5 de out de 2008

Aprovação de pacote não elimina efeitos da crise, dizem economistas

Analistas notaram que, apesar de a ajuda de US$ 700 bilhões ter papel fundamental em evitar novas perdas de grandes instituições financeiras, existem muitos sinais de que a economia mundial, especialmente a de países desenvolvidos, está em desaceleração. Na sexta-feira (30), os EUA anunciaram que 159 mil empregos foram fechados no país. No dia anterior, a Europa anunciou um encontro para discutir os desafios da economia do continente. Segundo Miguel Daoud, especialmente em tempos de crise, o mercado financeiro se comporta como um paciente maníaco-depressivo. Pelo comportamento da Bovespa nesta semana, isso ficou especialmente claro: a Bovespa caiu 9,36% na segunda; subiu 7,63% no dia seguinte; perdeu 0,52% na quarta; voltou a cair 7,34% na quinta; e – ao contrário das expectativas – perdeu 3,53% na sexta depois da aprovação do “socorro” aos bancos. Portanto, diz o economista, o mercado afetado pela crise muitas vezes não age do jeito que se espera. “O mercado financeiro tem aquela doença do depressivo. Ou ele fica otimista demais, ou pessimista demais. E ele tem uma bola de cristal. Toda vez que essa bola escurece ele tem o comportamento de uma criança em um quarto escuro”, ressalta.

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