29 de mar de 2009

Casas populares com pequenos luxos



Vivem longe das grandes cidades 4 milhões de brasileiros que compartilham uma mesma aspiração: eles não apenas miram a casa própria como a idealizam encravada num condomínio, com churrasqueira no jardim e revestimento de mármore na pia do banheiro. Apesar de ter chegado à universidade, esse grupo tão ávido por pequenos confortos e luxos não ganha muito. Com renda familiar de até 3.500 reais, são brasileiros da classe C. O perfil deles foi traçado com base numa pesquisa conduzida pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo chama atenção para uma parcela da população brasileira que jamais foi dona de um imóvel, mas agora começa a se ver em condições de ter um – e, ainda que sem tanto dinheiro no bolso, sonha alto. Vender para essa gente é um desafio sobre o qual as grandes empresas brasileiras de construção civil estão hoje debruçadas.
Quase metade da classe C ainda não tem casa própria, seja em grandes cidades, seja no interior do país. A maioria das empresas escolheu as metrópoles para começar a investir em casas populares, sobretudo por já ter fixado ali suas operações. Com certa saturação do mercado em algumas dessas cidades, o interior passou a oferecer duas vantagens: terrenos maiores e mais baratos – e menos concorrência.

Em nenhum outro tipo de construção a busca por soluções para cortar custos é tão obsessiva quanto numa casa popular. Por motivos óbvios: o preço baixo é, de longe, o que mais define a compra na classe C.

Fica então o desafio de construir uma arquitetura bela, em um bairro planejado e com alguns detalhes de acabamento de luxo (como mármore) e infra-estrutura de lazer; tudo isto a um custo menor que o da concorrência já que o preço é o fator determinante na decisão de compra deste tipo de cliente.
fonte: Revista Veja


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