18 de nov de 2008

Ferramentas do Six Sigma

Os Faixas Pretas e os Verdes utilizam uma variedade de ferramentas para gerenciar melhorias de qualidade dentro do modelo DMAIC. Muitas dessas ferramentas foram incorporadas dentro do software Six Sigma para que o computador gerenciasse os cálculos ocultos. A maioria pode ser classificada em duas categorias: ferramentas de otimização de processo, que permitem que as equipes desenhem fluxos de trabalho mais eficientes, e as ferramentas de análise estatística, que permitem que as equipes analisem os dados com mais eficiência.

Veja a seguir uma visão geral de algumas das ferramentas mais importantes.
Envio de Função de Qualidade (QFD) - o QFD é utilizado para entender os pedidos dos consumidores. A parte do "envio" vem do fato de os engenheiros de qualidade terem sido enviados para os consumidores para entenderem completamente suas necessidades. Atualmente, um envio físico pode não acontecer, mas a idéia por trás da ferramenta ainda é válida. Basicamente, o QFD identifica os pedidos do consumidor e os avalia em uma escala numérica, com números mais altos correspondendo aos pedidos "essenciais" e números mais baixos correspondendo aos "bons de se ter". Então, várias opções de design são listadas e avaliadas em suas habilidades de atender as necessidades do consumidor. Cada opção de design vale um ponto e aquelas com altas pontuações se tornam soluções preferenciais.

Diagramas de espinha de peixe - no Six Sigma, todos os efeitos são resultados de entradas específicas. Essa relação de causa e efeito pode ser esclarecida seja utilizando um diagrama de espinha de peixe ou uma matriz de causa e efeito (veja abaixo). O diagrama de espinha de peixe ajuda a identificar quais variáveis de entrada devem ser estudadas posteriormente. O diagrama completo se parece com um esqueleto de peixe (de onde vem o nome). Para criar um diagrama de espinha de peixe, você começa com o problema de interesse, a cabeça do peixe. Então você desenha a espinha e, saindo da espinha, seis ossos nos quais devem ser listadas as variáveis de entrada que afetam o problema. Cada osso é reservado para uma categoria específica de variável de entrada, como mostrado abaixo. Após listar todas as variáveis de entrada em suas respectivas categorias, uma equipe de experts analisa o diagrama e identifica duas ou três variáveis de entrada que podem ser a fonte do problema.

Matriz de causa e efeito (C&E) - a matriz C&E é uma extensão do diagrama de espinha de peixe. Ela ajuda as equipes do Six Sigma a identificarem, explorarem e exibirem graficamente todas as causas possíveis relacionadas a um problema e assim, procurarem a raiz. A Matriz C&E é normalmente usada na fase de medição da metodologia DMAIC.

­Modos de falha de análise dos efeitos (FMEA) - os FMEA combatem a Lei de Murphy identificando se um novo produto, processo ou serviço pode falhar. Os FMEA não se preocupam apenas com problemas do próprio projeto Six Sigma, mas com outras atividades e processos relacionados ao projeto. São similares ao QFD em suas instalações. Primeiro, uma lista de possíveis situações de falhas é criada e avaliada por grau de importância. Então uma lista de soluções é apresentada e posicionada a partir da eficácia com que cada uma resolve os problemas. Isso gera pontuações que permitem que a equipe priorize o que pode dar errado e desenvolva medidas preventivas feitas para essas situações de falha

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