8 de nov de 2008

Sacadas de prédio desabam em Maringá








As sacadas de um dos lados do prédio começaram a desabar por volta da 0h. A primeira a cair foi a do 15º andar. Com o peso, outras foram cedendo, em um efeito dominó. O teto da garagem também caiu. Nenhum carro estava estacionado no local.



Um monte de concreto e ferro retorcido das sacadas bloqueou a entrada do prédio. Por segurança, os bombeiros retiraram os moradores dos apartamentos. As pessoas ficaram nas ruas, enquanto foi feita uma vistoria. Uma parte da laje de uma das sacadas ficou pendurada e teve que ser removida.



Depois de três horas, os moradores foram autorizados a voltar para casa. Não há informações sobre feridos.



Perícia de desabamento em Maringá deve ficar pronta em 1 mês


Marquise do 15.º andar de um edifício residencial caiu e derrubou as sacadas de todos os apartamentos




A Defesa Civil de Maringá, no noroeste do Paraná, a 430 km de Curitiba, onde ocorreu na noite de domingo, 26, o desabamento de todas as 15 sacadas de um dos lados de um prédio residencial, tem prazo de até 30 dias para concluir a perícia que vai apurar as causas do acidente. O Corpo de Bombeiros, que ainda retira os escombros do local, fez a vistoria ainda na madrugada desta segunda-feira, 27/10, e comprovaram visualmente a solidez da estrutura e permitiram que os moradores voltassem a seus apartamentos, proibindo apenas o acesso às outras sacadas existentes no edifício. Não há registro de vítimas. Os moradores do edifício de alto padrão, no centro da cidade, passaram por um grande susto quando parte da marquise da cobertura do 15.º andar desabou e destruiu todas as sacadas das salas em uma das alas, enquanto ia caindo. A montanha de entulhos bateu no teto da garagem, que também foi parcialmente destruída e deve passar por reformas. Cada um dos 15 andares tem dois apartamentos de cerca de 200 metros quadrados, com duas sacadas cada um. Localizado na confluência das ruas Visconde de Nassau com Campos Sales, o Edifício Dom Gerônimo tem 12 anos e, de acordo com os moradores, nunca apresentou qualquer problema. "O susto foi muito grande", afirmou uma das moradoras do 13.º andar, Fátima Gaspar. Segundo ela, todos no apartamento estavam dormindo quando foram acordados pelo estrondo. "Pensei que fosse outro 11 de setembro", disse, numa referência à destruição terrorista das torres do World Trade Center, em Nova York, em 2001. Todos se levantaram. "Quase que imediatamente já soubemos do que se tratava porque fomos olhar na varanda e a varanda não existia mais", afirmou. "Muita gente esteve a ponto de dar um passo no ar."A síndica do prédio, Olga Inês de Souza, estava na sacada do primeiro andar, onde mora, conversando com o porteiro, posicionado logo embaixo, segundos antes da queda. "Eu tinha acabado de entrar, não deu nem tempo de desligar a televisão", disse. "Foi um estrondo muito grande e aqueles entulhos caindo, pensei que um avião tinha batido no prédio ou que era um terremoto." Segundo ela, o abalo acabou quebrando as vidraças das sacadas e os vidros voaram para dentro dos apartamentos. Muitas portas também foram destruídas.O diretor de Operações da Defesa Civil e secretário municipal de Serviços Públicos de Maringá, Vagner Mussio, disse que a primeira estrutura a cair foi a marquise, que serve de cobertura para a varanda do último andar. Como estava chovendo, é provável que não tenha suportado o peso da água. O trabalho da perícia, que nesta tarde ainda estava no local tirando fotos e gravando vídeos, é analisar a estrutura dessa marquise e das sacadas para saber o motivo de não terem suportado a pressão.Segundo Mussio, a princípio parece ter havido infiltração de água e corrosão das ferragens. Mas a primeira providência dos técnicos é confrontar o resultado da perícia com o projeto estrutural do prédio. Se houver alguma divergência, a Defesa Civil deve determinar a demolição de todas as sacadas. No caso de a estrutura encontrada conferir com o que está no projeto, a hipótese da infiltração ganha mais força. Nesse caso, a orientação será para que seja contratado um engenheiro e que se faça uma revisão geral.Mussio disse que ainda não tinha conhecimento sobre a construtora do edifício. "O prédio tem seguro e deve ser acionado", destacou. Ele assegurou que a vistoria feita pelo Corpo de Bombeiros e engenheiros não encontrou rachadura ou abalo em qualquer das vigas de sustentação do edifício. "Não aconteceu nada, está liberado para os moradores entrarem", afirmou. Mas, segundo a síndica, por segurança a maioria ainda prefere aguardar.EngenhariaO gerente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) em Maringá, Edgar Tsuzuki, disse, nesta tarde, que ainda estava "validando as informações" para divulgar o nome da construtora do edifício. Segundo ele, fiscais estiveram pela manhã coletando os dados necessários para a elaboração de um relatório. A ele será juntado o laudo da Defesa Civil para serem submetidos posteriormente à câmara especializada de engenharia civil.A orientação da Defesa Civil para todos os moradores de prédio é que realizem inspeções periódicas nas marquises. "Os acidentes por queda de marquise podem trazer graves conseqüências. Nossa orientação é que os síndicos verifiquem se não há acúmulo de água ou umidade, atacando a armadura ou deficiências de drenagem", recomendou.




Fonte: O Estado de S.Paulo - Evandro Fadel

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