamentos. A área total edificada do empreendimento ultrapassa 62 mil metros quadrados.O projeto foi desenvolvido para o mercado imobiliário e, ainda que os autores tenham procurado apresentar variações tipológicas, ele reflete os mecanismos de funcionamento do segmento. Além das casas e dos edifícios de apartamentos, cada um dos condomínios teve incorporada a sua estrutura uma área completa destinada a lazer e esportes, que oferece opções para adultos e crianças, incluindo piscinas e quadras esportivas.“O projeto aprovado pela prefeitura de Santo André atende às posturas do novo plano diretor da cidade e está em sintonia com as premissas de urbanização e meio ambiente das cidades mais avançadas do mundo”, informa o arquiteto Wilson Marchi Júnior.Na implantação, o escritório procurou preservar áreas verdes, além de haver reservado fração de terreno como área institucional. O complexo tem como único acesso a avenida Utinga, porém cada um dos quatro condomínios possui entrada individual delimitada por quadras. Na solução volumétrica, Marchi afirma que buscou seguir uma linguagem contemporânea, distinguindo as edificações por meio de cores e formas. No lote, os blocos de apartamentos foram alocados junto à avenida que dá continuidade à via de acesso do complexo e as residências - todas elas são sobrados geminados - distribuem-se pelas alamedas que cortam o conjunto.
fonte:
PROJETODESIGN Edição 298 Dezembro de 2004

14 de out de 2008

A Arquitetura Moderna de Rodolpho Ortenblad Filho



Graduado na primeira turma de arquitetos do Mackenzie,pertence à geração pioneira de arquitetos modernos



A influência da arquitetura dos Estados Unidos entre os profissionais paulistas é um tema que tem sido pesquisado há alguns anos, nas dissertações e teses acadêmicas. Figura pouco lembrada na historiografia arquitetônica de São Paulo, Rodolpho Ortenblad Filho, graduado na primeira turma de arquitetos do Mackenzie, pertence à geração pioneira de arquitetos modernos que beberam na fonte da produção norte-americana.

Por que resolveu cursar arquitetura?
Na verdade, eu entrei em engenharia. Na minha família, eram todos engenheiros: meu pai, meu tio, meu avô paterno. Eu estudei engenharia, mas fui reprovado em cálculo. Eu já conhecia o ateliê dos estudantes de arquitetura, um salão com pé-direito alto. O ambiente era outro, uma delícia, pois havia toda liberdade para entrar e sair. Quando eu mudei de curso, fui muito criticado pela família. Meu tio, que tinha uma construtora no Rio, disse-me que nunca precisara de um arquiteto. Christiano Stockler das Neves era o diretor da faculdade de arquitetura e titular da cadeira de projeto, mas era de tal forma intransigente, que chegou ao ponto em que não conseguia mais dar aula.

O senhor fazia parte de um trio que realizava projetos modernos, não?
Sim, éramos eu, Arnaldo Paoliello e Roberto Aflalo. (Outros Arquitetos Mackenzistas de Renome) Chamavam-nos de OPA, por causa das nossas iniciais. Também estudei com Billy Blanco, que se chama William Blanco Trindade. Ele não se dedicava aos projetos, deixava para a última hora. Nessa época, ele já compunha e cantava.

E como eram as aulas?
Bem, eu colocava uma pilha de revistas em cima de minha mesa. Eram exemplares da Progressive Architecture, da L’Architecture d’Aujourd’hui, da Architectural Record, entre outras. Christiano chegava na classe, vinha direto à minha mesa e me questionava: “Ortenblad, o que é isso? Isso aqui é arquitetura nórdica, não é para o nosso clima. Vocês estão errados, têm que fazer arquitetura clássica”.

As revistas eram suas ou da biblioteca?
Eram minhas, pois eu assinava todas. Havia um italiano que as vendia no pátio do Mackenzie. Eu me considero bastante autodidata, pois nunca dei muita bola para as aulas. (Este é o perfil mackenzista) E Christiano tinha uma inclinação clássica, até que nós, sem fazer greve, exigimos mudanças no curso. Então fomos parlamentar com ele e lhe dissemos que queríamos fazer arquitetura contemporânea. E ele nos respondeu: “Comigo não vão fazer, não”. Então dissemos: “O senhor precisa nos dar a liberdade de escolher alguém que nos oriente”. Depois de muito tempo, Christiano contratou Fernando Martins Gomes, que ainda está vivo. Fernando dava os temas de forma mais livre. E também conseguimos que ele escolhesse propostas de caráter mais social - como pequenos hospitais e clínicas -, para não ficarmos só projetando palácios. Fizemos, por exemplo, um ginásio estudantil tomando como base Richard Neutra, com alas independentes e ventilação cruzada. Nos Estados Unidos eles usavam muita madeira. Até o dia em que eu descobri Frank Lloyd Wright, que tinha aquele conceito naturista, com uso de materiais brutos.(Influência)

O senhor se lembra de como descobriu Wright?
Eu comprei um livro daquele italiano que vendia no Mackenzie. Aliás, depois ele se tornou dono de uma pequena editora, que publicou um livro sobre Neutra.

Fernando Martins Gomes começou a dar aulas em que ano?
Estávamos no terceiro ano e Christiano parou de dar aulas, deixando a cadeira de projeto com Fernando. Nessa época começávamos a estagiar e existiam poucos escritórios de arquitetura em São Paulo, como os de Rino Levi e Eduardo Kneese de Mello. Mas o melhor para aprender a desenhar era o de Oswaldo Bratke. (Influência Profissional)

O senhor trabalhou com ele?
Sim, em um galpão nos fundos da casa em que Bratke morava, na rua Avanhandava. Isso foi em 1947, 1948.

Fale um pouco sobre sua passagem pelo escritório de Le Corbusier.
Carlos Lemos me apresentou um português que estava de passagem por São Paulo e trabalhava para Le Corbusier. Ele me deu seu endereço em Paris e fui visitá-lo lá, no ateliê, que era um porão com mais ou menos 40 mesas com arquitetos do mundo inteiro. Ele me disse que estavam sobrando duas mesas e eu fiquei trabalhando uns três ou quatro meses. Le Corbusier aparecia muito pouco por lá, os associados é que tomavam conta do ateliê. Na época, Le Corbusier estava com o projeto dos palácios de Chandigarh, em que eu cheguei a fazer alguns detalhes. Ele me chamava de le petit brésilien e era pouco comunicativo; nós conversávamos sobre outras coisas, não falávamos de arquitetura. Isso foi entre 1951 e 1952, durante uma viagem de um ano que eu fiz.

O senhor tinha acabado de se formar?
Sim. Primeiro eu fui para os Estados Unidos, em um navio frigorífico da Delta Line que levava 80 passageiros, extremamente confortável. Cheguei em New Orleans, onde comprei um Bel Air 1951 para o meu pai, e circulei por lá com esse carro. Subi pela costa leste até o Canadá, passei por Chicago, vi algumas coisas de arquitetura. Voltei para Nova York e embarquei, com o carro, em um cargueiro grego que ia para a Europa. Quando cheguei lá, deixei o carro em Marselha e segui de ônibus até Paris.

Quais foram seus primeiros projetos?
Meu primeiro projeto, quando eu ainda estava na faculdade, foi uma casa para meu pai, na praça Guadalupe, no Jardim América. Eu me desdobrei para realizar esse trabalho: fiz o paisagismo, a decoração. A casa foi construída em duas etapas e eu instalei o meu primeiro escritório no porão. Ela ficou bonita, foi até publicada numa revista. E está lá até hoje, ainda que um pouco modificada.

O senhor participou da delegação brasileira que foi ao congresso da União Internacional de Arquitetos em Cuba, não?

Sim, eu era diretor do IAB/SP. Nessa viagem estavam, entre outros, Paulo Mendes da Rocha, Pedro Paulo de Melo Saraiva, Ruy Ohtake. Eram quase cem pessoas. Em 1963, o Brasil estava às vésperas de ser entregue ao regime comunista por João Goulart. E nesse período de efervescência Cuba organizou o congresso internacional de arquitetura. Em nossa delegação havia gente de direita e de esquerda. Uma parte da turma foi de cargueiro. Nós pegamos um avião para Paris, e a partir de lá não sabíamos qual seria o roteiro. Recebemos a informação de que um avião tchecoslovaco ia nos pegar, e ele nos levou a Moscou, onde fomos conduzidos a um alojamento militar; tínhamos ordens para não sair dali, mas conseguimos entrar em contato com guias africanos e demos uma escapada para conhecer a cidade. Chegando em Cuba, ficamos hospedados no Havana Hilton, onde havia fartura - caviar, champanhe russo etc. -, enquanto o povo passava necessidade. Quem era de esquerda achava tudo o máximo, lindo. Nós observávamos que não era bem assim (Outra característica Mackenzista: não nos iludimos com bobagens de esquerda): os cubanos não podiam, por exemplo, fazer reuniões com mais de cinco pessoas. Nesse congresso, conhecemos Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos.

E o congresso foi bom?
Foi ótimo. Eu participei de várias sessões, fiz uma conferência bastante concorrida. Depois, por causa da passagem de um furacão, o congresso continuou no México.

Como o senhor começou a trabalhar na revista Acrópole?
Fui convidado porque escrevia bem. No IAB/SP, eu sempre redigia as atas. Comecei a fazer um boletim mensal. Então Max e Manfredo Gruenwald perguntaram no IAB quem redigia o boletim, pois eles estavam interessados em publicar um encarte dentro da Acrópole. E eu passei a ser o redator. Tenho até registro de jornalista. Escrevia comentários sobre arquitetura, resenhas de livros etc.

E sua entrada no IAB/SP?
Fui convidado, creio que por Ícaro de Castro Mello.

Como era seu escritório?
Sempre foi pequeno, eu nunca tive sócio. Quem colaborava comigo eram os meus melhores alunos do Mackenzie. (Característica típica de professores do Mackenzie)

O senhor foi professor no Mackenzie?
No Mackenzie e na Faap [Fundação Armando Álvares Penteado](A Nossa amada Filial). Em 1964, logo depois da revolução, o ensino melhorou substancialmente. Nessa época, lecionavam no Mackenzie Telésforo Cristofani, Galiano Ciampaglia e Miguel Forte. Havia dois professores para cada classe. Meu companheiro era Marcelo Fragelli. Nós tínhamos mais ou menos a mesma linha de trabalho, até participamos juntos de um concurso.

Que concurso?
Do Clube da Orla, no Guarujá. Marcelo insistiu em fazer o projeto com telhado e não deu certo, mas acabamos entregando assim mesmo. Paulo Mendes da Rocha até tirou um sarro de nós: “Vocês gostam de telhado, né?”, ele disse.

Onde era seu escritório em São Paulo?
Primeiro, eu alugava uma sala com Carlos Lemos, em um prédio na esquina da rua 7 de Abril com a Xavier de Toledo. Compartilhávamos a sala, mas sempre trabalhamos de forma independente. Até que em 1951 surgiu o projeto do Ibirapuera. Quando Oscar Niemeyer veio para São Paulo e precisou escolher um assistente, Lemos e eu fomos indicados. Niemeyer fez entrevistas conosco e depois procurou se informar sobre a linha que cada um seguia. Quando descobriu que eu era da linha de Frank Lloyd Wright, optou por Lemos, que ficou assistente dele. E eu fiquei com a sala só para mim.

Quem indicou o senhor para trabalhar com Niemeyer?
Foi o IAB/SP. O ambiente arquitetônico era pequeno.

E depois da 7 de Abril?
Depois, por indicação minha, meu pai comprou quatro conjuntos no edifício Califórnia [na rua Barão de Itapetininga], que é um projeto de Niemeyer. Lá me instalei e permaneci bastante tempo, até surgir o projeto que fiz para Fábio Ribeiro da Silva, em 1965 ou 1966. É um prédio na esquina da alameda Santos com a rua Peixoto Gomide, de frente para o parque Siqueira Campos [Trianon]. Ele queria construir um edifício que fosse uma espécie de centro da construção, vendendo conjuntos para as pessoas que trabalhassem na área. Eu fiquei com algumas unidades e transferi meu escritório para lá.

O senhor ainda trabalha com arquitetura?
Ainda trabalho um pouquinho. Recentemente, fiz os anteprojetos de algumas casas para meus filhos. Mas, de fato, em 1969 assumi minha parte na fazenda de minha família e passei a me dedicar a isso.

Quais são seus melhores projetos?
O prédio do parque Siqueira Campos e a casa da fazenda de minha família, inaugurada em 1956. A estrutura é de ipê e o telhado de brasilit com 10% de caimento.

E o edifício que o senhor realizou na USP?
Na Cidade Universitária nós fizemos o projeto de um edifício enorme de laboratório, linear, com uma galeria no meio. Os dutos eram horizontais, visitáveis. Hoje ali é a faculdade de veterinária. Fiz também o Sesi de Sorocaba; projetei e construí ainda, no começo da carreira, cerca de 50 sobradinhos, mas não tem mais nenhum de pé.

Como aquele na rua Campos Bicudo, no Itaim Bibi, que foi publicado na Acrópole?
Eu fiz aquela casa para mim. Fiquei encantado com uma casa de Sérgio Bernardes, no Rio de Janeiro, que tinha fachada inclinada. Morei muito tempo ali. Depois mudei para o Jardim Paulistano: troquei com o meu pai a casa da Campos Bicudo pela da rua Capitão Antônio Rosa, que saiu publicada no livro de Marlene Acayaba [Residências em São Paulo 1947-1975]. A casa era boa, até que começou a inundar, por causa da viela sanitária ao lado. Agora parece que fizeram uma derivação da galeria e as enchentes diminuíram. Mas eu fiquei muito aborrecido com quem comprou a casa, um paisagista. Ele pintou a litocerâmica da fachada. Um absurdo!



Por Fernando Serapião

Publicada originalmente em PROJETODESIGN

Edição 344 Outubro de 2008


13 de out de 2008

As Sete Ferramentas do Controle de Qualidade (Ishikawa)



1. Gráfico de Pareto.
Diagrama de Pareto é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas. Mostra ainda a curva de percentagens acumuladas. Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos. É uma das sete ferramentas da qualidade.
2. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa).
O Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. Também é conhecido como: diagrama causa-efeito, diagrama 4M, diagrama 5M e diagrama 6M.
Este diagrama é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:
Método Matéria-prima Mão-de-obra Máquinas Medição Meio ambiente Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.
O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica
3. Histogramas.
Na estatística, um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de uma massa de medições, normalmente um gráfico de barras verticais. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.
O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades. A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal, como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.
4. Folhas de verificação.
As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise de dados. O uso de folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos. Além disso elas evitam comprometer a análise dos dados. É uma das sete ferramentas da qualidade
5. Gráficos de dispersão.
Um gráfico de dispersão constitui a melhor maneira de visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas. É uma das sete ferramentas da qualidade. Coleta dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito) para checar a existência real da relação entre essas variáveis.
6. Fluxogramas.
Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. Muito utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos.
O Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) utiliza do Fluxograma para modelagem e documentação de sistemas computacionais.
7. Cartas de controle.
Carta de controle é um tipo de gráfico, comumente utilizado para o acompanhamento durante um processo, determina uma faixa chamada de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do processo, que foram estatisticamente determinadas. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.
Realizada em amostras extraídas durante o processo, supõe-se distribuição normal das características da qualidade. O objetivo é verificar se o processo está sob controle. Este controle é feito através do gráfico.
Tipos de Cartas de Controle:
Controle por variáveis Controle por atributos
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.
Ver mais informações em Gestão da Qualidade