31 de mar de 2009

tecnologia de baixo custo construtivo desenvolvida por Villà há mais de 18 anos


A tecnologia construtiva empregada no condomínio residencial de Cotia foi desenvolvida em 1985 pelo Laboratório de Habitação da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, sob coordenação direta do arquiteto Joan Villà. Em 1986 o primeiro protótipo é construído no campus e, desde então, o sistema vem sendo empregado na construção de residências unifamiliares de conjuntos habitacionais em São Paulo, Minas gerais, Rio de Janeiro e também no Sul do País.

Conhecido como sistema da pré-fabricação cerâmica, o método demanda materiais básicos como cimento, tijolos e areia. Os módulos pré-fabricados são constituídos de painéis de tijolos cerâmicos solidarizados, medem 43 cm de largura e 3 m de comprimento cada e são destinados à execução de paredes, lajes e coberturas. O mesmo sistema também permite a pré-fabricação de escadas. Nesse caso, são confeccionados módulos com até sete degraus cada.

O baixo peso dos painéis, de até 80 kg, permite a montagem manual por mão-de-obra não-especializada. Os painéis são produzidos sobre uma superfície horizontal que pode ser a própria fundação radier da edificação. Sobre essa superfície é disposto um gabarito metálico ou de madeira que recebe uma camada de areia na qual são posicionados os tijolos cerâmicos furados. As peças cerâmicas são acomodadas junto aos lados da moldura, de maneira a resultarem vãos de 4 cm de espessura, que serão preenchidos com concreto e armadura.

Nos painéis destinados à montagem de paredes também são confeccionadas testadas de concreto para facilitar o apoio e encaixe das lajes de pavimento e da cobertura. Antes de serem montados, os painéis já recebem todas as instalações elétricas e hidráulicas e são revestidos com chapisco como acabamento final. De acordo com Villà, os painéis já podem ser manuseados para empilhamento cerca de dois dias após a confecção e estão prontos para montagem depois de uma semana. Villà ressalta que a rapidez de execução não significa perda de qualidade. "A montagem dentro de gabaritos garante a linearidade das peças e evita desperdício de material", diz. O sistema permite ampliações tanto horizontais como verticais a partir de um embrião de 40 m2.

fonte: Piniweb

Arquitetura popular brasileira





Há 30 quilômetros de São Paulo, em meio a uma área de periferia da cidade de Cotia marcada pela existência de pequenas chácaras, núcleos fabris e residências mais modestas, um condomínio de habitação popular destaca-se da paisagem pela qualidade da arquitetura e alegria das cores das fachadas. O conjunto de 24 residências situado na rua Grécia chamou a atenção do IAB-SP, que, em 2002, conferiu ao projeto de Joan Villà e Sivia Chile o prêmio Carlos Barjas Milan. O sistema construtivo escolhido não poderia deixar de ser a pré-fabricação cerâmica, tecnologia de baixo custo construtivo desenvolvida por Villà há mais de 18 anos.
fonte: Piniweb

Habitação Popular também exige boa arquitetura




Arq. Yuri Vital dos Santos , mackenzista, vencedor prêmio do Instituto de Arquitetos do Brasil/2008, categoria Habitação de Interesse Social.






Lean : Além de um projeto piloto




O sucesso conseguido na implementação de um projeto piloto, quer seja em uma família de produtos na manufatura ou em um processo administrativo importante como, por exemplo, a gestão da entrada de pedidos, pode dar a sensação de que a implementação lean vai ser fácil. Nada mais longe da realidade.


Os resultados conquistados como reduções de lead time, aumentos de produtividade, reduções de custos etc, da ordem de 30 a 60% nestes pilotos, dão a falsa sensação de que podem ser facilmente replicados em outras áreas, famílias de produtos ou processos administrativos. É verdade que se torna cada vez mais fácil implementar um piloto, porque o conhecimento está mais disponível e também porque quase sempre é visto como um experimento, convivendo amigavelmente com o sistema de gestão dominante. Mesmo que seja um “kaizen de sistema” envolvendo transformações profundas no sistema operacional.O piloto é gostoso de fazer, os desperdícios mais visíveis (“low hanging fruits”) são eliminados facilmente, as pessoas envolvidas se sentem bem, a direção gosta dos resultados, os operadores se sentem mais reconhecidos etc.


Mas, sair de um piloto e transformar as práticas atuais e o sistema de gestão na empresa toda, é um esforço de outra dimensão. O que é difícil, mas fundamental mudar, para a continuidade do sucesso da jornada lean, além do projeto piloto? Vamos listar alguns dos elementos mais críticos:


Definição da estratégia.


O enfoque lean preconiza a definição de um norte verdadeiro, clarificando o propósito e objetivos do negócio, desdobrados e consensados em todos níveis através de um cascateamento através do processo de gestão A3. O tempo takt deve ser usado como referência para a definição do orçamento e seu acompanhamento, assim como das estratégias de investimento.Desdobramento para todas as funções da empresa. A transformação lean “puxa” todas as funções da empresa, apontando mudanças necessárias em vendas, compras, desenvolvimento de produtos, recursos humanos, finanças etc, de forma a sustentar a transformação dos fluxos de valor. Em um piloto, quase sempre, tem-se uma participação bastante grande da produção, com mudanças visíveis no gemba, mas muitas vezes uma participação tímida de outras funções. Caso estas áreas não revejam profundamente seu papel na empresa lean, não só a expansão ficará difícil, mas também a sustentação do piloto poderá correr riscos. Liderança e pessoas. A necessidade de mudar a mentalidade, atitudes e comportamentos das pessoas, de cima abaixo na organização, leva bastante tempo. A atitude “gemba”, o enfoque nos processos, o esforço para o desenvolvimento de pessoas que assumam as responsabilidades e tomem iniciativas, a atitude firme quanto aos problemas na maioria das empresas são mudanças profundas no modo de pensar dominante. Criar ambiente para o desenvolvimento e aprendizado das pessoas durante a realização de seu próprio trabalho, e não apenas em atividade de treinamento fora do dia a dia e dos trabalhos reais, é outro quesito nem sempre fácil de garantir.


Sistema de planejamento e controle.


É uma das atividades mais críticas da empresa por sua responsabilidade em tornar as conexões diretas e simples entre diversas áreas. Deve definir e gerenciar o takt, que conecta vendas, manufatura e compras, assim como é responsável pelo nivelamento. O conceito de tempo takt pode ser igualmente usado na produção, na gestão da entrada dos pedidos, dos clientes até a manufatura ou no desenvolvimento de novos produtos.Um projeto piloto quase sempre tem repercussões sobre o sistema existente de planejamento e controle. Mas pode ser viabilizado em paralelo aos sistemas atuais. Podem-se implementar sistemas puxados com base em supermercados, FIFOs, controles visuais como Quadros de Acompanhamento da Produção (QAPs) na fábrica ou em áreas administrativas sem necessariamente envolver TI e sem mudar práticas e procedimentos existentes. Mas na hora de envolver a empresa toda, a magnitude das mudanças quase sempre na direção da simplificação, eliminação de diversas atividades do tipo “apagar incêndios” ou “verificar o verificado”, que prevalecem em empresas em que não há nem planejamento e nem controle, assusta e até afugenta.


Estruturação do trabalho e das cadeias de ajuda.


O esforço de padronização enfrenta quase sempre resistências enormes. Sem ele, não se pode garantir a estabilidade e a definição de sistemas de ajuda, desde os níveis de líderes de equipe até os níveis gerenciais e de direção. Controles visuais e métodos de solução de problemas em muitos casos são vistos com reservas, por expor de forma pública e transparente as situações e problemas reais. Em um piloto, eles são marginais ao sistema atual, mas na sua expansão, podem surgir enormes barreiras.


Melhoria permanente.


Criar os mecanismos e métodos para que a empresa inteira esteja envolvida em melhorias. Os níveis gerenciais e a direção devem estar a maior parte do tempo envolvidos neste tipo de atividade de melhoria, além das atividades de desenvolvimento de pessoas. Já os níveis mais próximos da operação devem ser também envolvidos em melhoria, embora em menor proporção do seu tempo, através dos Círculos Kaizen, realizados por pequenos grupos ou através de outros mecanismos. Isso é até mais fácil mas sem os outros elementos da padronização e estabilização,.torna-se pouco relevante, pois não há orientação aos grupos para focalizar naquilo que é fundamental.


Quando a maioria das pessoas da empresa estiverem conscientes de suas responsabilidades e assumirem seu papel de agregar valor, eliminar desperdícios e resolver problemas, então a empresa estará no caminho certo. Realizar pilotos é um bom método de testar os conceitos e ferramentas lean, aprender e conquistar resultados. Mas não se iluda com o sucesso que você terá e se prepare para a etapa seguinte, não subestimando as dificuldades de ir além do piloto.

fonte: José Roberto Ferro - Presidente Lean Institute Brasil

29 de mar de 2009

Redução de Custos através da Tecnologia


foto: Eduardo Gorayeb - Presidente da Rodobens

Isso se deve, principalmente, à aplicação de uma tecnologia criada nos Estados Unidos e usada pela primeira vez em casas populares no México, em 2001. As paredes são erguidas por meio de moldes de plástico dentro dos quais é injetado o concreto líquido. Cada conjunto de moldes custa caro – algo em torno de 1 milhão de reais. Isso fez com que o engenheiro Eduardo Gorayeb fosse tachado de "louco" quando resolveu replicar a idéia no Brasil. Mas, com o sistema a que ele se refere como uma "espécie de Lego", foi possível economizar 40% em mão-de-obra e construir uma casa na metade do tempo (veja o quadro).



Usar módulos para construir casas não é novidade. A técnica surgiu na Europa da década de 20, devastada no pós-guerra. Nesse tempo, calculava-se que 25% do material era desperdiçado na construção de uma casa. Com a padronização das peças, não só a perda de matéria-prima caiu para 10% como se tornou possível construir prédios em ritmo mais rápido. Foi com a utilização de módulos que países como a Alemanha conseguiram livrar-se em apenas quinze anos de um déficit habitacional de 5 milhões de casas. O modelo chegou ao Brasil na década de 60, quando o governo decidiu investir em fábricas de peças moduladas para a construção de casas populares, que se espelhavam nas européias. Funcionou até que o Banco Nacional da Habitação (BNH), financiador na compra das casas, fechou as portas, em 1986. Algumas construtoras brasileiras resolveram, então, adotar o sistema. A mais bem-sucedida delas foi a InPar, comandada pelo empresário Alcides Parizotto. Impulsionada pelas casas em módulos que espalhou em 34 cidades brasileiras, a empresa acumulou um patrimônio de 720 milhões de reais desde 1992.


fonte: Revista Veja











Casas populares com pequenos luxos



Vivem longe das grandes cidades 4 milhões de brasileiros que compartilham uma mesma aspiração: eles não apenas miram a casa própria como a idealizam encravada num condomínio, com churrasqueira no jardim e revestimento de mármore na pia do banheiro. Apesar de ter chegado à universidade, esse grupo tão ávido por pequenos confortos e luxos não ganha muito. Com renda familiar de até 3.500 reais, são brasileiros da classe C. O perfil deles foi traçado com base numa pesquisa conduzida pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo chama atenção para uma parcela da população brasileira que jamais foi dona de um imóvel, mas agora começa a se ver em condições de ter um – e, ainda que sem tanto dinheiro no bolso, sonha alto. Vender para essa gente é um desafio sobre o qual as grandes empresas brasileiras de construção civil estão hoje debruçadas.
Quase metade da classe C ainda não tem casa própria, seja em grandes cidades, seja no interior do país. A maioria das empresas escolheu as metrópoles para começar a investir em casas populares, sobretudo por já ter fixado ali suas operações. Com certa saturação do mercado em algumas dessas cidades, o interior passou a oferecer duas vantagens: terrenos maiores e mais baratos – e menos concorrência.

Em nenhum outro tipo de construção a busca por soluções para cortar custos é tão obsessiva quanto numa casa popular. Por motivos óbvios: o preço baixo é, de longe, o que mais define a compra na classe C.

Fica então o desafio de construir uma arquitetura bela, em um bairro planejado e com alguns detalhes de acabamento de luxo (como mármore) e infra-estrutura de lazer; tudo isto a um custo menor que o da concorrência já que o preço é o fator determinante na decisão de compra deste tipo de cliente.
fonte: Revista Veja


26 de mar de 2009

Baixa renda deve comprar mais imóveis



Depois de um 2008 com recordes de vendas seguidos de quedas bruscas nos negócios por conta da crise econômica mundial, a expectativa da construção civil para 2009 é de retomada da confiança. Carlos Alberto Aita, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS), acredita que o pacote prometido pelo governo federal devolva a autoestima ao mercado.


No mercado imobiliário, o segmento popular (famílias com renda de até R$ 2 mil que buscam moradias na faixa de R$ 60 mil) e o econômico (imóveis de até R$ 235 mil) devem puxar as vendas em 2009, diz Aita.Apesar do cenário controverso, o ano passado fechou com números positivos. No período, o mercado imobiliário de Porto Alegre registrou aumento de 26,58% na venda de imóveis novos, na comparação com 2007 (veja quadro).O destaque ficou por conta do segmento econômico, que representou 62% do total negociado no ano. Esse perfil de unidade encontrou amparo na ampla oferta de crédito com juros compatíveis com o bolso dos compradores.Somados às medidas governamentais de incentivo ao setor prometidas para o pós-Carnaval, os investimentos públicos em infraestrutura previstos para 2009 são a outra aposta para restabelecer o crescimento da construção civil no Estado. Para o atual período, o sindicato projeta a destinação de R$ 400 milhões, entre obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e verbas da prefeitura da Capital e do governo do Estado.- Percentualmente, o investimento público representa 18% do previstos para o período -disse Aita ontem, durante o balanço setorial da instituição.


fonte: Extraído de: Zero Hora - 20 de Fevereiro de 2009

25 de mar de 2009

A Oportunidade agracia apenas os preparados..!!!


fotos: Conjunto Habitacional Padre Manoel da Nóbrega, Campinas, SP. (Fonte: Portal Vitruvius)

Vamos Falar de Coisas Produtivas

É hora de colocar o pacote em ação, para isso as empresas devem elaborar plano para atuação no segmento de baixa renda e aproveitar os incentivos anunciados hoje.
Algumas empresas do mercado estão extremamente preparadas, visto que adquiriram empresas especializadas no segmento e portanto aguardavam avidamente pela divulgação do pacote. Outras, que ainda não se mexeram já podem se considerar fora do jogo, pois o ciclo do produto é longo desde a compra do terreno e construção da obra. Assim, quem começar agora irá terminar daqui há 2 ou 3 anos e ficará bem atrás da concorrência.
Com certeza teremos um aquecimento do mercado com este pacote, no entanto ele só beneficiará as empresas que fizeram a lição de casa no passado e agora estão prontas para aproveitar as oportunidades.

Absurdo ! ! ! !


Na manhã de hoje todo o setor ficou perplexo com a ação da polícia federal no Centro Empresarial Camargo Correa.

Este tipo de operação de "impacto" tem sido padrão, no entanto, serve mais para promover "positivamente?" a PF do que realmente promover justiça ou combater o crime, que certamente não está localizado nas empresas que desenvolvem e sustentam este país.

Apenas para lembrar, um ponto comum destas operações é que as prisões geralmente ocorrem sem que haja um processo judicial, ferindo o princípio básico de que as pessoas devem ser consideradas inocentes até que se prove a culpa nos tribunais.
Espero que a justiça aja rapidamente de tal forma a desfazer este tipo de arbitrariedade.


Leia no link abaixo - Manifesto da Fiesp a cerca do assunto (que não é novo) - a data deste manifesto é de 2005.

http://www.conjur.com.br/2005-jul-18/fiesp_apoia_combate_corrupcao_condena_excessos_pf

CONSTRUÇÃO: Ações do setor reagem positivamente a pacote

SÃO PAULO, 25 de março de 2009 - Os papéis de construtoras e imobiliárias responderam rápido ao anúncio do programa "Minha Casa, Minha Vida", aguardado pacote de estímulo a cadeia produtiva da construção civil que vai injetar na economia brasileira cerca de R$ 34 bilhões. Segundo Wilson Amaral, presidente da construtora e incorporadora Gafisa, o setor está muito otimista com as medidas anunciadas. "Vamos nos empenhar para colocar o plano em pratica e juntamente com auxilio da Caixa Econômica Federal atender as famílias contempladas pelo programa", disse ele em cerimônia de lançamento do programa, em Brasília.

Na BM&FBovespa, instantes atrás, as ações da Gafisa (GFSA3) subiam 5,14%, a R$ 11,86; a Brascan (BISA3) avançava 1,47%, a R$ 2,07; Cyrela Realt (CYRE3) ganhava 1,96%, a R$ 8,85; Rossi (RSID3) valorizava 4,44%, a R$ 3,76; e a Tenda (TEND3) aumentava 5,59%, a R$ 1,89.

Ontem, Luiz Rogelio Tolosa, diretor executivo, de Relações Institucionais e de Relações com Investidores (RI) da Brascan Residential Properties, informou que a companhia pretende focar no lançamento de imóveis no valor de até R$ 350 mil este ano, considerados de baixa e média renda. "Vamos aumentar a participação nesse segmento com 70% dos lançamentos voltados para o público de baixa e média renda. Essa fatia da população sente menos a crise, uma vez que que o imóvel é bem de primeira necessidade, diferente da classe alta que busca muito mais por um investimento. O desempenho positivo só vai depender exclusivamente do nível de emprego, que é o único motivo que pode brecar uma compra nessa faixa de renda", aposta. (Vanessa Stecanella - InvestNews)
fonte: Gazeta Mercantil

Empresários estão preparados para implementar pacote habitacional, diz entidade

Brasília - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, afirmou hoje (25) que os empresários do setor estão preparados para implementar as medidas previstas no pacote habitacional do governo. "Seremos parceiros neste e em outros empreendimentos". Durante a cerimônia de lançamento do Plano Nacional da Habitação, Simão destacou que as medidas anunciadas são "emergenciais e estruturais", uma vez que vêm para atender os reflexos da crise, mas com "bases de longo prazo".
fonte: Da Agência Brasil

Governo investirá R$ 34 bilhões para construir 1 milhão de casas


O governo federal anunciou nesta quarta-feira o programa "Minha Casa, Minha Vida", cujo objetivo é construir 1 milhão de moradias para famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650). O investimento estimado é de R$ 34 bilhões, considerando o dinheiro do governo para subsídios e para o fundo garantidor das prestações. A parcela mínima será de R$ 50, enquanto o valor máximo do imóvel a ser financiado é de R$ 130 mil.


Segundo o governo, o pacote deverá sair do papel até o dia 13 de abril. Até a data serão divulgadas as regras para que as pessoas interessadas possam aderir ao programa. Para evitar a sobreposição com o pagamento do aluguel, o governo definiu que as prestações só começam a ser pagas quando o morador passar a ocupar a nova casa.



Do dinheiro a ser gasto, R$ 25,5 bilhões serão diretamente da União, R$ 7,5 bilhões do FGTS e R$ 1 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os dados constam de cartilha distribuída aos presentes na cerimônia de lançamento no programa.
Em discurso na abertura da cerimônia, a ministra Rousseff (Casa Civil) afirmou que o objetivo do programa é compatibilizar renda e gastos. "Esse é um programa que vai compatibilizar a prestação da casa própria coma capacidade de rensa da população", afirmou.


Para população com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), o subsídio para o financiamento será integral e haverá isenção do pagamento do seguro, sendo que o governo investirá R$ 16 bilhões. Nesta faixa, está prevista a construção de 400 mil casas, cuja parcela mínima será de R$ 50 por mês e a máxima de 10% da renda (R$ 139). O pagamento poderá ser feito em até dez anos.


Ainda na faixa até três salários, devem ser priorizados, segundo as regras, os portadores de deficiência e os idosos. Além disso, o registro do imóvel deve ser emitido "preferencialmente" em nome das mulheres.


Para quem recebe entre três e seis salários mínimos, são destinadas 400 mil moradias, cuja parcela máxima será de 20% da renda familiar. Para a terceira faixa de renda (seis a dez salários), serão 200 mil moradias.


Nas faixas de três a dez salários, há regras comuns, como a redução do seguro e acesso a um fundo garantidor para refinanciamento de parte das prestações em caso de perda do emprego, ou seja, caso de inadimplência. As prestações garantidas vão variar de 12 a 36, de acordo com a faixa de renda.


Ainda nesses grupo, o investimento do governo será de R$ 10 bilhões, sendo que o valor máximo do imóvel será de R$ 130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Distrito Federal; de R$ 100 mil nos municípios com mais de 100 mil habitantes e demais regiões metropolitanas das capitais e de R$ 80 mil nos demais municípios.


Além disso, as famílias com renda acima de três salários terão como opção fazer o pagamento de uma entrada para reduzir as prestações e o tempo de financiamento.


No geral, o governo ainda fará um aporte de R$ 1 bilhão para subsidiar o seguro de vida no financiamento habitacional. O percentual do seguro que é cobrado hoje varia entre 4,13% a 35,09% do valor da prestação. Esse valor vai cair entre 1,5% e 6,64% com essa medida. A faixa mais alta do seguro será para os mutuários acima de 51 anos.


Fundo garantidor

O fundo garantidor terá R$ 1 bilhão do governo federal, que vai bancar a inadimplência do mutuário durante um período que varia entre 12 e 36 meses. O benefício só vale para quem comprovar que ficou sem pagar a prestação por ter ficado desempregado. Além disso, a pessoa tem que ter pago pelo menos seis prestações do contrato.


Para as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, a suspensão do pagamento é de até 36 meses. Na faixa entre cinco e oito salários será de 24 meses. Entre oito e dez será de 12 meses.


Também haverá redução de custos de registro de imóveis em cartório. Famílias com até três salários mínimos estão isentas, de três a seis salários o desconto será de 90%, e faixa de seis a dez salários terá desconto de 80%. As construtoras também terão esse benefício, com descontos que variam de 90% a 75%, de acordo com o valor do imóvel. O prazo para registro de incorporação do imóvel também será reduzido de 30 para 15 dias.


Em relação ao licenciamento ambiental, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) vai aprovar uma resolução até o final de abril reduzindo prazos e procedimentos. O objetivo é conceder as licenças dentro de no máximo 30 dias. As novas regras vão valer para construções de até 100 hectares.


Estados e municípios


O Estado de São Paulo será responsável pela construção de 18,4% dos 1 milhão de casas previstos no pacote habitacional. Serão 184 mil moradias para as famílias paulistas com renda de até 10 salários mínimos. A divisão foi feita de acordo com o déficit habitacional do país, calculado pelo IBGE.


Ao todo, a região Sudeste ficará com 363.984 moradias (36,4% do total). A segunda região mais beneficiada é a Nordeste (343.197, ou 34,3% do total), seguida pelo Sul (120.016), Norte (103.018) e Centro-Oeste (69.786).


Segundo o governo federal, essa proporção pode mudar conforme Estados e municípios assinem contratos de adesão com a Caixa Econômica Federal. Esses entes federativos poderão atuar por meio de aportes financeiros, doação de terrenos, infraestrutura e desoneração fiscal em tributos como ICMS, ITBI, ISS, ITCD, além de agilização na aprovação de projetos, alvarás, autorizações e licenças.


FGTS


Ontem, o Conselho Curador do FGTS aprovou, por unanimidade, R$ 31 bilhões para investimento em habitação popular até 2011. Desse total, R$ 12 bilhões serão destinados a subsídios parciais para aquisição da casa própria atendendo a população com renda entre três e seis salários mínimos. Para este ano, foram assegurados R$ 4 bilhões, sendo que R$ 1,6 bilhão é dinheiro já aprovado.


"No final do ano, faremos a revisão dos valores e veremos quanto será investido nos anos seguintes. Para habitação, na faixa de renda entre zero e três salários mínimos, o subsídio será dado integralmente pelo Tesouro Nacional", explicou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, logo após a reunião.


fonte: EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília

24 de mar de 2009

Disciplina e Técnica : Vencendo Desafios que parecem maiores do que a gente



Royce Gracie vs Akebono

Royce Gracie (Brazilian Jiu Jitsu) vence o legendário campeão de sumo "Akebono"

http://www.youtube.com/watch?v=POJ2T023M4I

Royce Gracie vs Bobby Ologun

http://www.youtube.com/watch?v=E0ubeHb7M18

Royce Gracie vs Kimo

http://www.youtube.com/watch?v=T27ZIfxxVAg

Royce Grace vs Dan Serven part 2
Royce Gracie - Submission King (vídeo com a melhores finalizações)

Espírito de Equipe e Vitória




ITALIA - GERMANIA by ENNIO MORRICONE (ITALY VS. GERMANY)

O Exemplo da "Azurra" na copa do mundo de 2006 (emocionante!)

http://www.youtube.com/watch?v=3hpsooWEFts

Liderança - O Monge e o Executivo




Vídeo sobre o livro "O Monge e o Executivo", com frases de grandes líderes da humanidade. Seminário apresentado na ETEP Faculdades em 08 de novembro de 2006


Acesso o link abaixo para assistir ao vídeo no You Tube


GESTÃO: A Empresa dos Macacos - Por Diogo Francischini




Re-dublagem do clássico "O Planeta dos Macacos". Em uma empresa comandada por sócios de visão estreita, o gerente de marketing tenta propor um re-posicionamento. http://www.luzcameravenda.com.br/

Click no link abaixo para assistir ao vídeo do You Tube

http://www.youtube.com/watch?v=0nyZVdt8bJ4

20 de mar de 2009

Geoff Milburn - Civil Engineering at the University of Waterloo

I'm a student, with limited funds and a cheap house without air conditioning. To avoid dying this summer, I've built a primitive air conditioner. It's a basic heat exchanger, using water as the medium. You'll probably need to fiddle a bit with the dimensions of the supplies based on your resources and preferences.

fonte:http://www.iq-home.com

Ar Condicionado Caseiro - Acredite se quiser!!!



"Realmente funciona. Ano passado encontrei um artigo no Instructables, mas só agora tive tempo pra fazer.É um tutorial simples de como construir um ar condicionado usando um ventilador, tubos de cobre, mangueira de nível de PVC (de pedreiro) e água gelada. O princípio de funcionamento de um trocador de calor é simples, é o mesmo princípio utilizado pelos aparelhos comerciais, e é nele que se baseia o projeto.Você vai precisar de um tubo de cobre de 1/8, 1/4 ou 3/8 de diâmetro, fácil de encontrar em casas de material para construção. No meu projeto 7 metros foram suficientes. Enrole o tubo em espiral na parte de trás do ventilador, prendendo com arame, fita isolante, zip ties, ou o que você achar melhor.A mangueira, de mesmo diâmetro, deve ser cortada em dois pedaços: um pedaço será encaixado numa das pontas do tubo de cobre para escoar a água aquecida (a ponta da mangueira deve ficar abaixo do balde). O outro será encaixado na outra ponta do tubo e colocado dentro de um balde com água gelada. A água flui naturalmente do balde para a outra ponta da mangueira pelo princípio do termosifão. Vale lembrar que o ventilador não pode ficar muito acima do balde, e nem abaixo. Se não funcionar, use aquelas bombinhas de aquário.Dicas:1- Acrescente sal para abaixar o ponto de congelamento da água. Assim a água passa a congelar entre -4ºC e -2ºC, e o aparelho funcionará por mais tempo.2- Se quiser vento mais frio, faça uma mistura de água e álcool isopropil (meio-a-meio). O ponto de congelamento cai para algo próximo de -20ºC.3- Use um radiador de carro no lugar dos tubos de cobre para melhorar a eficiência.4- Para iniciar o processo de troca, o tubo deve estar inteiramente preenchido com água.Não consome megawatts de energia, não faz aquele barulhão e nem causa problemas respiratórios por causa de ar seco ou filtro sujo. Testado e aprovado.


Quem quiser mais detalhes é só entrar em contato.


A avaliação de desempenho ambiental do novo estande da loja Ferrari-Maserati Via Europa, em São Paulo (SP) - Considerações Finais


Considerando as condições de distribuição de temperatura e velocidade do ar dos diversos sistemas de condicionamento de ar (insulflamento pela passarela, pela passarela mais cortinas de ar nas fachadas, e pelo piso), concluiu-se que o sistema mais eficiente, tanto do ponto de vista de maximização das situações de conforto térmico quanto do ponto de vista energético é o de insuflamento pelo piso, pois possibilita maior homogeneidade na distribuição de temperatura e velocidade de ar, causando ainda desejada estratificação de temperaturas, condicionando-se assim apenas as áreas efetivamente ocupadas pelos usuários (Figuras 5, 6 e 7).A passarela e a escada, devido à estratificação do ar, passaram a necessitar de isolamento do ambiente do salão de exposição de automóveis, realizado por meio de fechamento envidraçado, para que o sistema de condicionamento de ar desses ambientes fosse mais eficiente, uma vez que se têm valores de temperatura do ar mais elevados na porção superior da edificação. Ressalta-se que, devido à atipicidade das condições ambientais do projeto, configurando-se um ambiente interno peculiar, com altas temperaturas radiantes e ainda a possibilidade de incidência solar não só através de fachadas, mas também através de partes da cobertura, requer-se alto desempenho do sistema de distribuição de ar. Assim, o sistema de insulflamento pelo piso mostra-se ainda mais eficiente, pois consegue obter satisfatórios resultados de conforto térmico através da distribuição adequada das velocidades do ar (regime de deslocamento, não turbulento) e ainda eficiência energética através da distribuição adequada de temperaturas do ar (regime de estratificação, não uniformemente condicionado).A situação apontada como otimizada na relação entre conforto e energia necessita de uma área aproximada de 9m2, distribuída em nove grelhas de aproximadamente 1m2 cada, as quais estarão localizadas sob os automóveis. O ar deve ser insulflado (saída da grelha) a uma velocidade não menor que 1/ms à 17ºC no caso de verão, e a 0,5m/s à 19ºC no caso de inverno (em ambas as estações, está se considerando situações de céu claro). As grelhas terão duas direções, sendo as aberturas direcionadas para o sentido longitudinal dos veículos. Visando liberdade de layout, tem-se a adoção de piso elevado modulado, e a preferência por um sistema de plenum em vez de sistema dutado, permitindo-se assim o fácil reposicionamento das grelhas segundo as necessidades de reposicionamento dos automóveis. Por fim, para aumentar a eficiência energética do sistema foi especificada a utilização de sistema de controle através de sensores de temperatura do ar e temperatura radiante e de sensor de CO2. Os sensores de temperatura do ar e temperatura radiante devem idealmente estar posicionados na altura do usuário (1,10m). Devido à estratificação de temperatura do ar, é possível posicioná-los em outra altura, com pequena perda de precisão. É importante atentar sempre para a existência de cargas radiantes diferenciadas caso o conjunto de sensores seja alocado em altura diversa (sistema de iluminação ou outra fonte emissora de calor). Esses conjuntos de sensores estarão localizados pelo menos em dois pontos da edificação, um na porção Norte do salão e outro na Sul. Com relação ao sensor de CO2, esse é comumente colocado no retorno. Os sensores de CO2 e de temperatura colaboram com a eficiência energética na medida em que permitem a automatização respectivamente do controle de temperatura do ar para taxa de renovação do ar para salubridade e para conforto térmico.Tratando-se da operação desse sistema, é chamada atenção para a influência, além da temperatura do ar, da temperatura radiante na sensação térmica do usuário. Para o controle das condições de conforto térmico, propõem-se então uma programação para a automação predial do ar condicionado, monitorada por sensores internos, tomando como base o efeito combinado das variáveis citadas.No desenvolvimento das análises realizadas, destaca-se a importância do auxílio de ferramentas de simulação computacional, como parte de uma metodologia que visa maior eficiência e menor impacto ambiental do ambiente construído. Dando continuidade às definições conceituais da arquitetura e dos sistemas prediais e às avaliações qualitativas, o uso de software para a realização das avaliações técnicas e quantitativas dos aspectos ambientais do projeto confere maior rapidez aos testes de diversas soluções de projeto e apresenta recursos para visualização dos resultados. São com essas bases qualitativas e quantitativas que foram desenvolvidos os trabalhos desta consultoria de conforto ambiental e eficiência energética.

Crédito:Leonardo Marques Monteiro (1)Joana Gonçalves (2)Daniel Costola (3)Alessandra Shimomura (4)Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética do Departamento de Tecnologia da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (LABAUT/FAUUSP). (1) Pós-Doutorando, (2) Prof. Dra, (3) Mestre, (4) Pós-Doutoranda



A avaliação de desempenho ambiental do novo estande da loja Ferrari-Maserati Via Europa, em São Paulo (SP




Na concepção arquitetônica, o edifício é divido em três partes que são diferentes quanto à função, forma, tratamento de materiais e setorização na composição espacial e volumétrica do edifício. Uma caixa de vidro quadrilátera que abriga o salão de exposição dos automóveis é o espaço de destaque e atração do público (Figura 1). Este grande espaço é atravessado por um paralelepípedo alongado de concreto, suspenso, em que ficam salas de administração e reunião, cuja comunicação visual com o espaço interior, localizado abaixo, é feita por panos de vidro (Figura 2). Concluindo, sob o nível do salão de exposições está um pavimento enterrado, com mais áreas de trabalho e demais funções de apoio, em comunicação com o ambiente externo por espaços abertos adjacentes, visando principalmente a penetração da iluminação natural (Figura 3).


Certamente, tamanha diferenciação dos aspectos formais e construtivos inevitavelmente incorre em respostas de desempenho variado da arquitetura para as condições ambientais de cada parte que, inclusive, são isoladas ambientalmente umas das outras. A esse respeito, a caixa envidraçada é o espaço interno de maior exposição às condições externas de clima e insolação, enquanto que as outras duas partes do edifício são mais protegidas.Com referência ao espaço de interesse desta avaliação, o salão de exposições, quanto à influência do projeto de arquitetura no conforto ambiental e no conseqüente consumo de energia, a forma quadrilátera combinada ao papel fundamental da transparência na concepção da envoltória, ao lado do pressuposto da climatização artificial advindo das exigências de uso, consistiu-se nas premissas determinantes do desempenho ambiental. Isto devido principalmente aos efeitos da radiação solar direta. Por isso, as influências destes aspectos do projeto foram criteriosamente analisadas e devidamente quantificadas nas avaliações técnicas.Essencialmente, a criação de um ambiente dentro de uma caixa de vidro é um grande desafio para o alcance de condições de conforto térmico, mesmo contando com a ação do sistema artificial de climatização.


Desempenho térmico


Quanto ao desempenho térmico, as dificuldades se dão pelo efeito conjunto de três fatores: incidência da radiação solar nos usuários devido à grande área envidraçada, somada às elevadas temperaturas superficiais internas da envoltória (pela exposição à radiação solar incidente) e, finalmente, ao contraste com as baixas temperaturas do ar condicionado e suas velocidades de insuflamento, necessárias para contrabalancear os ganhos de calor causados pela radiação solar incidente e pelas elevadas temperaturas radiantes das superfícies internas. Essa situação se acentua em um contexto em que o clima é quente e a radiação solar direta bastante intensa por grande parte do ano, como é o caso de São Paulo. Porém, com a revisão de uma série de aspectos do projeto arquitetônico, é possível dizer que o desempenho ambiental chegou a resultados favoráveis para o conforto do usuário e os desafios foram superados de maneira satisfatória. Ao longo do desenvolvimento do projeto de arquitetura, os estudos de conforto ambiental e energia deram subsídios técnicos para o novo estande da Ferrari. Nesse sentido, devem ser destacadas desde as considerações de uma perspectiva inicialmente qualitativa da proposta arquitetônica, que foi acompanhada de uma avaliação técnica preliminar ainda na etapa inicial de projeto, até os resultados das análises de desempenho mais rigorosas, durante as etapas de detalhamento e de especificação.Sendo assim, com respeito ao conforto ambiental, a concepção inicial da caixa inteiramente de vidro foi reconsiderada com a introdução de placas opacas substituindo alternadamente determinados painéis de vidro, sem tirar a predominância da transparência, que é fundamental para a função do salão de exposição. Outra mudança significativa ainda na etapa inicial do projeto foi na especificação de vidro, que passou de incolor para refletivo na cobertura e com cor em fechamentos laterais, podendo ser prateado e verde, segundo as análises técnicas.Além dessas, um conjunto de demais alterações arquitetônicas contribuiu para a otimização do conforto térmico e da diminuição da incidência da radiação solar direta no espaço interior, como as novas inclinações das laterais da caixa reduzindo a sua visão do céu e, também, as recomendações de tratamento do espaço externo imediato, quanto materiais de revestimento e cores. Com tudo isso, em termos ambientais o espaço do salão de exposições ficou caracterizado por uma diversidade que se assemelha àquela encontrada em ambientes externos, em que a radiação solar direta não é bloqueada completamente, delimitando áreas contíguas de sol e sombra. Complementando a questão da diversidade do ambiente interno, o padrão de uso esperado para o grande salão sugere deslocamento do usuário, flexibilidade no espaço e, consequentemente, uma maior adaptabilidade às condições ambientais internas de radiação térmica, temperatura e velocidade do ar. Devido a essas particularidades do ambiente do salão de exposição, entende-se que exclusivamente os critérios de desempenho térmico, que são usualmente aplicados para um ambiente interno, comercial e convencional, não revelam o real desempenho do ambiente em questão. Por esta razão, foram considerados para esta avaliação critérios de desempenho para espaços externos, principalmente devido ao acesso do sol e à visão do céu, que são presentes no grande salão e agregam valor ambiental ao mesmo, uma vez tratadas as questões de desconforto.A interação entre as informações técnicas de desempenho ambiental e as especificações de projeto foi possível, tendo em vista que a busca pela otimização das condições ambientais também primou por não comprometer o conceito fundamental da arquitetura. As recomendações de projeto foram elaboradas a partir das análises técnicas que reúnem os resultados do desempenho térmico, também considerando os impactos no consumo de energia para a climatização.Além das interações com a arquitetura, as avaliações de conforto ambiental e energia tiveram o propósito de contribuir para com o projeto e a operação do sistema de climatização artificial, com vistas ao conforto térmico e a eficiência do sistema. Desse modo, testaram-se três soluções de ar condicionado (Figura 4), sendo uma com insuflamento pelo piso, outra pelo teto e uma terceira junto às fachadas, buscando a melhor distribuição de temperaturas e velocidades do ar, ou seja, qualidade na estratificação do ar no ambiente, com a melhor eficiência energética.


Avaliação do conforto térmico


Devido às características do projeto arquitetônico em questão, tem-se a configuração de um ambiente que em determinados aspectos se diferencia de um ambiente interno convencional. Deve-se, desta forma, considerar adequadamente as diversas assimetrias de temperatura radiante e ainda a radiação solar incidente, seja ela direta, difusa ou refletida. Assim, o modelo teórico adotado para avaliação das condições de conforto térmico dos usuários é o balanço térmico entre o corpo humano e o seu entorno, utilizando-se de metodologia comumente utilizada para ambientes externos em que se verifica assimetrias de radiação e existência de radiação solar incidente. Neste trabalho, para equacionar tal balanço foi utilizado o modelo proposto por Blazejczyk (2002). O modelo pressupõe que o organismo humano, para permanecer em equilíbrio, ou seja, a soma total de ganhos e perdas de calor deve ser idealmente zero, ou um valor que não submeta o organismo a nenhum tipo de estresse térmico, por frio ou calor. Em suma, o balanço térmico indica a interação entre as características do indivíduo (atividade, tipo e cor da roupa, etc), as características do meio (albedo e emissividade das superfícies das fachadas, cobertura e piso, e ainda a existência de obstruções que determinam áreas sombreadas) e as condições climáticas locais (radiação solar direta, difusa e refletida, temperatura e umidade do ar, pressão de vapor, pressão atmosférica, velocidade do vento). A produção de calor metabólico foi considerada segundo a norma ISO8996 (1990). As trocas por convecção, evaporação e respiração foram consideradas segundo as normas ISO7730(1994) e ISO7933(1989), respectivamente para os casos em que o ambiente se configurava como termicamente neutro ou quente. Devido à distribuição não homogênea das temperaturas radiantes, optou-se por modelos específicos de radiação, principalmente porque as referidas normas não contemplam adequadamente a consideração da radiação solar incidente. A troca térmica por radiação de onda longa ocorre entre o corpo humano e a cobertura; entre o corpo humano e o piso; e entre o corpo humano e as fachadas. Já o ganho de onda curta deve-se ao ganho de radiação solar incidente. Para o calculo da parcela de calor absorvida pelo usuário, baseado em dados empíricos, Blazejczyk (2002) sugere métodos distintos, considerando a disponibilidade de valores de radiação solar. Conhecendo os valores de radiação solar global, nebulosidade e altura do sol, o ganho por onda curta pode ser estimada. Kuwabara (2002) sugere então método para o calculo da troca resultante por radiação de onda longa e curta entre o usuário e o ambiente de forma conjunta. Para a consideração das temperaturas superficiais das fachadas, piso e cobertura, utilizaram-se os dados fornecidos pelas simulações computacionais realizadas, valores os quais foram também utilizados para verificação comparativa dos sistemas de condicionamento de ar através de simulação fluido-dinâmica.Tendo-se como base a norma ISO10551, considerou-se um valor aproximado de 80% de satisfeitos com a situação ambiental. (sensação térmica neutra ou confortavelmente quente). Tendo sido adotadas pela equipe de arquitetura as recomendações projetuais apontadas inicialmente neste texto, tem-se, segundo resultados de simulações computacionais, temperatura radiante média, considerando o piso e a envoltória em situações de dias ensolarados, de aproximadamente 37ºC para verão e 28ºC para inverno, valores que foram utilizados para a avaliação do conforto térmico. Adotou-se ainda umidade relativa igual a 50%, valor comumente adotado para os sistemas de condicionamento de ar.


VRF (ar condicionado)




VRF (do inglês: Variable Refrigerant Flow) ou VRV - Volume de Refrigerante Variável é uma designação de um sistema moderno e versátil de ar condicionado central do tipo Multi-Split.


É um modelo de ar condicionado desenvolvido especialmente para residências amplas e edifícios comerciais de médio e grande porte. Possui um sistema Multi-Split com apenas uma unidade externa ligada a múltiplas unidades internas operando individualmente por ambiente (podendo chegar a 64 máquinas).

O gás do sistema R-410A, chamado fluido refrigerante ou gás refrigerante, é o responsável pela variação de temperatura do ar. O sistema de refrigeração chamado ciclo de refrigeração é composto por diversos componentes, os quais proporcionam uma condição de funcionamento que permite o retorno desse fluido refrigerante para a condição inicial no ciclo.

O grande diferencial nesse sistema VRF é simplesmente uma combinação de tecnologia eletrônica com sistemas de controle microprocessados, aliado à combinação de múltiplas unidades internas em um só ciclo de refrigeração.

Sua instalação é muito simples, resultando em uma economia de tempo e mão-de-obra, além de manter a arquitetura sem alterar as características do empreendimento, produzindo um baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico.

Além de ser versátil e flexível, possui expansão modular e de grande facilidade de adaptação em estruturas já existentes.

Atualmente a Hitachi Ar Condicionado é a única empresa que detém a tecnologia para produzir esse tipo de equipamento no Brasil.


Conta também com um sistema integrado de controle que já disponibiliza interface com automação própria e Lon Works entre outros. Pode-se dizer que esse sistema, atualmente, é o sistema mais moderno e versátil do mercado. Sua aplicabilidade atende especificações de um sistema de água gelada (Water Chiller), tanto na capacidade de condicionar amplos ambientes quanto na possibilidade de dimensionamento levando-se em consideração a simultaneidade de carga térmica ao longo do dia. Atende também às necessidades de adaptação e versatilidade do sistema tipo Split System, que já vem dominando o mercado de ar condicionado há alguns anos.


18 de mar de 2009

Sistemas de Ar Condicionado - Eficiência Energética (4)

Apesar dos resultados obtidos neste estudo de caso, onde o Sistema de Água Gelada foi o mais eficiente em termos de economia de energia, devemos considerar que isto ocorreu em um caso específico, em um Hotel específico e para este caso a escolha do Sistema de Água Gelada foi a opção economicamente mais viável.

No entanto, a cada novo projeto deve-se considerar no estudo preliminar todas as possibilidades visto que as tecnologias mudam, evoluem e as condições e necessidades de projeto também variam. O importante é estar sempre informado sobre as inovações tecnológicas do mercado de Ar Condicionado e escolher dentre as opções disponíveis naquele momento, aquela que mais adere ao projeto específico.

Sistemas de Ar Condicionado - Eficiência Energética (3)





Custos operacionais
Vamos analisar os custos operacionais e a economia proporcionada em cada tipo de sistema comparado com o mais barato que consome mais energia. Neste caso, trata-se do splitão, porém sua atratividade é muito boa em vários sistemas e empreendimento devido ter um prazo de instalação muito curto e bom desempenho, conforme Figura 4.Para o sistema de central de água gelada já está considerado o custo operação das bombas de água gelada para bombear a água até os climatizadores, conforme Figuras 5 e 6. Como resultado final temos os três exemplos com suas vantagens e desvantagens conforme Figura 7 e a análise de custos de cada um, conforme Figura 8.

O sistema com central de água gelada se mostrou mais eficiente do que os outros dois apresentados e, além disso, possui vantagens sobre a conformidade com as normas utilizadas para as boas práticas de projeto e eficiência energética.Além disso, no caso do Hotel, temos um agravante na alternativa com VRV em relação a disposição de tubos de fluido refrigerante circulando dentro dos ambientes condicionados, onde estão as pessoas e isso pode ocasionar periculosidade na questão trabalhista, uma vez que o funcionário está correndo o risco de um vazamento e possível asfixia, já que o sistema de VRV, por não ter uma renovação de ar, necessariamente terá que instalar uma ventilação e exaustão para garantir a renovação do ar e isso irá onerar mais seu custo operacional que não foi computado no estudo. Para os outros dois sistemas com splitão e central de água gelada, as evaporadoras e os climatizadores renovam o ar através das caixas de mistura ou casa de máquinas onde são instalados não necessitando de sistemas de ventilação e exaustão adicionais, e o fluido refrigerante fica do lado de fora do ambiente não proporcionando riscos trabalhistas aos usuários ou empregados, mantendo o ambiente seguro, confortável e sustentável.

Redução do consumo energético

Como vimos anteriormente, cada tipo de sistema possui sua performance. Também cada um deles possuem preços de implantação para alcançar a performance que se deseja ou almeja.Para se obter um COP (Coeficiente de Performance) maior ou uma eficiência em kw/TR menor, se tornando mais eficiente, é preciso uma monitoração e controle através de sistemas de automação predial e de ar condicionado, possibilitando a geração de dados e fatos durante a operação do sistema a ponto de permitir que os técnicos e engenheiros analisem e definam o que fazer na operação para economizar mais energia. Isso deverá ocorrer tanto na mudança de operação, de pontos de ajustes de temperatura, na aplicação de outros sistemas como ciclos economizadores durante as baixas temperaturas externas, variadores de freqüência que poderão ser ainda aplicados nos climatizadores com caixas de volume variável, nos resfriadores podemos aproveitar não somente a água gelada, mas a água quente através de recuperação de calor proporcionando economia de combustíveis fósseis em aquecedores se tornando ainda mais sustentável, não jogando CO2 para a atmosfera. Também a aplicação dos resfriadores de líquido com condensação a ar, que é o caso da análise feita neste artigo, não consome água em torre de resfriamento, e também por isso, não precisam de tratamento químico da água que também iria poluir o meio ambiente. Sem dúvida, os componentes adicionais que mencionamos são os principais focos de atenção para se reduzir o consumo de energia. Além desses equipamentos e componentes, temos também a questão do próprio projeto do sistema de ar condicionado, como por exemplo, a distribuição de água gelada utilizando diferenciais de água maiores do que os convencionais, reduzindo assim o tamanho das bombas, o dimensionamento dos dutos de distribuição de ar com um grau de estanqueidade conforme a Smacna requer em seus padrões e normas, e isso faz com que o sistema não perca o ar no forro, direcionando todo ele ao ambiente, o dimensionamento correto da perda de carga do ar dos dutos usando menor potência dos motores, também a utilização de motores de alto rendimento fazem um sistema consumir bem menos do que a aplicação de motores comuns.Como exemplo de análise econômica, citamos como referência o sistema mais barato e simples, no caso o splitão e comparamos com o sistema com central de água gelada e podemos ver conforme o Quadro 1. Se comparamos com o VRV, seu payback seria de 23,4 anos e uma taxa negativa de -5% em 15 anos de ciclo de vida, com isso o Sistema com Central de água gelada é a melhor solução além dos fatores que contribuem para uma instalação sustentável e que permite o uso das normas e práticas de projeto adequadas e importantes para o ser humano e o meio ambiente.

Automação

A automação influencia e muito no processo de economia de energia, conforme já mencionamos. A automação permite a geração de relatórios, onde é possível analisar o foco de problemas de uso, e também, avaliar a necessidade de intervenções em equipamentos que estejam funcionando fora de sua concepção, como por exemplo, um climatizador que não foi instalado de forma adequada e sua operação não está de acordo com o projeto. Com isso consegue-se determinar a necessidade de um balanceamento do sistema hidráulico ou de distribuição de ar, ou até mesmo a colocação em operação da lógica de controle projetada para aquele equipamento. Da mesma forma, isso influencia na operação dos outros componentes do sistema, como neste caso, o resfriador ficaria funcionando com cargas altas se o sistema de controle do climatizador não pudesse operar de maneira programada ao abrir e fechar a válvula de controle de vazão, ou até um variador de freqüência do ventilador do climatizador ou das bombas caso não funcionassem de maneira a reduzir seus consumos em função da redução de pessoas e da temperatura ambiente medida e monitorada por sensores ambiente que transmitem ao sistema de automação. Podemos estender a automação até o controle de demanda do hotel que atua no próprio resfriador e seus periféricos, fazendo com que nas áreas que estão ocupadas permaneçam operantes e nas outras se desliguem para reduzir a demanda elétrica e consumo de energia desnecessária. Também podemos instalar sistemas de controle de iluminação e sensores de presença para manter suas utilidades dentro do quarto do hotel ligadas ou desligadas quando temos o hóspede dentro ou não. Essas e outras práticas e aplicações de equipamentos e sistemas de automação fazem com que o sistema de AVAC se torne mais eficiente.


Celso Doná Application Manager – Systems HVAC Building Efficiency - Johnson Controls - celso.dona@jci.com

Sistemas de Ar Condicionado - Eficiência Energética (2)




Performance de cada sistema
Veja como a performance de cada sistema muda quando aplicamos os custos de energia e seu período de operação conforme os dados abaixo. As Tabelas 1, 2 e 3 indicam o consumo de energia de cada aplicação.

fonte: http://www.nteditorial.com.br/

Sistemas de Ar Condicionado - Eficiência Energética (1)




Um sistema de AVAC é definido conforme o tipo de estabelecimento a ser climatizado e a dimensão das cargas envolvidas para manter o conforto térmico do ambiente.As soluções de engenharia para reduzir o consumo energético começam na concepção do projeto e análises de viabilidade econômica. O projeto define-se com boas práticas e com o uso de normas de AVAC como a Ashrae 90.1 (American Society of Heating, Refrigeration and Air Conditioning Engineers – sobre os parâmetros básicos para um edifício sustentável), ARI – Air Conditioning Refrigeration Institute (eficiência de equipamentos), NBR-6401(Ar Condicionado), Ashrae 62 (qualidade do ar) e Ashrae 55 (conforto térmico humano), Ashrae 15 (segurança em refrigeração) e Ashrae 34 (classificação dos refrigerantes).Além disso, temos a aplicação de vários tipos de equipamentos de ar condicionado central, terminais no ambiente ou sistemas compactos chamados unitários, componentes que integram cada solução como infra-estrutura hidráulica, elétrica, bombas de água, variador de freqüência, torre de resfriamento, tubulação hidráulica ou de refrigerante (gás), automação e periféricos.Cada tipo de sistema tem sua aplicação e principalmente seu desempenho energético.Como exemplo, cito um determinado projeto de aproximadamente 527 kW (150TR) de um Hotel, onde foi aplicado três tipos de sistemas: Expansão direta com split system de alta capacidade, no caso o splitão (veja Figura 1), outro com VRV (Volume de Refrigerante Variável) que é um sistema de expansão direta que possui variador de freqüência de refrigerante (veja Figura 2) e outro sistema central de água gelada com resfriadores de líquido condensação a ar com variador de frequência, circuito primário com variador de freqüência nas bombas e climatizadores nos ambientes que distribuem o ar através de dutos (veja Figura 3).Cada alternativa tem sua performance como sistema e não só como equipamento, ou seja, para um sistema de splitão sua eficiência é do conjunto evaporador e condensador, para um VRV, da mesma forma existe a eficiência do conjunto evaporadores e condensadores juntamente com a aplicação de variador de freqüência no compressor da condensadora proporcionando mais eficiência do que o sistema sem variador, e também para a alternativa 3, com sistemas com central de água gelada e terminais climatizadores, sendo o resfriador de líquido dotado de variador de freqüência a água gelada concentra um sistema mais eficiência no próprio resfriador, inclusive o gás refrigerante isolado do ambiente condicionado, além do variador no resfriador temos a aplicação deste nas bombas de água gelada que ficarão mais eficientes reduzindo seu consumo de energia.


14 de mar de 2009

Crise ameaça incorporadoras



Para especialistas, turbulência mundial pode frustrar novas emissões de ações de incorporadoras brasileiras


Os planos de investimento das incorporadoras brasileiras de capital aberto poderão ser comprometidos, ainda neste ano, devido à crise das hipotecas de alto risco ou do subprime (crédito de risco concedido às famílias de baixa renda) do mercado norte-americano. A avaliação é de Felipe Cunha, chefe de análise da Brascan Corretora. Segundo ele, apesar de o mercado imobiliário brasileiro apresentar características radicalmente distintas do vizinho do norte - no Brasil, nem há modalidade semelhante de financiamento bancário para classes mais baixas e os bancos são altamente restritivos à concessão de crédito - o investidor estrangeiro, num primeiro momento, tende a relacionar os dois mercados e considerar o setor imobiliário, como um todo, de alto risco.


"O resultado disso é que o apetite dos investidores sobre o mercado acionário de Real Estate ao redor do mundo diminuiu e, por conta disso, aquelas empresas de capital aberto que vislumbravam fazer nova oferta de ações para aumentarem seus caixas e financiarem seus projetos de expansão terão, talvez, que rever essa estratégia ou aumentarem, e muito, o número de suas emissões para captar o mesmo que captaram", diz. Em outras palavras, com um número menor de interessados, será preciso vender muito mais papéis - o que significa dividir o lucro dos acionistas -, diluindo capital. "A crise traz hoje preços menores de ações, que fazem preços menos atrativos de Private Equity, e assim por diante.


"Tomas Awad, da Itaú Corretora, salienta, entretanto, que isso só vale para as empresas que precisarem de capital imediatamente. "Para aquelas que não queiram sair já ao mercado, a crise não traz conseqüência nenhuma, diria até que a relação entre o que está acontecendo nos Estados Unidos e o que ocorre aqui é baixíssima ou nula", diz. Na opinião dele, os investidores não confundem as realidades de cada mercado e não vivem um receio de crise no Brasil.


Já Felipe Cunha, apesar de continuar "extremamente confiante no investimento no setor", aponta outros impactos em potencial. Para ele, diante do já chamado "cenário de recessão" do mercado americano, o dólar poderá ser valorizado, depreciando o real e comprometendo a baixa inflação brasileira. Para conter esse movimento, o Banco Central poderá aumentar a taxa de juros, "o que pode refletir, por sua vez, no encarecimento do custo de financiamento para compra de imóveis".Isso sem contar que muitas das recentes aberturas de capital das empresas brasileiras foram capitalizadas por investimentos estrangeiros - a uma média de 70% a 80% do total aplicado. E, segundo Cunha, são esses os principais investidores que estão vendendo ações em massa e que derrubaram a bolsa americana recentemente. "O setor imobiliário foi muito afetado pela crise", conclui.


Mas o que muda, na prática, essa desvalorização do preço das ações das incorporadoras?


Para André Segadilha, não muito. Segundo ele, a desvalorização no valor das ações que está sendo assistida atualmente é derivada de uma série de circunstâncias, como a baixa liquidez das incorporadoras, o pouco conhecimento dos investidores sobre cada uma delas, a ausência de resultados comprovados, o próprio movimento de adequação de valor - depois de uma superestimação das incorporadoras nas aberturas de capital - e, por fim, ao fator "psicológico" causado pela inadimplência americana.


"A depreciação aconteceu por causa dos papéis, que foram afetados. E os papéis estão no mercado de capitais, não no mercado real, por isso, não se trata de uma questão de baixa de venda e de perfomance, mas sim de uma contaminação psicológica."Para Segadilha, às incorporadoras cabe apresentar resultados consistentes, e se preocupar com o mercado real - o de construção, porque o mercado de capitais vive um receio especulativo.


"A crise trouxe um medo, mas que não se confirma aqui porque o tipo de mercado brasileiro é outro, as empresas são outras, o crédito é outro... e se as incorporadoras brasileiras mostrarem que estão saudáveis em termos de venda e comprovarem que vieram para fazer dinheiro, não haverá problema algum."


fonte: Construção e Mercado - Março 2008

Visão de Mercado e Capacidade Gerencial



Todos querem novas propostas de construção de engenheiros, novos modelos de construção mais econômicos, novas visões de moradia de bem estar de arquitetos e novos modelos ecológicos de paisagistas. É só você parar em um semáforo em São Paulo e você vai entender como este mercado é altamente competitivo e como soluções criativas e inovadoras realmente fazem do diferencial na venda de imóveis. Daí a crescente busca por outro tipo de profissional que não seja aquele com óculos fundo de garrafa e com caneta azul e vermelha no bolso da camisa.


As empresas procuram profissionais para planejar novos investimentos, elaborar projetos, tocar obras e assumir a gesto de negócios recém implantados. Em qualquer lugar do Brasil o executivo que combinar competências na área operacional e gerencial vai se dar muito bem.


Não diz respeito a colocar um tijolo sobre o outro ou saber fazer o calculo de quanto cimento vai em uma viga. É conhecimento operacional de mercado. E conhecimento gerencial? E como lidar com as pessoas que vão trabalhar no projeto. Como explicar para um arquiteto que a janela tem que ser o maior ou menor para dar uma sensação “dê” alguma coisa para “alguém”. E como dizer para o encarregado da obra que ele tem que der atenção especial a um determinado ponto do acabamento porque é ali que o tipo de cliente que ele tem vai prestar mais atenção e isso pode emperrar a venda do imóvel.


Ai entra o que Peter Drucker sempre dizia: a compreensão de um modelo de negócios passa pela compreensão da necessidade a ser atendida.


É preciso aprender a reconhecer modelos de negócio e esta é uma das características fundamentais do empreendedorismo...


O Engenheiro Civil do Século XXI



No século XX, o prestígio e os vencimentos foram considerados crescentemente como as medidas de sucesso público. No século XXI, a qualidade do serviço prestado à sociedade, a promoção de cultura e a qualidade de vida conseguida serão as medidas do sucesso e do reconhecimento público. O prestígio e os vencimentos derivarão então destes últimos valores.

Portanto, o Engenheiro Civil do século XXI deve

- Preocupar-se com o ambiente profissional do seu trabalho, com a qualidade do seu
serviço e com as suas funções e envolvimento;

- Estar atento às necessidades e expectativas da sociedade;

- Ter um compromisso com a difusão de cultura e de qualidade de vida a toda a
Humanidade; e

- Estar consciente das responsabilidades e deveres do Engenheiro Civil em relação com os
ambientes naturais e construídos.
Para isso, o Engenheiro Civil do século XXI deve

- Ter os mais elevados padrões éticos de comportamento;

- Exigir os padrões técnicos mais elevados;

- Informar-se; e

- Reconhecer e aceitar a diversidade.



Estes objectivos têm de ser conseguidos dentro de um ambiente profissional em mudançaconstante, a qual se manifesta na evolução da indústria da construção, na globalização de todos os mercados, na concentração do controlo da actividade económica e financeira, no movimento livre de pessoas, na exigência de salvaguarda do ambiente, da segurança e da qualidade de vida, e, com consequências e implicações sempre superiores ao antecipado, no envolvimento directo da sociedade em todos os processos de tomada de decisão, envolvimento esse amplificado pelos meios de comunicação social e pelos canais poderosíssimos de informação
do presente, e ainda mais no futuro.


13 de mar de 2009

SE ALGUÉM PERDEU DINHEIRO NA BOLSA E QUISER FAZER UM EXTRA, SEGUE A DICA DE EMPREGO:

Operador de Grua em um edifício em construção de 1 km de altura

12 de mar de 2009

Mercado Imobiliário: Todos à espera do pacote da habitação



Expectativas


São Paulo, 12 de Março de 2009 - Como já era esperado, o crescimento da economia brasileira no quarto trimestre de 2008 foi menor do que o do terceiro trimestre. Mesmo assim, o Produto Interno Bruto (PIB) fechou o período com uma expansão acumulada de 5,1%. "O resultado veio ao encontro do que se esperava", afirma Ana Maria Castelo, consultora da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Agora, economistas, consultores e empresários mudam o foco da análise e se debruçam sobre as possíveis projeções para este ano.


Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), diz que ainda tem esperanças de que a construção civil - que cresceu 8% em 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última terça-feira - consiga obter resultados positivos, mas não tão expressivos quanto os dos últimos 12 meses. "A construção vinha até o terceiro trimestre com crescimento de 11,7%. A atividade econômica de dezembro é da ordem de 2% e esse número carrega a atividade em 2009", afirma.

Watanabe é um dos palestrantes do workshop "Panorama da Construção Civil em 2009" que está sendo realizado hoje pelo Sinduscon-SP, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Ele acredita que, em um cenário mais pessimista, o PIB da construção ficará em torno de 3,5%. Já se a crise for uma "marolinha", pode chegar a 4,7%. "O problema é que depois de cinco meses de turbulência financeira pode-se perceber que estamos nos encaminhando para um cenário mais desfavorável", analisa.

A solução para reverter esse quadro está sendo anunciada há meses: o pacote econômico do governo federal. "É um grande incentivo para a economia e para o setor", afirma Watanabe. Mas ele ressalta a importância de ser claramente definido o lugar de onde partirão os recursos para financiar ou subsidiar a compra da casa própria, além da necessidade indispensável do fundo garantidor.

Outro ponto que deve ser levado em conta é a articulação entre as esferas federal, estadual e municipal no que se refere à legislação e à redução dos tributos. "O governo tem que fazer com que os projetos fluam mais agilmente, de forma a uniformizar as edificações para facilitar as aprovações. Mas até tudo isso virar obra, todos os aspectos do pacote têm de ser azeitados. O setor espera com ansiedade que o atual conjunto de medidas se transforme em um programa duradouro", diz Watanabe.

Roberto de Souza, presidente do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), acrescenta que as legislações nas diversas cidades brasileiras são diferentes no que se refere a mercado imobiliário, por isso a importância de "uniformizar as legislações e assim montar uma indústria da habitação", afirma.

Souza lembra que ainda há muitas obras a serem entregues em 2009, já que o ciclo da construção varia de 36 a 42 meses, contando os trâmites para a compra do terreno. Esse panorama provoca, mesmo em pequena escala, contratações para o setor. "É difícil definir o futuro, porque houve, sim, retração de novos lançamentos e desmobilização de equipes. E isso pode criar um hiato a partir do segundo semestre de 2010 e início de 2011", explica. Ana Maria concorda. "O problema está sendo postergado para o ano que vem. Por isso, o pacote do governo é tão importante, é ele que pode reverter essa expectativa negativa e melhorar o nível de atividade", espera.

"Mas pelo menos, já é possível ver uma chama acesa durante a crise: os compradores estão menos assustados, o que significa uma possível retomada na compra de imóveis e a volta de todo o ciclo", comenta Souza.

Histórico

Entre 2001 e 2006, o mercado imobiliário crescia entre 5% e 10% ao ano, taxas consideradas "bem comportadas". Mas em 2007 o caldeirão explodiu e todo mundo foi beneficiado com uma alta de 50%, que se arrastou até agosto de 2008, quando mensalmente se atingia 20% de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. Setembro, por sua vez, tomou uma anestesia. A diferença de países como Espanha e Estados Unidos é que no Brasil ainda se encontram demanda e crédito bom. Está certo que não com a mesma qualidade ou fartura, mas o País não é o centro do furacão, segundo João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).


"Este ano vamos seguir uma reta mais comportada, devemos crescer 10% acima de 2006 e lançar 28 mil unidades. É bom lembrar que 2007 e 2008 são cartas fora do baralho, vai ser difícil repetir anos tão extraordinários quanto aqueles", diz Crestana. O presidente do Secovi-SP acrescenta que o segmento imobiliário voltado para as classes mais altas vão continuar tendo demanda, mas o nicho é bem pequeno e específico. A grande aposta, na verdade, fica com os empreendimentos voltados para classe média e média baixa que "são tremendamente carentes de oportunidades".


Para incentivar isso, o presidente Luís Inácio Lula da Silva propôs a construção de um milhão de casas em dois anos, o que Crestana acha possível e que o setor está preparado para o desafio. "O México produzia 700 mil unidades por ano. Por que não conseguiríamos? Não precisa ser exatamente um milhão, isso é uma meta. Se alcançarmos 800 mil em dois anos vai ser um resultado magnífico. Na hora em que os recursos estiverem prontos, o setor consegue se organizar e juntar mão-de-obra. Essa pode ser a solução para a Bolsa Família", completa o representante do Secovi-SP.


fonte: (Gazeta Mercantil/Relatorio - Pág. 1)(Natália Flach)

MERCADO IMOBILIÁRIO - Enquanto o pacote habitacional não vem

12 de Março de 2009 - Depois do anúncio dos dados do crescimento da economia brasileira em 2008, economistas e consultores agora se debruçam sobre as possíveis projeções para este ano. Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção deve crescer 3,5% em 2009. Ele acrescenta que o pacote habitacional pode dar fôlego para o setor.
fonte: e1(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)