31 de jan de 2009

Igreja Renascer fez reforma irregular no teto



O teto do templo da Igreja Renascer que desabou passou por uma reforma "total" entre setembro e novembro de 2008, sem autorização da Prefeitura, o que torna a reforma irregular. (E com empresa desqualificada e não registrada no Crea - digamos de passagem)

O imóvel também está com as vistorias de equipamentos de emergência atrasadas. Uma perita diz que contribuíram para a tragédia instalações irregulares, falta de manutenção adequada e cupins.


A informação do deputado estadual José Antonio Bruno (DEM), bispo primaz da Igreja, é de que o telhado e as telhas foram trocados. Pela legislação municipal, o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) deveria ter sido informado previamente sobre a obra, o que não ocorreu, segundo a Secretaria da Habitação. O templo, portanto, estava irregular e passível de fechamento.

(Quantas obras ocorrem sem autorização e sem fiscalização na cidade de São Paulo? Será que esta tragédia fará com que algo mude?)

O presidente da Renascer, o deputado federal Geraldo Tenuta Filho (DEM-SP), o Bispo Gê, disse que o teto não oferecia perigo a manutenção era feita anualmente e ele “nunca permitiria a entrada de fiéis em um local condenado”. Bispo Gê ainda anunciou que indenizará as famílias das vítimas. O promotor Ricardo Andreucci vai acompanhar o inquérito sobre o acidente, instaurado na 1ª Delegacia Seccional. Ontem, seis pessoas foram ouvidas.


A igreja mostrou alvará de funcionamento expedido em 15 de julho de 2008, válido pelo período de um ano. O secretário de Habitação, Orlando Almeida, confirmou o alvará e ainda mostrou um laudo técnico assinado pelo engenheiro Carlos Alberto Freire de Andrade Neto atestando a segurança. Este documento, no entanto, é de 1999 - desde então nenhuma outra inspeção oficial foi feita na estrutura do telhado. O engenheiro Andrade Neto não foi localizado.


fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.(AE)

Racionalização do transporte de materiais em edificações




O transporte de materiais é uma atividade que, embora não agregue valor na construção civil, corresponde a, segundo Gehbauer (2004), aproximadamente 80% das atividades de construção. O primeiro passo para o entendimento e estudo de um sistema de transportes é a percepção de que se pode subdividi-lo em "ciclos" que, embora interajam entre si, podem ser avaliados individualmente (Souza e Franco, 1997). Quanto mais contínuo for um sistema de transportes, tanto maior a sua produtividade. Entretanto, o tamanho e a forma do que será transportado influem na escolha do sistema - Limmer (1997). Conforme Barros (1998), o estudo dos sistemas de transporte pode ajudar na sua otimização, no desenvolvimento de novas soluções ou, finalmente, na quantificação de vantagens associadas à adoção de um novo equipamento frente a uma solução tradicional.


Apresentação da obra estudada: o cenário de estudo de caso em uma construção de edificação multifamiliar, localizada na cidade de Curitiba. O edifício analisado prevê 11 apartamentos, distribuídos em garagem, térreo, apartamento-tipo, apartamento dúplex e cobertura. O apartamento-tipo possui um total de 178 m2 de área.

As fotos 1 e 2 (acima) - mostram as situações atual e racionalizada para o transporte de argamassa. Com simples modificações de lay-out e remoção de obstáculos observou-se ganho de 14,49% no tempo de transporte.
As fotos 3 e 4 (acima) - mostram as situações atual e racionalizada para o transporte de blocos. Com as mesmas soluções focadas em lay-out observamos ganhos de 36,56%.
A minimização de atividades que não agregam valor (como o transporte de materiais) é um dos princípios da construção enxuta.


Recuperação Estrutural












Em 12 horas, empresa faz reparos em Estação de Tratamento de Água
Era de apenas 12 horas o período disponível para a Concrejato realizar serviços de reparo e recuperação estrutural em diversos pontos da ETA (Estação de Tratamento de Água) Guandu, localizada no km 19,5 da rodovia BR 465, no Rio de Janeiro. Houve intervenções em cerca de 1.500 m², que compreendiam três reservatórios e dois canais de interligação. "Uma vez por ano, a Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) interrompe o funcionamento da ETA para manutenção", explica Marcello Carvalho, gerente de contratos da Concrejato. De acordo com o engenheiro, a intervenção realizada no último dia 6 de novembro é planejada desde o ano anterior. "Os serviços foram determinados e quantificados por meio de filmagem da equipe técnica da Cedae", explica. Há seis meses, a Concrejato foi escolhida para realização dos serviços na ETA. As principais patologias encontradas eram processos de carbonatação e oxidação de paredes e estruturas de concreto armado, lixiviação do agregado miúdo da camada externa de concreto e perda de volume considerável de água tratada por falhas nas juntas de dilatação. Aproximadamente 150 operários de mão-de-obra direta e cerca de 15 supervisores, divididos em quatro equipes, estiveram envolvidos na operação. Entre as intervenções houve a injeção de poliuretano nas áreas onde foram detectados vazamentos de água e grauteamento ou lançamento de concreto projetado em áreas que demandavam recuperação estrutural. "Houve a necessidade de misturar ao concreto aditivos para pega rápida, para que os equipamentos pudessem trabalhar dali a poucas horas sem 'lavar' os produtos utilizados", explica Carvalho.

fonte: Revista Téchne - Publicada Originalmente em dezembro/2008




Construção Industrializada - Paredes Duplas de Concreto


No início de 2009 devem começar a ser comercializadas no Brasil paredes duplas de concreto pré-fabricadas. O sistema construtivo, largamente utilizado na Europa e na América do Norte, permite executar uma casa de 250 m² em menos de uma semana, de acordo com a Sudeste, empresa que oferecerá o produto. Esse sistema construtivo prevê cinco etapas de execução: aprovação do projeto, produção, transporte, montagem e entrega, todas integradas por software.


O processo construtivo automatizado dispensa mão-de-obra especializada para montagem, segundo a empresa. Entre as placas de concreto, armadas, esse é lançado "in loco" e, depois de curado, a construção torna-se uma estrutura monolítica estável. De acordo com a fabricante, as paredes duplas pré-moldadas já saem da fábrica com acabamento fino e possibilitam customização - batentes, janelas, saídas de encanamento e energia, aplicação de pintura, textura etc. Em fase final de implantação, a fábrica da Sudeste ficará em Nova Odessa, no interior de São Paulo, em uma área de 50 mil m².
fonte: Revista Téchne - publicada originalmente em dez/2008

20 de jan de 2009

Teto de igreja não admitia carga adicional, diz engenheiro

O engenheiro Carlos Alberto Lopes, que projetou a reforma do telhado da Igreja Renascer em Cristo em 1999, afirmou que a estrutura não poderia ter cargas adicionais. Uma das hipóteses da polícia é que o desabamento ocorrido no domingo, que matou nove pessoas, tenha ocorrido devido a uma sobrecarga no teto, já que foram encontrados equipamentos de ar-condicionado e iluminação nos escombros. As informações são do Jornal Nacional.

O projeto de Lopes foi realizado depois que o Ministério Público pediu a interdição do templo. O relatório do engenheiro determinou que as "tesouras" (triangulos de madeira que sustentam o telhado) fossem reforçadas com aço e que fosse retirado um forro de madeira do teto. O engenheiro também previu manutenções e vistorias periódicas.

No fim do ano passado, um nova a reforma foi executada pela empresa Etersul Coberturas e Reformas Ltda. que, segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), não tinha licença para fazer a obra. O dono da Etersul, Daniel dos Anjos, disse que havia telhas remendadas e goteiras na igreja.
fonte: Redação Terra

19 de jan de 2009

Vistorias Preventivas em Imóveis - Assunto antigo

Atualmente as exigências dos condôminos, tanto nos edifícios residenciais como nos comerciais, tem sido maiores, e em conseqüência de tais ocorrências nos últimos anos, os síndicos estão se sobrecarregando gradativamente de trabalho, principalmente no que tange à qualidade e segurança das edificações.

As preocupações anteriores dos condôminos partiam da insatisfação do usuário com o desempenho da edificação, onde eram obrigados a acionar um profissional com o intuito de solucionar isoladamente tal problema.

Após os diversos acidentes amplamente divulgados pela mídia, tanto os condôminos, quanto os síndicos, têm se preocupado não só com a manutenção corretiva, mas também com a manutenção preventiva, elaborando desta maneira programas rotineiros de inspeção com a finalidade de constatar a exigência de algum problema patológico.

A necessidade de vistorias periódicas exige sem sombra de dúvida a presença de profissionais habilitados para emitir um parecer se o edifício (ou parte dele), está ou não, num determinado instante da sua vida útil apresentando o desempenho previsto.

O problema é identificado de modo geral a partir de manifestações ou sintomas patológicos que se traduzem por modificações estruturais e ou funcionais no edifício ou na parte afetada, representando os sinais de aviso dos defeitos surgidos.

As manifestações, uma vez conhecidas e corretamente interpretadas, podem conduzir ao entendimento do problema, possibilitando a sua resolução a partir de uma intervenção, cujo nível estará vinculado, principalmente, à relação entre o desempenho estabelecido para o produto e o desempenho constatado.

No entanto, uma obra de construção civil segura não pode prescindir do trabalho pericial, que deve estar presente em todas as etapas da obra e principalmente ao longo de sua vida útil.

Antes mesmo do início de qualquer obra, deve se realizar a vistoria da vizinhança, para que se apure a real condição física dos imóveis lindeiros, possibilitando a adoção de medidas de proteção a essas edificações.

No decorrer das obras, as vistorias de acompanhamento permitem alertar o construtor sobre eventuais riscos e qualidade dos serviços.

A vistoria de conclusão da obra possibilita a liberação do imóvel, ou então o apontamento das medidas de correção para o bom uso do mesmo.A vistoria de conclusão de obra assegura aos novos proprietários a qualidade dos materiais empregados na execução da obra, bem como o desempenho da edificação e também aponta medidas e correções para o bom uso do mesmo, funcionando como um selo de conformidade em uma relação direta do objeto apresentado e vendido ao consumidor e o produto final entregue. (relacionamento de credibilidade com o consumidor)

No decorrer da vida útil da edificação, as vistorias periódicas permitem à administração do condomínio efetuar uma conservação e manutenção baseada em critérios técnicos, sem improvisações e sem postergação das medidas essenciais para a proteção e segurança dos usuários.

As vistorias periódicas atuam também no sentido judicial, em caso de acidente, onde o apontamento prematuro de algumas anomalias pode e deve ser usadas em processos judiciais, sendo questionado o porquê da não atuação e ou manutenção em um local onde fora detectado anteriormente alguma anomalia, desta forma a dissolução de uma questão judicial pode ser em muito abreviado.

Lamentavelmente, o despertar da sociedade e das autoridades para a importância do trabalho do perito de engenharia surgiu após o desabamento de grandes edificações, inclusive ocasionando vitimas fatais. Tais incidentes poderão ser evitados no futuro, com a adoção de medidas que tornem obrigatórias as vistorias periódicas nas obras e edifícios, consoantes ocorre nos paises de primeiro mundo.

Esperamos que as nossas autoridades tomem a iniciativa de criar uma legislação específica neste sentido.

fonte: periódico do CREA São Paulo, em março de 1998. (ESTE ARTIGO TEM QUASE 11 ANOS)

Prédios serão recuperados em Belém






A história encoberta por arquiteturas deterioradas pelo tempo e pela falta de manutenção ou mesmo pela alteração de suas características originais. Esta é realidade de dezenas de prédios centenários no centro histórico de Belém, que compreende os bairros da Cidade Velha, Reduto e Campina.

Com o início do programa de Revitalização do Centro Histórico de Belém, da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), a prefeitura pretende mudar esse estado de abandono com a recuperação de fachadas e de interiores de prédios situados em três quarteirões que vão do conjunto arquitetônico do Boulevard Castilhos França e Gaspar Vianna, entre travessa Frutuoso Guimarães e avenida Presidente Vargas.

Segundo o presidente da Fumbel, Heitor Pinheiro, esta é a primeira etapa do programa que não tem data para terminar. Antes de iniciá-la, o órgão fez a seleção e levantamento das estruturas físicas e elétricas dos imóveis, além de realizar reuniões com seus proprietários, trabalho que durou um ano e meio. Nesse tempo, foram identificados problemas como abandono total ou parcial; mudanças de fachadas, e instalação de placas de propaganda irregulares, desrespeitando o Código de Postura do Município. 'Em alguns casos mais graves, onde alguns prédios estão em estado tão degradante que até mesmo a intervenção do Ministério Público não conseguiu chamar a atenção de seus proprietários para a conservação, podemos propor uma desocupação. Assim, os donos receberão uma indenização e o prédio será destinado para uso de entidades públicas ou semipúblicas', afirma.

A ação envolverá técnicos da Fumbel, Companhia de Trânsito de Belém (Cetbel), Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e das secretarias de Economia (Secon) e Urbanismo (Seurb). O programa tem o apoio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pelas obras de revitalização do Conjunto dos Mercedários e da Igreja das Mercês.

Propaganda - Uma das primeiras ações da Fumbel , com o início do Programa de Revitalização do Centro Histórico de Belém, é retirar placas e letreiros com propaganda irregular, responsáveis pela poluição visual e descaracterização dos prédios centenários. Sobre o valor do projeto, Pinheiro não arrisca. 'Quando iniciamos uma obra dessa extensão os custos sempre aumentam quando começamos de fato o trabalho, porque surgem outras despesas. Por esta razão, no momento é melhor não fazer estimativa', diz.

Fonte: Portal ORM

O Desabamento do teto da Igreja Renascer




O Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que cerca de 600 pessoas estavam dentro da Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo, no Cambuci, na Zona Sul de São Paulo, quando o teto do local desabou. O acidente aconteceu pouco antes do início do culto das 19h deste domingo (18). Oito pessoas morreram e 94 ficaram feridas.


O governador de São Paulo, José Serra, esteve na noite deste domingo no local. Ele mesmo só conseguiu chegar à porta do templo e foi impedido de entrar. “Ainda há risco de desabamento”, contou ele, que disse ter escapado de ser atingido por um aparelho de ar condicionado que caiu a “poucos centímetros” de onde estava. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, estava ao lado do governador e informou que três imóveis vizinhos à construção, que é a sede mundial da Renascer, foram interditados. Segundo ele, só será possível descobrir as causas do acidente após a perícia, que começará nesta segunda-feira (19) com funcionários da Secretaria de Habitação e da Polícia Civil. De acordo com Serra, em princípio, a situação do prédio “estava legal”, no que se refere a documentos de alvará e de manutenção. O governador descreveu o templo como estando “em ruínas”.


Por volta das 18h50, momento do acidente, a igreja estava bem abaixo de sua ocupação total, com apenas cerca de 60 fiéis, de acordo com uma nota oficial divulgada pela assessoria da Renascer. No horário, muitos dos fiéis que participaram do culto das 18h haviam deixado o local para dar lugar aos participantes do culto seguinte, marcado para 19h.

O presidente da Renascer em Cristo, bispo Geraldo Tenuta, afirmou que a sede da igreja não passou por nenhuma reforma nos últimos três anos. Há três meses, no entanto, parte do templo foi pintado. Para Tenuta, o prédio do Cambuci estava em perfeito estado de conservação


12 de jan de 2009

Produção enxuta - A experiência do Grupo Capuche




Grupo Capuche revela detalhes da adoção do modelo lean construction que aumentou em 18% a produtividade de seus canteiros

Nos últimos dois anos, o Grupo Capuche, formado pelas incorporadoras e construtoras Capuche, Viverde e Ecomax, dobrou de produção: saltou de 156.667 m² em 2007 para 315.750 m² em 2008. No próximo ano, o volume construído alcançará a ordem de 610.965 m². Para promover esse salto o grupo modificou radicalmente seus processos de gestão e adotou a filosofia de negócios baseada no Sistema Toyota de Produção, mais conhecida como lean construction. Em geral, o modelo analisa com detalhe as atividades básicas envolvidas no negócio e identifica o que é desperdício e o que é valor a partir da ótica dos clientes e usuários, propondo soluções de melhoria.

Foi exatamente no início da implementação desse processo que a construção do Residencial Caminho do Sol, na área mais nobre de Capim Macio, em Natal, empreendeu mais de 10 mil m² de área construída. O projeto foi o primeiro do grupo a aplicar os conceitos de construção enxuta, que visa reduzir custos de estoque, otimizar os recursos e eliminar desperdícios de qualquer ordem. O sucesso da iniciativa - 18% de aumento na produtividade, o que representou economia de 3,18% no orçamento global da obra - foi fundamental para a adoção do modelo em todas as obras da empresa.

Mas antes de chegar a esse resultado, o primeiro passo, segundo Fernando Arraes, diretor técnico do Grupo, foi mapear o que chama de "DNA da Capuche", identificando os indicadores, os fluxos e a logística da empresa para, a partir deles, criar um sistema de gestão próprio - que, por lá, foi chamado de Simples.

Nessa etapa, os gestores identificaram que havia um tempo ocioso entre as tarefas da obra. Contra isso, a construtora agrupou os serviços da empreitada em 37 pacotes de produção, sendo 18 executados diretamente pelos funcionários da empresa e 19, por terceiros. O pacote 1, por exemplo, previa marcação da alvenaria; colocação de tela ancofix; chapisco estrutural, estudo das alturas do piso para definição das alturas de porta, entre outros. No pacote 2: execução da alvenaria interna; emestramento de piso de áreas secas; colocação de vergas e contravergas internas, e assim por diante.

Com isso, as equipes passaram a ser multifuncionais e não mais especializadas. "Quando fazia o reboco, o trabalhador não precisava mais esperar a argamassa secar para depois vir com a régua cortando para dar acabamento. Enquanto ele esperava a argamassa, ele fazia outra coisa, porque participava de todo pacote e não de uma função", explica Arraes.

PRODUÇÃO PUXADA
A criação de células de trabalho foi o ponto de partida para o início da transformação do canteiro, onde a execução passou a ser iniciada pela última etapa do processo, ou seja, o operário. Seguindo o modelo de produção "puxada" - e não "empurrada" - a responsabilidade da solicitação de produtos e de materiais para execução dos serviços ficou por conta dos trabalhadores da obra, e não mais das lideranças. O modelo é pautado no sistema kanban, em que não se produz nada até que o cliente (interno ou externo) de cada processo solicite a produção de determinado item por meio de quadros de aviso e de nivelamento da produção, ferramenta utilizada para nivelar o mix e o volume produzido distribuindo os avisos em uma instalação em intervalos fixos.

Assim, as turmas solicitam o necessário para cada dia, tornando o estoque no pavimento o menor possível. Da mesma maneira, o transporte de materiais é feito conforme os pedidos, permitindo uma entrega ordenada. "Com o quadro e o cartão de sinalização, o pedreiro diz o que ele quer, a hora que ele quer e em que quantidade, ou seja, quero tantos tijolos no pavimento tal, às dez horas. Daí, uma equipe vai se mobilizar para deixar o material exato lá", conta Arraes.

Além disso, cada pacote foi planejado em períodos diferentes e por grupos hierárquicos distintos. No longo prazo, foram os gerentes e diretores da empresa que traçaram o plano mestre da obra. Já no médio, 90 dias, a responsabilidade era dos gestores das obras. E no curto prazo (semanal), o planejamento era administrado pelos próprios operários. Com isso, a empresa computou a quantidade média de materiais utilizados em um dia; o tempo de duração do serviço e valores de mão-de-obra; a qualidade de cada serviço; a freqüência de solicitação de materiais, embalagem, local de uso e armazenagem, logística de abastecimento, e o número de sinais de puxada (embalagens vazias, kanban etc.).

E como quem compila dados, mensura resultados, Fernando Arraes diz que o método tem trazido um melhor controle orçamentário, já que a empresa passou a controlar na fonte o consumo de materiais e o custo da mão-de-obra (por meio dos kanbans - avisos); maior estabilidade da produção, mantendo um nível baixo dos estoques e uma redução significativa nos produtos fora do padrão. No quesito redução de desperdícios, as variáveis são inúmeras: redução do tempo de espera para execução de serviços; diminuição do retrabalho; abatimento dos níveis de estoque por meio da produção de pequenos lotes e do nivelamento da produção e redução significativa nos transportes vertical e horizontal e na movimentação.

fonte: Construção mercado 89 - dezembro 2008

Construtoras terceirizam venda de imóveis



Você entregaria o seu departamento comercial nas mãos de uma outra empresa? A princípio, a idéia parece uma loucura, mas tornou-se uma tendência forte no mercado imobiliário. Para aumentar a qualidade do atendimento, as empresas de construção civil estão terceirizando as vendas para as imobiliárias.

Atualmente, grande parte das empresas de construção civil, além de oferecer a venda direta com o cliente, dá ao consumidor uma outra opção. A compra do imóvel também pode ser feita em uma imobiliária. Entre as vantagens da terceirização, estão a especificidade e a especialização das corretoras.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-ES), Rodrigo Gomes de Almeida, acredita que as imobiliárias estão bastante focadas nessa atividade. As empresas têm uma equipe preparada,
uma grande carteira de clientes e um investimento permanente em novas técnicas de abordagem. “Isso faz com que o atendimento ao cliente seja eficaz, ágil e personalizado”, explicou.

Para as imobiliárias que optam por manter uma equipe exclusiva de vendas, o argumento é uma a política de vendas mais afinada com a construtora, além de um profundo conhecimento do produto que está sendo vendido.

DIFERENCIAÇÃO.
E, para aumentar a participação nas vendas efetivadas, as corretoras investem cada vez mais em serviços diferenciados. A Imobiliária Terreplan, por exemplo, implantou o Sistema de Venda Imobiliária Personalizada.

O sistema proporciona ao cliente, por meio da Internet, um atendimento ágil e seguro. Para o diretor da empresa, Wilson Zon, as construtoras não têm tempo para organizar e gerenciar grandes equipes de vendas. "É mais fácil terceirizar o serviço e, com isso, diminuir os gastos e as preocupações",
explicou.

Já o dono da Imobiliária Francisco Rocha, Francisco Rocha, acredita que a construtora tem que se preocupar em construir. "A função da imobiliária é dar sustentabilidade à comercialização do empreendimento", opinou Rocha.

A prática da terceirização é recente na Grande Vitória, já é feita há bastante tempo nas grandes capitais de todo o país. "O consultor imobiliário está apto a oferecer um atendimento de qualidade, pois possui condições de identificar as necessidades do cliente", explicou Rocha.

Imobiliárias estão capacitadas
A idéia das imobiliárias de que a terceirização das vendas dos
imóveis é uma boa opção, tanto para o cliente quanto para as
empresas, é compartilhada entre algumas algumas construtoras. Há três anos, a Conmar Construtora, por exemplo, terceiriza a venda de todos os seus empreendimentos.

Para o diretor da empresa, Marcelo Martinelli, as empresas terceirizadas são mais capacitadas na área de vendas e, com isso, garantem ao cliente um serviço eficiente e de qualidade.

“As imobiliárias dispõem de maior preparo para atender os compradores, seja em estrutura física, humana ou, até mesmo, na maior flexibilidade de horário”, explicou.

Outra empresa que aderiu à estratégia de terceirização foi a
Morar Construtora. Desde de 2000, a empresa atuava com uma estrutura própria de vendas, mas acabou seguindo a tendência moderna do setor imobiliário. Atualmente, além de comercializar os seus empreendimentos, divide o plantão de vendas com as corretoras terceirizadas.

“Um dos objetivos da terceirização é aumentar a velocidade
das vendas dos empreendimentos”, argumentou o gerente de
Novos Negócios da Morar, Rodrigo Gomes de Almeida.

Mas a Morar deixa a escolha pelo serviço, se a compra vai ser efetuada com a imobiliária ou com a construtora, a critério do cliente.

fonte: Gazeta on-line

A febre imobiliária da internet



SÃO PAULO - Só no primeiro semestre (de 2007), a Cyrela negociou 320 milhões de reais pela web - o canal de vendas que mais cresce para as construtoras e incorporadoras no país.

Para Pietro Rocchi, proprietário de uma companhia que negocia planos de saúde na região de Jundiaí, no interior de São Paulo, escolher imóveis pela internet virou rotina. Há cerca de quatro anos, o empresário compra apartamentos na capital paulista como uma forma de investimento. Não demorou para ficar claro que a web era a maneira ideal de garimpar as melhores oportunidades.

Hoje, Rocchi recebe quase 150 e-mails mensais com detalhes de lançamentos que podem ser de seu interesse, além de dedicar algumas horas semanais a navegar pelos sites das maiores construtoras e incorporadoras do país. Foi assim que ele adquiriu dois apartamentos próximos à avenida Paulista, um na rua Oscar Freire, outro vizinho da avenida Rebouças e um quinto em frente ao Parque do Ibirapuera. O analista de sistemas Daniel Casares, de 25 anos, tem um perfil bem diferente. Em janeiro, decidido a comprar seu primeiro imóvel, ele começou a pesquisar empreendimentos compatíveis com sua renda. Num domingo à tarde, enquanto navegava na internet, entrou na página da construtora Setin e conversou via chat com um atendente que lhe mostrou algumas opções. Nos dias seguintes, recebeu por e-mail informações detalhadas de algumas unidades que atendiam a suas expectativas. Um mês depois, Casares assinava o contrato de compra de um apartamento no bairro do Morumbi, em São Paulo.


Assim como Rocchi e Casares, milhares de pessoas estão usando a internet como canal preferencial para procurar e iniciar o processo de compra de imóveis. Não há um número exato, mas cerca de um em cada cinco negócios fechados pelas maiores construtoras e incorporadoras é decorrência de um atendimento que começou online, via chat ou e-mail. Isso fez da web um canal responsável por al go em torno de 2 bilhões de reais em vendas de imóveis residenciais no ano passado apenas na região metropolitana de São Paulo. E não há dúvidas de que esse montante cresce velozmente. Em 2006, a Cyrela, uma das construtoras com atuação mais agressiva na rede, vendeu 200 milhões de reais com o auxílio da internet. Embora a empresa não confirme oficialmente, só na primeira metade deste ano o número saltou para 320 milhões de reais. Esses dados consideram apenas imóveis que de fato começaram a ser negociados online. Embora seja a melhor, essa não é a única forma de medir a dimensão que a internet está tomando para o setor. Muitos apartamentos são descobertos por seus futuros proprietários durante uma navegação nos sites das construtoras, mas, por um ou outro motivo, os interessados preferem estabelecer contato por telefone ou pessoalmente. Um levantamento da Setin mostra que 89% das pessoas que chegam ao plantão de vendas de um imóvel consultaram o produto previamente no website da empresa - número que, com pequenas variações, repete-se em quase todas as grandes construtoras.


É claro que comprar apartamentos na internet não é a mesma coisa que adquirir um livro, um DVD ou uma batedeira em varejistas eletrônicos como Amazon ou Americanas.com. No caso do imóvel, os últimos estágios de negociação sempre exigem a presença física das partes interessadas, e a transação nunca é efetuada online. Trata-se de uma venda que envolve valores elevados, muita burocracia e, não raro, financiamento bancário. Isso, contudo, não significa que a importância da rede seja secundária nesse mercado. "A venda não é efetuada pela internet, mas é aí que ela pode ser conquistada ou perdida", diz Rafael Rossi, responsável pelo marketing institucional da construtora Rossi. "A web será cada vez mais o ambiente no qual os clientes decidirão suas compras." Para se preparar, a Rossi está investindo na reestruturação de seu site, que hoje é o ponto de partida de 20% dos negócios que a empresa fecha.


Não é difícil entender por que esse movimento está acontecendo. A rede mundial é o canal de vendas que proporciona o menor custo de captação de clientes. Tanto que, do orçamento de marketing de 30 milhões de reais da Tecnisa, apenas 2 milhões de reais vão para a web. O retorno? Quase um terço das vendas - por enquanto, já que a participação da internet não pára de aumentar. Mesmo a gigante Cyrela gasta 6 milhões de reais online, o que parece uma pechincha para quem deve bater, com folga, a marca de meio bilhão de reais em vendas iniciadas via atendimento eletrônico neste ano. Na Setin, a verba para a web não passa de 5% do total. Há, portanto, uma flagrante desproporção entre o que a internet significa para as vendas das construtoras e quanto é investido nesse meio.


Os custos tornam-se ainda mais baixos porque tudo é terceirizado, desde a manutenção dos sites até os profissionais que fazem atendimento via chat. A Tecnisa, por exemplo, fechou um acordo para o desenvolvimento e a atualização de sua página virtual com um fornecedor de Curitiba, que cobra menos da metade do preço estabelecido por empresas similares em São Paulo. Na maioria dos casos, o atendimento eletrônico só passa aos profissionais da própria construtora após uma filtragem inicial feita por operadores da central de atendimento. Isso elimina os curiosos e otimiza o tempo da equipe de vendas. "Os corretores pegam os melhores contatos pela internet e só convidam o interessado para ir ao plantão quando a conversa está avançada", afirma o diretor de marketing da Tecnisa, Romeo Busarello. "Fica tudo mais eficiente."


Pela web, as construtoras conseguem munir os potenciais clientes de um amplo cardápio de informações. Os sites empregam diversos recursos para seduzir os interessados, desde fotos até representações em três dimensões, vídeos e serviços de mensagem em tempo real. A Tecnisa chegou a criar uma área dentro do Second Life, espécie de jogo online que simula um mundo virtual -- e o mais surpreendente é que dois apartamentos já foram vendidos dessa forma. "A idéia é que o comprador procure a empresa já bem munido de informações", diz Luiz Turano, diretor-geral da Oficina da Imagem, agência de marketing que se especializou na construção de sites de imóveis e tem 40 construtoras como clientes. Uma delas é a Gafisa, que fecha um em cada três negócios no Rio de Janeiro com a ajuda da internet.


A web também é uma comodidade para o cliente. Uma das vantagens é a possibilidade de tirar dúvidas via chat fora do horário comercial. A Tecnisa oferece serviço de corretores online das 8 horas da manhã até a meia-noite, "porque os hábitos estão mudando", explica Busarello. Atualmente, 16% do tráfego no website da empresa é registrado após as 21 horas. A internet facilita ainda o atendimento a clientes de outras cidades e até do exterior. No ano passado, 6% das vendas online da Tecnisa foram para pessoas que moram fora do país. E o conforto não acaba com a assinatura do contrato. Os melhores sites oferecem serviços de pós-venda, como histórico das parcelas já pagas e o que falta para quitar a dívida ou fotos atualizadas mensalmente que mostram o estágio da construção de imóveis comprados na planta. Para o chefe de análises da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, a migração para a internet também está relacionada com a onda de abertura de capital do setor nos últimos 12 meses - hoje, 16 empresas dessa área estão na Bovespa. Esse movimento está concentrando os lançamentos nas mãos das construtoras que conseguiram se capitalizar em bolsa. "São justamente as maiores, que têm sites bem estruturados. Talvez por isso as compras estejam naturalmente passando para o meio online", diz.


Essa montanha de vantagens, entretanto, não significa que a web seja a solução para todas as necessidades das construtoras. A publicidade offline ainda é extremamente importante. Uma prova disso é a audiência dos sites, que costuma aumentar muito na segunda-feira graças à blitz de mídia dos fins de semana. Esse casamento de meios de comunicação é o que se chama de cross media no jargão dos marqueteiros. Por enquanto, essa parece a receita ideal para que cada vez mais consumidores como Rocchi e Casares usem a internet para decidir onde e como - e com quem - comprar um imóvel. Quem diria que a nova febre imobiliária ocorreria num lugar onde o espaço é infinito.

fonte: info online (30/07/2007)

Negócios imobiliários na Internet…Funciona!!!



Por que as construtoras preferem fisgar os clientes pela internet ?

Recursos sofisticados

As construtoras podem lançar mão de recursos como vídeos ou animações em 3D, além de chats para interagir com o clienteArgumento de venda

É possível passar informações mais completas sobre um imóvel pela internet do que por catálogo

Custo do cliente

O custo de captação de um cliente na internet é considerado baixo, já que muitas pessoas entram espontaneamente nos sites das construtora

Anonimato

Os clientes gostam do anonimato que a internet proporciona, o que resolve o problema de corretores considerados inconvenientes, que ligam a todo instante

Otimização

Para o cliente a vantagem é poder checar as informações a qualquer hora; para o corretor, é mais fácil gerenciar vários clientes pela internet do que pessoalmente.


É claro que comprar apartamentos na internet não é a mesma coisa que adquirir um livro, um DVD ou uma batedeira em varejistas eletrônicos como Amazon ou Americanas.com. No caso do imóvel, os últimos estágios de negociação sempre exigem a presença física das partes interessadas, e a transação nunca é efetuada online. Trata-se de uma venda que envolve valores elevados, muita burocracia e, não raro, financiamento bancário. Isso, contudo, não significa que a importância da rede seja secundária nesse mercado. “A venda não é efetuada pela internet, mas é aí que ela pode ser conquistada ou perdida”, diz Rafael Rossi, responsável pelo marketing institucional da construtora Rossi. “A web será cada vez mais o ambiente no qual os clientes decidirão suas compras.” Para se preparar, a Rossi está investindo na reestruturação de seu site, que hoje é o ponto de partida de 20% dos negócios que a empresa fecha.NÃO É DIFICIL ENTENDER POR QUE esse movimento es tá acontecendo. A rede mundial é o canal de vendas que proporciona o menor custo de captação de clientes. Tanto que, do orçamento de marketing de 30 milhões de reais da Tecnisa, apenas 2 milhões de reais vão para a web. O retorno? Quase um terço das vendas — por enquanto, já que a participação da internet não pára de aumentar.


Mesmo a gigante Cyrela gasta 6 milhões de reais online, o que parece uma pechincha para quem deve bater, com folga, a marca de meio bilhão de reais em vendas iniciadas via atendimento eletrônico neste ano. Na Setin, a verba para a web não passa de 5% do total. Há, portanto, uma flagrante desproporção entre o que a internet significa para as vendas das construtoras e quanto é investido nesse meio.Os custos tornam-se ainda mais baixos porque tudo é terceirizado, desde a manutenção dos sites até os profissionais que fazem atendimento via chat. A Tecnisa, por exemplo, fechou um acordo para o desenvolvimento e a atualização de sua página virtual com um fornecedor de Curitiba, que cobra menos da metade do preço estabelecido por empresas similares em São Paulo. Na maioria dos casos, o atendimento eletrônico só passa aos profissionais da própria construtora após uma filtragem inicial feita por operadores da central de atendimento. Isso elimina os curiosos e otimiza o tempo da equipe de vendas. “Os corretores pegam os melhores contatos pela internet e só convidam o interessado para ir ao plantão quando a conversa está avançada”, afirma o diretor de marketing da Tecnisa, Romeo Busarello. “Fica tudo mais eficiente.”Pela web, as construtoras conseguem munir os potenciais clientes de um amplo cardápio de informações. Os sites empregam diversos recursos para seduzir os interessados, desde fotos até representações em três dimensões, vídeos e serviços de mensagem em tempo real. A Tecnisa chegou a criar uma área dentro do Second Life, espécie de jogo online que simula um mundo virtual — e o mais surpreendente é que dois apartamentos já foram vendidos dessa forma. “A idéia é que o comprador procure a empresa já bem munido de informações”, diz Luiz Turano, diretor-geral da Oficina da Imagem, agência de marketing que se especializou na construção de sites de imóveis e tem 40 construtoras como clientes. Uma delas é a Gafisa, que fecha um em cada três negócios no Rio de Janeiro com a ajuda da internet.A web também é uma comodidade para o cliente. Uma das vantagens é a possibilidade de tirar dúvidas via chat fora do horário comercial. A Tecnisa oferece serviço de corretores online das 8 horas da manhã até a meia-noite, “porque os hábitos estão mudando”, explica Busarello. Atualmente, 16% do tráfego no website da empresa é registrado após as 21 horas. A internet facilita ainda o atendimento a clientes de outras cidades e até do exterior. No ano passado, 6% das vendas online da Tecnisa foram para pessoas que moram fora do país. E o conforto não acaba com a assinatura do contrato. Os melhores sites oferecem serviços de pós-venda, como histórico das parcelas já pagas e o que falta para quitar a dívida ou fotos atualizadas mensalmente que mostram o estágio da construção de imóveis comprados na planta. Para o chefe de análises da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, a migração para a internet também está relacionada com a onda de abertura de capital do setor nos últimos 12 meses — hoje, 16 empresas dessa área estão na Bovespa. Esse movimento está concentrando os lançamentos nas mãos das construtoras que conseguiram se capitalizar em bolsa. “São justamente as maiores, que têm sites bem estruturados. Talvez por isso as compras estejam naturalmente passando para o meio online”, diz.Essa montanha de vantagens, entretanto, não significa que a web seja a solução para todas as necessidades das construtoras. A publicidade offline ainda é extremamente importante. Uma prova disso é a audiência dos sites, que costuma aumentar muito na segunda-feira graças à blitz de mídia dos fins de semana. Esse casamento de meios de comunicação é o que se chama de cross media no jargão dos marqueteiros. Por enquanto, essa parece a receita ideal para que cada vez mais consumidores como Rocchi e Casares usem a internet para decidir onde e como — e com quem — comprar um imóvel. Quem diria que a nova febre imobiliária ocorreria num lugar onde o espaço é infinito.


fonte: http://www.acriacao.com.br

7 de jan de 2009

Entrevista Elie Horn sobre a Crise Mundial


Elie Horn: Presidente da Cyrela Brazil Realty; presidente da Cyrela [br]diz que empresa não quer mais trabalhar com financiamentos longos nem depender de bancos.

O empresário Elie Horn, fundador e presidente da Cyrela Brazil Realty, prima pela discrição. Raramente é visto em público. Com esse estilo, criou a maior construtora e incorporadora de imóveis residenciais do País, e frequenta há tempos a lista dos homens mais ricos do mundo elaborada pela revista Forbes. Em uma rara entrevista, dada à Knowledge@Wharton, revista eletrônica da escola de negócios Wharton, da Universidade da Pensilvânia (EUA), publicada em dezembro, Horn diz que a crise financeira provocou um grande abalo no setor de imóveis. "As pessoas compram imóveis quando podem, quando dispõem de algum dinheiro para investir, quando não se sentem inquietas em relação ao amanhã", disse. "E a crise financeira deixou todo o mundo nervoso em relação ao amanhã." Por isso mesmo, o empresário diz que esse é um momento de esperar as coisas evoluírem para poder decidir com calma.


A seguir, os principais trechos da entrevista:


Qual a sua opinião sobre a crise financeira mundial e seu impacto no Brasil?


O Brasil não é uma ilha. Em um mundo globalizado, todos pagam um preço, e o Brasil também está pagando sua cota. Há uma sensação de que, num determinado momento, o mundo parece que enlouqueceu e o jogo mudou de uma hora para outra. O que era verdade, agora é mentira, e a mentira se tornou verdade. Se você não se adaptar, ou perde o juízo ou abre falência. Esse jogo novo é exatamente o oposto do que se via seis meses atrás. Estamos tentando nos adaptar porque não há escolha. No entanto, a loucura continua pelo mundo afora. Não tenho outras palavras: o mundo está de pernas para o ar.


Quais foram as consequências disso para o setor imobiliário brasileiro?


Bem, as pessoas compram imóveis quando podem, quando dispõem de algum dinheiro para investir, quando não se sentem inquietas em relação ao amanhã. A crise financeira deixou todo o mundo nervoso em relação ao amanhã, portanto esse não é um bom momento para o setor de imóveis. Esperamos, e cremos, que esse nervosismo vai passar bem depressa. Há momentos em que o bem imóvel é um porto seguro. Ele não é um negócio especulativo. No Brasil, as pessoas compram apartamentos para morar neles, e não para especular. Portanto, quando tudo mais no setor financeiro vai mal, pelo menos o bem imóvel que o indivíduo possui é seu, não vai desaparecer. Contudo, há 15 ou 20 anos, esse bem foi o bode expiatório da crise financeira, o que pode vir a se repetir. Nos EUA, foi o setor de imóveis e o de empréstimos subprime. Não temos empréstimos subprime no Brasil. Não há excesso de crédito. O setor imóvel no Brasil corresponde a uma faixa de 2% a 5% do PIB; nos EUA, essa faixa é de 80% a 90%. Estamos longe do subprime. No entanto, há problemas de liquidez no Brasil, especialmente no setor bancário.


Qual o impacto disso sobre o setor imobiliário?


Trabalhamos em um mundo em que os bancos são importantes para os negócios em geral. De repente, eles param de funcionar. Isso afeta os planos futuros das pessoas. Aí então você se recolhe e espera as coisas acontecerem. Esse é o quadro no Brasil e no mundo todo. Você fica quieto e espera. A melhor coisa é não fazer coisa alguma, se possível.


Então sua estratégia para o momento atual é esperar o desfecho dos acontecimentos?


Minha estratégia agora é de recolhimento. Não pretendo lucrar com a crise. Vou esperar e então me decidir quando as coisas estiverem mais calmas. Há quem diga que, quando o mercado desaba assim de forma tão drástica, há boas oportunidades de compra. Na minha carreira, sempre ganhei dinheiro em época de expansão econômica, e não de crises. Em tempos de crise, fico quieto. Não gostamos de especular. Preferimos a segurança. Em tempos de crise, a melhor coisa é ficar quieto. Quando há crescimento, aja rapidamente.


Já que o sr. mencionou sua carreira, poderia nos contar um pouco sobre sua experiência no setor imobiliário?


O que há de importante em minha história? Não há nada de importante nela. Bem, quem sabe então a história da empresa, por exemplo...A empresa existe há mais de 40 anos. Ela cresceu muito sempre que foi na direção contrária da tendência do momento. Não trabalhamos com a securitização de papéis e nem de recebíveis. Trabalhamos com o que temos. Em 1994, quando o crédito secou, em vez de recorrer aos bancos, antecipamos o pagamento de nossas dívidas e operamos com dinheiro próprio. Isto nos permitiu crescer a um ritmo veloz. Sempre trabalhamos com capital próprio. Financiamos clientes e vamos até onde podemos com nossos próprios meios. Crescemos muito porque não tínhamos que pagar juros. Recebíamos juros enquanto outras empresas tinham de pagá-los, e não era pouca coisa. Essa foi a diferença. Não gostamos de seguir modas. Preferimos pensar, analisar, criar nossa própria tendência a nos deixar escravizar pela situação.


Em que áreas do setor de imóveis sua empresa cresceu mais?


No setor de imóveis residenciais. Trabalhamos em muitos desses mercados. Temos outra empresa, a CCP, com ações em bolsa, que cuida da parte de aluguel de imóveis. É uma empresa pequena. No setor residencial, crescemos talvez de 80% a 90% ao ano nos últimos três ou quatro anos. Em 2009, provavelmente não cresceremos a essa taxa. Talvez daqui em diante aquele porcentual não se repita. O crescimento se deu nas faixas de renda baixa, média e alta. É claro que o segmento de baixa renda deverá crescer mais, porque há mais gente querendo comprar apartamentos nesse nível de renda.Embora o sr. diga que o mercado está mais devagar, soubemos que sua empresa lançou recentemente um edifício cujo espaço foi totalmente vendido num único dia. Como conseguiu isso?Eu não queria trabalhar com financiamento a longo prazo. Não queria recorrer ao banco para contratar uma hipoteca porque as taxas são muito caras. Propus então que lançássemos o projeto só se tivéssemos condições de financiá-lo nós mesmos. Foi assim que conseguimos vender um edifício inteiro em cerca de 48 horas - com 30% de entrada em dinheiro e os 70% restantes em 36 meses. Portanto, o prédio foi totalmente financiado por nós mesmos. Pretendemos entrar nesse segmento futuramente. Não queremos mais trabalhar com financiamento de 10 a 12 anos, e nem queremos depender dos bancos. Gostaríamos de ser financiados pelos compradores, se possível. Estamos lançando outro edifício no Sul com prazo de pagamento de dez anos, e não três. No primeiro dia, vendemos 48% do espaço disponível. Pelo que me disseram, o prédio estará totalmente vendido em dois ou três dias. Mas nem todo o mundo tem a mesma história. Gostaria que fosse assim todos os dias.


Quais são duas principais prioridades para os próximos dois ou três anos?


Além do trabalho propriamente dito, faço muita caridade também, portanto...Sabemos que o sr. se interessa muito por projetos de caridade na área da educação.


Poderia nos falar um pouco a esse respeito?


Creio em Deus, e acho que um mundo sem Deus é um mundo pobre. Portanto, meu objetivo é levar Deus aos estudantes. Tínhamos muitos projetos educacionais em várias universidades que procuram ensinar valores espirituais. O que falta no mundo de hoje são valores espirituais. Não é só o material que importa, o dinheiro, os negócios (...). Temos de valorizar o espiritual. Procuramos nos concentrar nisso. Nossos esforços são cada vez mais intensos, porque temos tido sucesso. Outras pessoas estão se juntando ao grupo. Não estamos sozinhos, e isso requer muito dinheiro. É uma grande obra de caridade.


Qual o maior desafio de liderança que o sr. enfrentou ao longo de sua carreira?


Meu maior desafio foi convencer as pessoas de que o mundo havia mudado. É muito difícil convencer as pessoas que o jogo não é mais o mesmo.


Uma última pergunta: como o sr. define o sucesso?


Ter sucesso significa errar pouco e acertar muito.


fonte: (http://knowledge.wharton.upenn.edu/), revista online da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia

5 de jan de 2009

Paris: criadores do Ninho de Pássaro projetam prédio triangular




O prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, apresentou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, as primeiras imagens computadorizadas do Projeto Triângulo, arranha-céu que será construído na cidade e terá 211 m de altura. O desenho do prédio foi feito pelo escritório suíço de arquitetura Herzog & De Meuron, que foi responsável pelo projeto do estádio Ninho de Pássaro, que sediou competições de atletismo na Olímpiada de Pequim.


Segundo o jornal Libération, o desenho do edifício foi planejado para evitar sombras em prédios vizinhos. O arranha-céu será o primeiro construído em Paris em 30 anos e deve ser concluído em 2014.
Com 50 andares, o Projeto Triângulo será construído no distrito de Porte de Versailles, que já abriga um dos principais centros de exposições da capital francesa. Ainda segundo o Libération, o prédio deverá abrigar atividades como congressos, reuniões, além de um hotel e uma área para escritórios.


fonte: Redação Terra

Príncipe anuncia prédio com cerca de 1 km de altura



O príncipe saudita Al-Waleed bin Talal disse que irá construir o edifício mais alto do mundo na cidade de Jeddah, na Arábia Saudita, segundo informou no último domingo em comunicado oficial a empresa de Talal, a Kingdom Holding Company.


No anúncio, a empresa detalha que o edifício terá cerca de um quilômetro de altura e fará parte de um projeto maior com um custo de cerca de US$ 26,7 bilhões.
O projeto, batizado de Kingdom City (Cidade do Reino, em português literal), ocupará cerca de 23 milhões de metros quadrados e incluirá casas, hotéis e escritórios luxuosos.
Talal é um empresário bilionário e membro da família real da Arábia Saudita. Sua idéia de prédio mais alto do mundo não foi a primeira, a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também já declarou ter a intenção de construir um edifício com aproximadamente um quilômetro de altura.


fonte: Redação Terra

BC altera limite para juro de financiamento de imóveis

O Banco Central (BC) anunciou em 31/12/2008 o limite máximo de taxa de juros para utilização em contratos de financiamento prefixados dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

De acordo com nota, o percentual referente à remuneração básica dos depósitos de poupança, para vigência em janeiro, é de 2,1568% ao ano.
Já o limite máximo de taxa de juros para os contratos firmados a taxas prefixadas no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para vigência no mesmo mês, é de 14,4156% ao ano.

fonte: Investnews - Gazeta Mercantil

Chineses prometem novo prédio mais alto do mundo




Mesmo com a crise econômica, empresários chineses iniciaram, no mês passado, a construção daquele que, segundo eles, será o maior arranha-céu do mundo. Com 632 m de altura, o Shanghai Tower está sendo construído no distrito financeiro de Lujiazui, em Xangai, vai consumir US$ 2,2 bilhões em investimentos e tem conclusão prevista para 2014.


Segundo Gu Jianping, diretor gerente do consórcio que administra o projeto, quando o empreendimento for concluído, a economia chinesa já deverá estar crescendo com vigor novamente. Ainda de acordo com ele, o início da construção em um ciclo de contração econômica deve proporcionar alguma economia nos custos por conta do preço mais barato dos materiais de construção.


"Lançar a construção neste momento vai ajudar a impulsionar a moral de Xangai na luta contra a crise financeira", completou Gu Jianping.
Pelo projeto, o prédio de vidro e aço terá escritórios, espaço para um shopping, hotel e espaços culturais. Os designers do projeto afirmam ainda que o empreendimento será um dos arranha-céus mais "verdes" da China, com formato espiral para diminuir a resistência do vento e 54 turbinas de vento no topo.
O Shanghai Tower vai superar o atual prédio mais alto da China, o Shanghai World Financial Centre, de 492 m e inaugurado em agosto deste ano, e também o Taipei 101 tower, maior edifício do mundo, que fica em Taiwan e tem 509 m de altura.
Em seguida na lista dos maiores prédios do mundo estão as torres Petronas (452 m), em Kuala Lampur, o Sears Tower (442 m), de Chicago, e o Jin Mao Building, também de Xangai, com 421 m.


fonte: Reuters (Portal Terra)