27 de abr de 2009

A importância da visão estratégica



Apesar de estarmos vivendo em época de grandes e rápidas transformações e em ambiente altamente competitivo, não podemos deixar de lembrar que o principal desafio de nossas empresas é prosperar nos negócios e garantir a permanência no cenário empresarial. Para tanto é necessário equilibrar forças de curto e de longo prazo garantindo o equilíbrio entre produtividade e crescimento. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes mergulhamos no particular deixando de enxergar o todo.


Programas da qualidade são tão importantes hoje, que praticamente assumimos, que as empresas já os praticam. Mesmo sem possuir certificação ou ter se submetido a prêmios da qualidade, é difícil imaginar que as empresas possam sobreviver sem preocuparem-se com a melhoria da qualidade. As séries ISO 9000 e 14000, os prêmios da qualidade, sistemas como Seis Sigma e TQM, são, entre outros, alguns exemplos de programas de melhoria da qualidade, utilizados por organizações preocupadas em melhor atender seus clientes.


Porém algumas críticas vêm sendo feitas a administradores que exageram no uso dessas ferramentas, podendo chegar, em alguns casos, a tolher a criatividade. Segundo artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, (Caderno de Economia - 20/09/05) , Benner (professora da escola Wharton de Administração de Empresas da Universidade da Pensilvânia) e Tushman
(professor da escola de administração de Harvard) associaram-se para estudar o assunto e descobriram que programas de melhoria da qualidade ou de gestão de processos podem prejudicar a capacidade de uma empresa responder a mudanças tecnológicas, ao se concentrarem no aprimoramento de tarefas de rotina associadas à tecnologia antiga.


O desenvolvimento da liderança, o foco no cliente, a disciplina sistemática na busca da melhoria contínua são alguns dos muitos benefícios trazidos pelos programas da qualidade. Mas, embora alguns programas de melhoria da qualidade, em suas versões mais atuais, já demonstrem preocupação com a gestão, tendo incluído em suas normas essa visão, são normalmente voltados para os processos, ou seja, para a área operacional da empresa.



Além da qualidade, as tecnologias da informação e as implementações de sistemas integrados tipo ERPs (Enterprise Resource Planning – sistemas de gestão empresarial informatizados), CRMs (Customer Relationship Management – sistemas de gerenciamento do relacionamento com o cliente), e os chamados dashboards ou painéis de bordo, são temas que também vêm causando alguns questionamentos em relação a sua implantação. Assim como os programas da qualidade, esses sistemas são fundamentais para as organizações, e auxiliam a alta direção e a gerência na tomada de decisões. Mas nem todos estão felizes com essa nova ferramenta das corporações, diz um artigo sobre esse tema, também publicado no jornal O Estado de São Paulo, com o título “Gerentes acessam mais dados no micro, mas têm de saber usá-los”. O artigo diz que “alguns vêem o dashboard como mais um instrumento que faz as pessoas se concentrarem apenas no momento, reagindo de forma exagerada diante da realidade de curto prazo e ignorando a amplitude da produtividade e inovação”.


Para responder a essas questões, relacionadas aos programas da qualidade, à implantação de sistemas integrados, bem como ao uso de outras ferramentas de gestão, precisamos entender a importância da visão estratégica. É ela que nos faz refletir sobre o equilíbrio entre curto e longo
prazo, entre qualidade e produtividade, e inovação e crescimento.


Aprimorar determinado processo, sem saber qual é o seu papel estratégico é um risco muito grande. De nada adianta melhorarmos as carroças se hoje elas não são mais utilizadas. Alinhar as ações de curto prazo à visão de futuro das organizações é fundamental para a sobrevivência e permanência das empresas no mercado. A preocupação com custos, com a melhoria de processos, com a qualidade e produtividade é inerente a qualquer empresa, pois a ausência dessa preocupação com certeza a tornará menos competitiva. Porém, na busca pelo aperfeiçoamento contínuo e por melhores resultados no curto prazo corremos o risco de deixar de pensar no futuro, ou seja, na inovação, nas competências, no impacto sócio-ambiental e na visão de longo prazo.


fonte: http://www.setting.com.br/
(*) Vera M. Stuart Secaf
Administradora de Empresas especializada em Gestão da Performance, com MBA Empresarial com foco na Gestão Estratégica pela Fundação Dom Cabral. Consultora para implantação da GID – Gestão Integrada do Desempenho e para implantação da gestão estratégica. Sócia-diretora da Setting Consultoria.


25 de abr de 2009

Proposta de um método para integração entre QFD e FMEA


Ilustrações: Métodos FMEA e QFD

Ferramentas da Engenharia de Produção podem ajudar na administração de Requisitos dos Clientes, quando utilizadas de forma simultânea e integrada.

Nos dias atuais, dois métodos voltados ao planejamento da qualidade mostram reconhecimento mundial pela sua utilidade e pelos relatos de sucessos obtidos com seu uso: QFD (Quality Function Deployment), no desenvolvimento do produto e do processo; e FMEA (Failure Mode and Effects Analysis), na análise de falhas.

Em 1963, aproximadamente, durante a missão Apollo, a agência norte-americana NASA (National Aeronautics and Space Administration) desenvolveu um método para identificar, de forma sistemática, falhas potenciais em sistemas, processos ou serviços, identificar seus efeitos, suas causas e, a partir disso, definir ações para reduzir ou eliminar o risco associado a essas falhas. Esse método foi chamado de Análise de Modos e Efeitos de Falha (FMEA) (Puente et al., 2002). Mesmo tendo surgido em 1963, FMEA somente passou a ser utilizado de forma mais abrangente após 1977, quando a Ford Motors Company começou a utilizar o método na fabricação de automóveis (Gilchrist, 1993).

Em 1978, os professores japoneses Shigeru Mizuno e Yoji Akao desenvolveram o método chamado Quality Function Deployment (QFD), em português, Desdobramento da Função Qualidade, com a finalidade de integrar as necessidades expressas pelos clientes ao desenvolvimento de produtos e processos. QFD foi uma resposta dos acadêmicos a uma forte carência que existia, desde 1969, dentro do movimento Total Quality Control (TQC) relativamente à operacionalização do planejamento da qualidade (Lin, 1995; Akao, 1990).

GERENCIAMENTO DOS REQUISITOS DO CLIENTE EM EMPREENDIMENTOS HABITACIONAIS

O interesse pelo gerenciamento do valor tem aumentado no setor da construção. Neste contexto, a geração de valor pode ser compreendida como o atendimento dos requisitos do cliente final. Tal atendimento, por sua vez, depende de como os requisitos são priorizados e comunicados para a equipe de projeto ao longo do processo de desenvolvimento do produto.

Leinonen e Huovila (2000) comentam que a indústria da construção realiza um processo cheio de lacunas: os requisitos originais com freqüência não são devidamente documentados e a contratação de empreiteiros e sub-empreiteiros é baseada somente no preço, resultando em um processo direcionado principalmente para a produção, ao invés de ser dirigido ao cliente. O gerenciamento dos requisitos do cliente, entendido como a identificação, análise, priorização e disponibilização das informações sobre as necessidades e preferências do cliente pode potencializar uma melhor definição das soluções de projeto e, em última instância, uma maior agregação de valor ao produto final edifício.

A visão do projeto como gerador de valor tem foco no valor gerado pelo fornecedor para o cliente,
através do atendimento dos requisitos deste cliente (KOSKELA, 2000). O atendimento dos requisitos e conseqüente satisfação do cliente é realizado em um ciclo, no qual os requisitos são capturados e convertidos, através de vários estágios, em um produto ou serviço a ser entregue ao cliente (KOSKELA, 2000).

O estabelecimento das relações cliente-fornecedor é uma questão importante na geração de valor. Há um grande número de relações formais, informais e híbridas entre as partes envolvidas, sendo estas distinguidas por Kamara et al. (1997) em funcionais e contratuais. O número de relações contratuais é geralmente menor, porém a forma pela qual são estabelecidas afeta as relações funcionais. As estratégias contratuais para minimizar os problemas de perda de requisitos estão relacionadas ao tipo de empreendimento (habitacional, industrial, comercial, hospitalar) e às circunstâncias contextuais (financiamento, legislação, mercado) (KAMARA et al., 1997).

A consideração de fenômenos vinculados às relações cliente-fornecedor, torna explícito diversos
conjuntos de atividades que permeiam todo o ciclo de vida de um empreendimento. Cada
empreendimento define a criação de um novo produto edificado e para cada novo edifício se alteram as características do contexto e as necessidades dos clientes. As atividades relacionadas aos extremos desse ciclo, como captura de requisitos e avaliação da satisfação do cliente final, são
particularmente importantes para o gerenciamento dos requisitos pois representam informações
essenciais para a definição de novos empreendimentos.

Visite no link abaixo artigo completo a respeito de estudo de caso em pesquisa realizada pela UFRGS:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FORMOSO, Carlos Torres et al. Termo de referência para o processo de planejamento e controle da
produção em empresas construtoras. Porto Alegre: NORIE/UFRGS, 1999.
KAMARA, J.M. et al. Considerations for the effective implementation of concurrent engineering in
construction. In: Concurrent Engineering in Construction. London: The Institution of Structural
Engineers, 1997. p. 33-44.
KOSKELA, L. An exploration towards a production theory and its application to construction. 2000,
296 f. Thesis (Doctor of Technology) - Technical Research Centre of Finland - VTT. Helsinki, 2000.
LEINONEN, Jarkko; HUOVILA, Pekka. Requirements management in life-cycle design. Finland: VTT
Building Technology, 2000.
TZORTZOPOULOS, Patrícia. Contribuições para o desenvolvimento de um modelo do processo de
projeto de edificações em empresas construtoras incorporadoras de pequeno porte. 1999. 163 f.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre.

12 de abr de 2009

Steel frame - É viável para habitação popular?


O steel frame desembarcou no Brasil como uma solução construtiva industrializada para construções de alto padrão. O arquiteto Alexandre Mariutti, diretor da construtora Seqüência, que trabalha há seis anos com a tecnologia, conta que era preciso esperar a tecnologia se consolidar nesse segmento para depois aplicá-lo a empreendimentos econômicos. "Acreditamos que já é hora de popularizá-lo", afirma.

A construtora já desenvolveu alguns modelos de casas para o ramo popular e o que se mostrou financeiramente mais viável empregava fechamentos em placas cimentícias. Até o momento, um protótipo foi erguido e uma réplica está sendo avaliada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). Mariutti estima que, em escala de produção industrial, cada unidade de 48 m² possa ser construída em cerca de uma semana.

No entanto, o preço dos componentes ainda é um fator que pressiona a competitividade do custo do sistema. A começar pelo aço, commodity cujo preço é puxado para as alturas pelo aumento da demanda mundial, sobretudo da China. O arquiteto critica também a falta de competição entre fornecedores de placas cimentícias e de drywall, o que mantém, em sua opinião, os preços desses produtos em patamares mais elevados.
fonte: Revista Téchne

Habitação Popular - Moldagem in loco de paredes de concreto



Os construtores têm encarado a moldagem in loco de paredes de concreto como a alternativa industrializada mais viável para a produção de unidades habitacionais em larga escala. Alta produtividade, custos competitivos e familiaridade com material e processo de execução são fatores importantes na escolha dessa solução tecnológica.

Executadas com concreto celular auto-adensável, as unidades são produzidas à razão de uma a cada dois dias. As fôrmas de alumínio podem ser utilizadas 1.500 vezes. "Mas a produtividade com a fôrma não é tudo, você precisa ter uma grande escala de produção que possibilite uma economia na compra dos outros insumos"

fonte: Revista Téchne

Habitação Popular - Sistema Techouse/Casa Dez


Sistema Techouse/Casa Dez, fornecido pela gaúcha Lig e Lev, é um conjunto de painéis-sanduíche, cada um formado por duas placas de concreto estruturadas com malhas e vigas de aço eletrossoldadas e preenchidas com instalações elétricas e hidráulicas e EPS. Os painéis são unidos e fixados por meio de encaixes autotravantes nas bordas das placas. Sua montagem exige a presença de um caminhão-guindaste para o transporte das peças no canteiro.


fonte: Revista Téchne

Sistema Construtivo em Paredes pré-moldadas de concreto





O sistema PAC, criado pelo grupo InMax em 1982, é composto por painéis portantes pré-moldados de concreto e pré-lajes. Apenas a capa das pré-lajes é moldada in loco no atual sistema da InMax."No passado, erguemos alguns edifícios com a caixa do elevador moldada in loco, elemento que dava rigidez ao conjunto. Porém, com a evolução do sistema, conseguimos eliminar essa estrutura e fazer quase todo o edifício em pré-moldados", afirma André Aranha Campos, diretor da InMax.

Nos últimos 26 anos, a tecnologia havia sido aplicada somente na execução de edifícios de quatro ou mais pavimentos. No entanto, a empresa começa a desenvolver projetos para a utilização em casas térreas e sobrados. "Nós nunca tínhamos feito isso porque nunca houve uma demanda que justificasse", afirma Aranha. Cerca de quatro mil apartamentos já foram produzidos com o sistema; até 2010, a empresa projeta a produção de mais de oito mil unidades entre condomínios horizontais e verticais.

A execução das torres com o sistema PAC exige gruas para a movimentação dos elementos pré-moldados e uma área no canteiro para a instalação dos jogos de fôrmas usados na confecção das peças de concreto. Nesse sistema, as instalações elétricas e hidráulicas e o espaço para os caixilhos também são posicionados e montados antes da concretagem. O processo possibilita a produção de um apartamento por dia, cada um com 50 m2 ou 60 m² de área útil. A maioria dos painéis tem função estrutural, o que limita a algumas paredes a flexibilidade de abertura de vãos. As fôrmas - metálicas ou de fibra de vidro - são projetadas pela própria InMax e conferem acabamento final liso às paredes de concreto. Segundo Aranha, isso proporciona redução no consumo de massa corrida durante a execução do acabamento. "Não há a necessidade de correção de rugosidade, apenas se fecham microporos." Depois de posicionadas no pavimento, as juntas entre os painéis são grauteadas. Por fim, a execução das lajes é feita em duas etapas - a primeira, de montagem das pré-lajes, que incorporam as armaduras positivas e os pontos de iluminação; seguida pela segunda etapa, em que ocorrem a montagem da armadura negativa, das passagens elétricas e a concretagem final, que solidariza as peças pré-moldadas.

fonte: Revista Téchne

Sistema construtivo com fôrmas tipo banche


A Sergus Construtora desenvolveu o sistema construtivo com fôrmas tipo banche, que permite produzir edifícios multipiso com paredes de concreto em dois ciclos de concretagem por pavimento. Ele é composto por fôrmas metálicas (paredes) e chapas de madeira (lajes).

O sistema dispensa escoramento, pois as vigas de sustentação das chapas das lajes são apoiadas nas paredes estruturais anteriormente concretadas. A espessura mínima das paredes é de 12 cm; a das lajes é de 8 cm. Ambas são armadas com telas de aço soldadas CA 60, com reforços localizados em barras e treliças de aço CA 50 ou CA 60, de acordo com o projeto estrutural.
Para maiores detalhes de cada etapa do sistema construtivo acesso o link abaixo:

fonte: Revista Téchne

Painéis cerâmicos pré-fabricados para Habitação Popular


A Jetcasa começou a desenvolver há dez anos seu sistema de painéis cerâmicos pré-fabricados. Utilizados como paredes internas e externas, os painéis são produzidos com blocos cerâmicos estruturados com nervuras de concreto armado e revestidos com argamassa.

Instalações hidráulicas e elétricas são embutidas. A ligação mecânica entre os painéis é realizada com soldas de barras e chapas de aço especiais e as juntas são protegidas da infiltração de água de chuvas ou de áreas molháveis com selantes flexíveis. A tecnologia pode ser utilizada na produção de casas térreas e sobrados.

As peças podem ser produzidas no próprio canteiro ou confeccionadas na fábrica e transportadas até a obra. Caso a primeira opção seja a mais viável para o empreendimento, é necessária uma área de 100 m x 15 m para a instalação da pista de produção. A empresa fornece a ponte rolante e as fôrmas e a construtora entra com o caminhão-guindaste.

A produtividade média com o sistema é de três casas por dia, sendo necessária uma equipe de cinco pessoas para a montagem das casas e de outras 48 para a produção dos painéis.

Para que o uso da tecnologia seja economicamente viável em empreendimentos do segmento econômico, a área construída mínima deve ser de 10 mil m², equivalentes a 250 casas de 40 m², em média.

fonte: Revista Téchne

Habitação Popular em Blocos de EPS

Blocos de EPS são montados e posteriormente concretados, funcionando ao mesmo tempo como fôrmas para o concreto e isolamento termoacústico. Casas podem ser construídas em até uma semana

A construção em larga escala de habitações do segmento econômico pode viabilizar o uso de tecnologias baseadas em materiais alternativos para alvenaria. É o caso, por exemplo, dos blocos de EPS vazados que, armados e preenchidos com concreto, irão compor o fechamento da unidade residencial.

A tecnologia é de origem alemã e existe há 30 anos no exterior.

O primeiro contrato para produção de casas em larga escala foi firmado com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) para a execução de 152 unidades de 51 m² cada em Bocaina, interior de São Paulo. Antes disso, algumas obras já haviam sido executadas no País com a tecnologia, entre elas uma escola em Bocaina (SP), o prédio de uma universidade em Rio Claro (SP), instalações administrativas em São Paulo.

Com uma equipe de quatro pessoas, pode-se construir uma casa de 45 m² em até sete dias.
Fonte: Revista Téchne

Industrialização econômica - PVC + Concreto



Os elementos que formam o conjunto são os painéis vazados para paredes em PVC - modelados com um duplo encaixe macho-e-fêmea -, marcos de portas e contramarcos de janelas. Após a montagem dos perfis de parede vazados, são inseridos os reforços de aço e as instalações elétricas e hidráulicas. Por fim, executa-se a concretagem dos perfis-fôrmas.

As primeiras casas construídas no Brasil com a tecnologia PVC+Concreto foram as 130 unidades de um condomínio em Canoas (RS), entre 2001 e 2002.

Com a produção em larga escala, entretanto, a produtividade pode aumentar e alcançar a marca de uma casa a cada três dias, de acordo com Torres.
fonte: Revista Téchne

Construção de Interesse Social - O Modelo Americano


Apesar da atual crise imobiliária nos EUA, cujos maiores culpados foram os bancos que agiram em um sistema financeiro sem nenhuma regulação, os EUA ainda são líderes em tecnologias construtivas e o modelo americano de residências de caráter social tem muito a ser aproveitado no Brasil.

Aqui quando se fala em habitação de caráter social logo se pensa nos predinhos de 4 andares, que com o tempo, sem manutenção adequada acabam se tornando favelas horizontais principalmente nas periferias das grandes cidades. Basta circular pelo Rodoanel e pela Marginal Pinheiros para verificar a quantidade enorme de predinhos sem manutenção. O projeto Singapura do Maluf tornou-se então a verticalização da favela.

Além deste aspecto deve-se considerar ainda o lado estético do empreendimento, aqui os empreendimentos populares são projetados sem esmero, com qualidade estética de presídio como se o povo não ligasse para a beleza. Enorme Engano.

Neste aspecto o programa habitacional americano saiu na frente e priveligiou a estética e a cultura do país. Da mesma forma precisamos desenvolver habitações populares condizentes com a qualidade e criatividade da arquitetura brasileira. Quem conseguir viabilizar um produto com foco em estética e qualidade de vida sairá na frente. PENSEM NISTO!!!!

10 de abr de 2009

Popular com tecnologia







Condomínio de habitações populares em Curitiba tem frames de madeira como estrutura e painéis de OSB ( oriented strand board ) nos fechamentos. Obra desmistifica uso de materiais industrializados como "coisa de rico".

O conceito, a tecnologia e até o projeto vieram dos Estados Unidos.

Mesmo assim, o light wood frame chega ao Brasil como una alternativa em sistemas construtivos industrializados, sobretudo para habitação de interesse social. O método foi empregado nas obras do Porto Primavera, em Curitiba, e a ligação com os Estados Unidos é tão grande que a construtora Malacon se refere ao empreendimento e ao sistema como UShome, em vez de chamá-lo pelo nome do condomínio.

Se a tecnologia veio da América do Norte, os materiais são predominantemente nacionais. Na realidade, apenas o OSB (chapas de fibras orientadas, em inglês) não foi produzido no Brasil. Como a produção do composto resistente a cupins não havia começado na época em que se iniciou as obras do segundo módulo, a construtora Malacon foi obrigada a usar o material importado da Alemanha. O OSB anticupim só passou a ser produzido no Brasil no início deste ano. Com insumos made in Brazil , o custo relativo do sistema cai e se toma mais competitivo em comparação à construção de alvenaria. "Estimo que tenha saído 20% mais barato do que em alvenaria", afirma Maurício Trindade Malafaia, diretor da Malacon.

fonte: Revista Téchne - Fevereiro de 2002

Sistema Construtivo para Edifícios Populares


A Habitação de interesse social está em voga após a divulgação do Pacote de Habitação do Governo Federal no fim do mês passado.

Para a construção deste tipo de empreendimento requer-se racionalização construtiva, industrialização, otimização de processos enfim implementação de mentalidade enxuta no sentido de eliminar-se etapas desnecessários e desta forma obter-se custos competitivos.

Dentro deste conceito a HM construtora, tradicional empresa deste segmento e recém adquirida pela CCDI, incorporadora coligada ao Grupo Camargo Correa, desenvolveu um processo racionalizado baseado em Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto, Lajes Pré-Moldadas que dispensam escoramento, Utilização de Batentes Metálicos, Torres d´Água em Concreto. Tudo isto executado num fluxo de atividades bastante organizado, sem desperdíco de materiais e seguindo os preceitos de qualidade do PBQP-H - Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade na Habitação, na qual a empresa é certificada.

Habitação Popular - Módulos de Concreto Pré-Fabricado


A BS Construtora, empresa fundada por ex-servente de pedreiro (Sr. Sidnei Borges, 33 anos) em Sorriso-MT, deseovolveu sistema construtivo em módulos de concreto pré-fabricado de alta qualidade, com conforto térmico e acústico. Com esta inovação o cliente ganha agilidade podendo ter sua casa pronta em apenas um dia.
Os módulos são fabricados em fábrica ou no próprio canteiro de obras, dependendo do porte da obra. O sistema de fabricação é industrializado resultando em maior qualidade, menor desperdício de materiais e consequentemente menor impacto ambiental.
Após a fabricação com formas metálicas a casa é desformada no dia seguinte, já com instalações embutidas e esquadrias. Depois, é transportada ao local onde será posicionada e então faz-se os serviços finais e acabamentos, basicamente execução do telhado em estrutura metálica , acabamentos em cerâmica e pintura. Esta etapa final demora 1 dia. Assim, pode-se manter módulos em estoque e entregar a casa em 1 dia após a venda. O Cliente deverá ter o terreno.

4 de abr de 2009

Where the Deals Are: Real Estate in Emerging Markets


Look for countries with strong middle-class growth -- say, China or Brazil. Stick mainly to housing and retail. Focus on the long term. And don't attempt to do it without a local partner.

That was the consensus among the global real estate developers, investors, finance specialists and executives who spoke at the recent Knowledge@Wharton Real Estate in Emerging Markets Forum. With the economy in a tailspin and demand drying up in the U.S. and Western Europe,
it's not surprising that real estate investors are more attracted to emerging markets than ever before.

In the U.S., for example, housing starts are at an all-time low -- down 2.7% in December, according to Bloomberg -- and builders have seen their share values drop 76% since the housing bubble burst. In early January, research firm Reis reported that mall vacancies have reached a 10-year high and are likely to go up as more stores claim bankruptcy and close their doors following six consecutive months of declining sales in 2008.

Now it seems that the unstoppable consumer demand and high returns once guaranteed by "hypergrowth" markets like the fabled BRICs -- Brazil, Russia, India and China -- are no longer a given, either. Although the Forum panelists and speakers saw value in individual markets, they agreed that the "decoupling" hypothesis -- the notion that emerging markets can maintain growth independently of any major disruptions in the U.S. economy -- has proven to be untrue. In fact, as one panelist noted, the current situation would be more accurately described as "turbo-coupling."

Ignatius Chithelen, managing partner of New York investment firm Banyan Tree Capital, pointed out that between 2003 and 2007, the Standard & Poor's Index rose by 80%, and during the same period, the MSCI Emerging Markets Index was up nearly 400%. "Today, the U.S. market is down 50%, and emerging markets are down 60% to 70%. This isn't decoupling.... Very simply, when [the U.S. market] goes up, it goes up much higher in emerging markets, and when it goes down, it goes down much worse."

Chithelen noted that the BRIC classification was originally developed for marketing purposes. "You can't view these markets as one single entity. Each one needs to be judged individually according to the underlying fundamentals." Within the BRIC classification, for example, China stands apart "as the world's banker," he said, citing the country's $4 trillion in reserves, its trade and budget surpluses, and its ability to allocate huge resources to infrastructure projects. "Today, [China] is the best-situated country."
Brazil or Bust

In addition to projects developing affordable housing in Cairo and in Mexico, Zell's Equity International is focusing heavily on Brazil, which he singled out as a particularly strong opportunity for investment. Like Mexico, Brazil subsidizes low-income mortgages, so consumer access to financing has been largely unaffected by the markets. The country also has "unlimited [natural] resources," and, unlike Mexico, a strong executive talent pool to help outside investors achieve scale in operations. On the retail side, Zell noted that store sales are up 12% from last year in the malls owned by his group -- a stark contrast to the recent U.S. figures. "If you look at all of the facts, I don't think there's another environment in the world that's better than Brazil."

According to Tom Shapiro, president and founder of GoldenTree InSite Partners, a New York-based real estate investment firm, Brazil is not seeing the distress found in other markets. Mortgages account for only 2% of GDP in Brazil, he noted, versus 65% in the United States and 74% in the UK, so consumers aren't feeling the effects of credit contraction. Demand is high, and unlike other markets which have seen rampant speculation, there hasn't been any overdevelopment. Shapiro said that his firm typically sees 40% to 50% of condominium units in a given complex sold within two weeks. Recently, GoldenTree sold 70% of the units in an office project in Sao Paulo in only 10 days.

In Brazil, real estate purchases require 15% cash up front and a 1% monthly pay-down on the principal. If the financial crisis has a wider impact, Shapiro said, market growth may slow among middle class homeowners, who don't receive government subsidies for mortgages.
fonte: Knowledge@Wharton (http://knowledge.wharton.upenn.edu/article.cfm?articleid=2141)

1 de abr de 2009

Diagrama de Ishikawa - Diagrama de Cause e Efeito - Espinha de Peixe


O Diagrama de Ishikawa , também conhecido como "Diagrama de Causa e Efeito" ou "Espinha-de-peixe", é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes.

Este diagrama também é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:

Método
Matéria-prima
Mão-de-obra
Máquinas
Medição
Meio ambiente
Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética(melhor visualização).

O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica.

Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.

Para a implementação do diagrama de Ishikawa não há limites. As empresas que preferem ir além dos padrões convencionais podem identificar e demonstrar em diagramas específicos a origem de cada uma das causas do efeito, isto é, as causas das causas do efeito. A riqueza de detalhes pode ser determinante para uma melhor qualidade dos resultados do projeto. Quanto mais informações sobre os problemas da empresa forem disponibilizadas maiores serão as chances de livrar-se deles.

fonte: wikipédia